1 Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e
administradores dos mistérios de Deus.
2. Ora, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis.
3. A mim pouco se me dá ser julgado por vós ou por tribunal humano,
pois nem eu me julgo a mim mesmo.
4. De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado.
Meu juiz é o Senhor.
5. Por isso, não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor.
Ele porá às claras o que se acha escondido nas trevas.
Ele manifestará as intenções dos corações.
Então cada um receberá de Deus o louvor que merece.
Considerações.
Todos somos administradores de Deus. No ensino da Parábola dos Talentos - a cada um é dado segundo a sua capacidade.
Recebemos os bens de Deus: materiais, família, trabalho, amigos, educação, etc. para agirmos a favor da Obra de Deus. Abnegando-nos.
Ser fiél. Cumprir com os deveres (zelo pelos bens de Deus).
Em "pois nem eu me julgo a mim mesmo." e
De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado.
O que é ser justificado?
Primeiro, quem justifica é Deus.
E do fato de nada acusar a consciência não significa que se tenha cumprido fielmente o dever.
Da expressão "Não julgueis antes do tempo", conclui-se que haverá tempo propício ao julgamento.
Mas o julgamento compete a Deus: "esperai que venha o Senhor"
Mas para que se julgue com conhecimento é necessário que se tenha
às claras o que se acha escondido nas trevas e
que sejam manifestas as intenções dos corações
Somente assim é possível aplicar a justiça sem sujeição a erros.
Mas a quem de fato compete julgar? A Deus!
É o que se infere de "Então cada um receberá de Deus o louvor que merece".
Ponto singular a considerar-se com profunda admiração:
1. O que o julgado recebe de Deus é LOUVOR (glorificação)
2. Significa que a vida que teremos ou mesmo o que temos, é LOUVOR que recebemos de Deus.
3. O Louvor vindo de Deus, não é condenação, mas aplicação da sua Justiça que é AMOR.
Ser conduzido pelo jugo leve é cumprir-se fielmente o Dever.
Bom dia a todos!
(Por Luiz Alves Rodrigues).
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