sexta-feira, 25 de novembro de 2011

JESUS E OS AMIGOS


“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a vida pelos seus amigos.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 15, versículo 13.)

Na localização histórica do Cristo, impressiona-nos a realidade de sua imensa afeição pela Humanidade.
Pelos homens, fez tudo o que era possível em renúncia e dedicação.
Seus atos foram celebrados em assembléias de confraternização e de amor. A primeira manifestação de seu apostolado verificou-se na festa jubilosa de um lar. Fez companhia aos publicanos, sentiu sede da perfeita compreensão de seus discípulos. Era amigo fiel dos necessitados que se socorriam de suas virtudes imortais. Através das lições evangélicas, nota-se lhe o esforço para ser entendido em sua infinita capacidade de amar. A última
ceia representa uma paisagem completa de afetividade integral. Lava os pés aos discípulos, ora pela felicidade de cada um...
Entretanto, ao primeiro embate com as forças destruidoras, experimenta o Mestre o supremo abandono. Em vão, seus olhos procuram a multidão dos afeiçoados, beneficiados e seguidores.
Os leprosos e cegos, curados por suas mãos, haviam desaparecido.
Judas entregou-o com um beijo.
Simão, que lhe gozara a convivência doméstica, negou-o três vezes. 
João e Tiago dormiram no Horto.
Os demais preferiram estacionar em acordos apressados com as acusações injustas. Mesmo depois da Ressurreição, Tomé exigiu-lhe sinais.
Quando estiveres na “porta estreita”, dilatando as conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus amigos. Não te compreenderiam; no entanto, não deixes de amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito.

Livro: CAMINHO, VERDADE E VIDA / FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER / DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

I Corintios, 15, 44-58



40. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres.

41. Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua e outra a claridade das estrelas; e ainda uma estrela difere da outra na claridade.

42. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível;

43. semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso;

44. semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual.

45. Como está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente (Gn 2,7); o segundo Adão é espírito vivificante.  

46. Mas não é o espiritual que vem primeiro, e sim o animal; o espiritual vem depois.

47.O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo veio do céu.

48.Qual o homem terreno, tais os homens terrenos; e qual o homem celestial, tais os homens celestiais.

49.Assim como reproduzimos em nós as feições do homem terreno, precisamos reproduzir as feições do homem celestial.


Considerações.

Considerando apenas os versículos 40, 44, 47 e 49. Talvez nos cubramos de enfado no tentame de entender a linguagem do apóstolo.
A morte libera dos grilhões da aguerrida luta terrena o espírito com o seu corpo espiritual - o segundo que veio do céu -, o qual deverá ter as feições do homem celestial.
Todavia, consoante a Parábola das bodas, as feições do homem celestial ou túnica nupcial, é conquistada quando aceitamos o convite para as bodas: observância integral do Evangelho.

Bom dia a todos!



Por Luiz Alves Rodrigues.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

FALATÓRIOS


Bom dia a todos,
É incrível como a fofoca, o mexerico, o falatório descabido, o fuxico são um problema recorrente dentro dos centros. Lógico, o problema não é exclusivo dos centros espíritas, é um problema recorrente em praticamente todos os lugares onde há uma convivência entre pessoas.
Eu mesmo já vivenciei, em certa oportunidade  há alguns anos atrás, o mal que a fofoca desenfreada pode causar a um grupo de médiuns dentro de um centro. Pessoas que estão ali reunidas para praticar o bem e ajudar aos mais necessitados.
Isso é algo que realmente deveríamos tentar combater em nós mesmos todos os dias; não pelo “simples” bem à instituição a qual nos encontramos vinculado, mas pela nossa própria evolução, para combater o mal e a maledicência, para expulsarmos, um pouquinho a cada dia, o homem ranzinza que existe dentro de nós. Tentemos!!!!
A baixo deixo um texto de Joana de Angelis (psicografia de Divaldo Franco), que fala e nos adverte, com muita  propriedade, sobre o assunto.
Abraços a todos e boa leitura!
    Dentre os muitos males que o verbo infeliz pode produzir, o mexerico é, possivelmente, dos mais graves.
Semelhante a vaso pútrido, o falatório exala miasma pestilencial, que contamina os incautos, que dele se acercam.
Ali proliferam a maledicência insensata, o julgamento arbitrário, a acusação indébita, a suspeita inapelável, a infâmia disfarçada, quando não irrompe a calúnia maleável, capaz de engendrar a destruição dos mais nobres ideais e vidas respeitáveis.
Atira-se a brasa do falatório inconsciente e espera-se que o fogo da irresponsabilidade ameace, devorador, a estrutura onde produz chamas.
Nasce na conversa simples, porém, perniciosa. Emana de uma observação candente e feita de impiedade, a qual se difunde facilmente por ausência de serviço edificante, em decorrência da hora vazia, pela dilatação das apreciações indébitas.
O falatório é, também, verdugo do falador, porquanto, aquele que se compraz em censurar, torna-se vítima da censura alheia.
Acautela-te dos que somente sabem colocar ácido e observações infelizes. Não estás indene à acusação deles.
Se te trazem informação inditosa, por mais amigo que te seja, de ti levará informação incorreta para outrem, a quem chama amigo, e que ignoras.
Não permitas que os teus ouvidos, voltados para a verdade, se convertam em caixa de acusações desditosas.
Ninguém te pede a santificação em um dia, nem espera a tua redenção numa hora.
Aliás, se isto se dera, o beneficiado seria tu próprio. Todavia, todos aguardam que não incidas, reincidas ou insistas no erro, promovendo a renovação dos teus propósitos cada dia, a toda hora, em cada instante……
O teu chamado ao Evangelho de Jesus significa compromisso novo para com a vida, e, se outrem erra, não te utilizes do erro dele, para que justifiques o teu erro.
Não prestarás satisfação da tua conduta ao teu próximo, mas Àquele que te enviou a servir.
Sempre que falares, faze o relatório do bem: desculpa, ajuda, perdoa e compreende.
O irmão caído não necessita de empurrão para mais baixo, entretanto, espera mão amiga para reerguer-se.
Quem erra, tem a ferida do engano; aquele que se equivoca, padece a ulceração do erro.
Disputa a honra de acertar, falando sobre o bem, em nome do Supremo Bem, para o teu próprio bem.
Fonte: Celeiro de Bênçãos: Divaldo Pereira Franco ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

terça-feira, 8 de novembro de 2011

MÃOS LIMPAS


“E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” — (ATOS, capítulo 19, versículo 11.)

O Evangelho não nos diz que Paulo de Tarso fazia maravilhas, mas que Deus operava maravilhas extraordinárias por intermédio das mãos dele.


O Pai fará sempre o mesmo, utilizando todos os filhos que lhe apresentarem mãos limpas.
Muitos espíritos, mais convencionalistas que propriamente religiosos, encontraram nessa notícia dos Atos uma informação sobre determinados privilégios que teriam sido concedidos ao Apóstolo.


Antes de tudo, porém, é preciso saber que semelhante concessão não é exclusiva. A maioria dos crentes prefere fixar o Paulo santificado sem apreciar o trabalhador militante.


Quanto custou ao Apóstolo a limpeza das mãos? Raros indagam relativamente a isso.


Recordemos que o amigo da gentilidade fora rabino famoso em Jerusalém, movimentara-se entre elevados encargos públicos, detivera dominadoras situações; no entanto, para que o 


Todo-Poderoso lhe utilizasse as mãos, sofreu todas as humilhações e dispôs-se a todos os sacrifícios pelo bem dos semelhantes.


Ensinou o Evangelho sob zombarias e açoites, aflições e pedradas.


Apesar de escrever luminosas epístolas, jamais abandonou o tear humilde até à velhice do corpo.


Considera as particularidades do assunto e observa que Deus é sempre o mesmo Pai, que a misericórdia divina não se modificou, mas pede mãos limpas para os serviços edificantes, junto à Humanidade. Tal exigência é lógica e necessária, pois o trabalho do Altíssimo deve resplandecer sobre os caminhos humanos.

Emmanuel - Francisco C. Xavier. Livro: Caminho, Verdade e Vida.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ENTRAE-2010

A Fraternidade Espírita Fonte de Luz se fez presente no Encontro de Trabalhadores Espíritas da 3ª Região DF - ENTRAE - 3º CRD, que aconteceu no último dia 30 de outubro, no INEAE, Setor Sul, Gama - DF.


Tivemos a oportunidade de tratar do tema Transição Planetária - Qual o papel do espírita?
Fomos agraciados também com excelente palestra da irmã Marize, da Comunhão Espírita de Brasília, e também a grata oportunidade de reencontrar velhos companheiros de jornada que há muito não víamos.


Sabe qual é o nosso papel neste momento importante da humanidade: A NOSSA TRANSIÇÃO ÍNTIMA PARA O BEM. Melhoremo-nos e estaremos melhorando o mundo. 


Segue abaixo algumas fotos dos participantes da Fraternidade no Evento.











Agradecimentos ao irmão Paulo Cardoso que fotografou e nos enviou as fotos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

I Coríntios, 15,35-58


35. Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos? E com que corpo vêm?

36. Insensato! O que semeias não recobra vida, sem antes morrer.

37. E, quando semeias, não semeias o corpo da planta que há de nascer, mas o simples grão, como, por exemplo, de trigo ou de alguma outra planta.

38. Deus, porém, lhe dá o corpo como lhe apraz, e a cada uma das sementes o corpo da planta que lhe é própria.

39. Nem todas as carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais; a das aves difere da dos peixes.

40. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres.

41. Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua e outra a claridade das estrelas; e ainda uma estrela difere da outra na claridade.

42. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível;

43. semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso;

44. semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual.

45. Como está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente (Gn 2,7); o segundo Adão é espírito vivificante.  

46. Mas não é o espiritual que vem primeiro, e sim o animal; o espiritual vem depois.

47.O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo veio do céu.

48.Qual o homem terreno, tais os homens terrenos; e qual o homem celestial, tais os homens celestiais.

49.Assim como reproduzimos em nós as feições do homem terreno, precisamos reproduzir as feições do homem celestial.

50.O que afirmo, irmãos, é que nem a carne nem o sangue podem participar do Reino de Deus; e que a corrupção não participará da incorruptibilidade.

51.Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados,

52.num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

53.É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade.

54.Quando este corpo corruptível estiver revestido da incorruptibilidade, e quando este corpo mortal estiver revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura:

55.A morte foi tragada pela vitória (Is 25,8). Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão (Os 13,14)?  56.Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.  

57.Graças, porém, sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!

58.Por conseqüência, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor. Sabeis que o vosso trabalho no Senhor não é em vão.  


Considerações.

Considerando apenas os versículos 35 e 36, observe-se o que semeias não recobra vida, sem antes morrer” pelo que se conclui que o apóstolo faz analogia do que ocorre com certos vegetais e com a raça humana: seres semeados na terra que, ao morrerem, renascem, sendo a morte, condição necessária para o renascer.

Há-se de considerar as diversas etapas do homem sobre a terra, suas experiências diversas como um processo de gestação do ser espiritual. O crisol da dor, decepções diversas, acerbas lutas, quedas morais, o fogo do remorso, tudo a concorrer para a formação do ser – um dia – angelical.

Não é por acaso que registra os Evangelhos na passagem do “Atire a Primeira Pedra” que exatamente os mais velhos retiraram-se em primeiro lugar. O tempo realiza o trabalho na semente que há de germinar ao rebentar da cova no tempo propício.


Bom dia a todos!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

I Corintios, 15, 29-34



 29.   De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos?
        Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?  
  

30.   E nós, por que nos expomos a perigos a toda hora?
   
31.   Cada dia, irmãos, expondo-me à morte,
        tão certo como vós sois a minha glória em Jesus Cristo nosso Senhor.
   
32.    Se foi por intenção humana que combati com as feras em Éfeso,
        que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos,
        porque amanhã morreremos. 

   
33.    Não vos deixeis enganar: Más companhias corrompem bons costumes. 
   
34.    Despertai, como convém, e não pequeis!
        Porque alguns vivem na total ignorância de Deus - para vergonha vossa o digo.

Considerações.

“Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?”
A pergunta do Apóstolo requer reflexão. Se aqueles que morrem não continuam suas existências de alguma forma, por que os invocamos, nos batizamos, nos valemos deles? De fato, a fé no homem é inata e independente de credo. Do iletrado ao sábio nas letras, todos, guardamos no íntimo uma certeza: a vida do ser vivente não pode aniquilar-se na morte. Seria demasiadamente cruel existir para nunca mais ser.

Que outro freio sustenta com razoável e necessária estabilidade o comportamento humano senão essa intuição íntima de uma vida maior e permanente? Sem ela, o comportamento humano seria comamos e bebamos porque amanhã morreremos.Acrescentamos, roubaríamos, mataríamos, não pouparíamos esforços por nos situar em condições de usufruto extremado dos prazeres da terra.

Mas não; assim não é. O número dos equilibrados pela fé íntima suplanta em muito ao dos descrentes.

Agora, atentemos: Más companhias corrompem os bons costumes” o que é visível de logo se entende; mas não se deve esquecer do “orai e vigiai” e aí lembramos que os pensamentos são percebidos e podem ser entendidos como convites a más companhias das quais muito caro há de se pagar para que se rompam os laços de uma estranha “amizade”.

Bom dia a todos!

(Por Luiz Alves Rodrigues)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

MEUS FILHOS


Existem duas forças em luta na Terra, onde Jesus está construindo o Reino de Deus.
Essas forças são a do bem e a do mal que se manifestam por nossas mãos.
Temos, assim, por onde passamos no mundo, as mãos iluminadas que estendem o amor e a paz, o trabalho e a alegria...
E conhecemos as mãos espinhosas que fazem o ódio e o desespero, a preguiça e o sofrimento.
Há mãos que sustentam a lavoura e o jardim, produzindo pão e felicidade.
E vemos aquelas que se entregam à miséria e ao vício.
Mãos que honram a indústria e o progresso.
Mãos que arrancam lágrimas e multiplicam o infortúnio.
Vemos braços que acariciam... Braços de mãezinhas abençoadas, de pais amigos, de obreiros da paz e da evolução, de enfermeiras abnegadas e de crianças generosas que asseguram na Terra o Serviço da Luz.
E encontramos braços que ferem e amaldiçoam, que se entregam ao crime, que humilham os pobres e os pequeninos, que exercem a crueldade, e que violentam a Natureza, aniquilando as plantas e os animais prestimosos.
Reparamos mãos preciosas que usam a enxada e a pena, auxiliando o celeiro e a educação.
E surpreendemos mãos infelizes que roubam e matam, estendendo a perturbação e a morte.
Mãos que levantam templos e lavres, escolas e hospitais.
Mãos que destroem e dilaceram, enganam e apedrejam.
Jesus veio ao mundo para que nossas mãos aprendam a servir à Luz do Bem, edificando a nossa própria felicidade.
Com as d’Ele, curou os doentes, socorreu os fracos, amparou os tristes, limpou os leprosos, restituiu a visão aos cegos...
Levantou os paralíticos, afagou os velhos e os deserdados, e abençoou as criancinhas...
Filhos meus, não permitam que as garras da sombra lhes dominem as mãos na vida...
Sigamos pelos caminhos da Luz, procurando a intimidade com os servidores do bem!
Observem o brilhante lapidado e o diamante bruto. Ambos são filhos da terra. Um deles, porém, refulge, divino, retratando a beleza do céu, mas o outro jaz encarcerado nas trevas do cascalho contundente.
Jesus é o lapidário do céu, a quem Deus, Nosso Pai, nos confiou os corações.
Obedeçamos a Ele, nosso Divino Mestre, buscando-lhe as lições e seguindo-lhe os exemplos, e o Cristo nos farão construtores do Reino de Deus no mundo, conduzindo-nos para a Glória Celestial.
 

(Obra: Cartilha do Bem - Chico Xavier / Meimei)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O TOQUE DA CURA



"Mas Jesus disse: Quem me tocou ? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse:
Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou ?]."  - Lucas, cap 8 - v. 45


Assediado pela multidão, com certeza muitos eram os que, de maneira voluntária ou involuntária, tocavam no Senhor...
Aquela pobre mulher, no entanto, lograra tocar-lhe apenas na orla da veste e ficara curada !
Qual a diferença que poderia haver entre o seu toque e o dos demais, talvez, como ela, portadores da cura de enfermidades no corpo ou moléstias na alma ?
Por que motivo o Senhor nem sequer atinara com as outras mãos que o incomodavam, aflitas e súplices, pousando-lhe sobre o corpo ?
O episódio, narrado por Lucas, é descrito com detalhes que não podem ser omitidos: aquele irmã, que padecia de uma hemorragia havia doze anos, "veio pos trás" de Jesus, e , mesmo assim, não passou ignorada pela sua divina percepção: "Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder".
O toque da cura é o toque da fé !
Quem se coloca em condições de receber, embora ignorado como o fenômeno se processe, ao simples ato de estender a mão naturalmente recebe.
A anônima mulher, dita hemorroísa, não havia se colocado nem mesmo dentro do campo visual do Senhor, nem por Ele fora tocada em um só fio de seus cabelos, mas, num átimo, se viu integralmente curada.
A cura para qualquer mal que nos atormenta, desde que, motivados pela fé, nos disponhamos a movimentar os próprios recursos espirituais, está dentro de nós. Por isto, a quantos proporcionava a bênção da cura, o Senhor, esquivando-se de todo mérito, repetia: "A tua fé te salvou" !
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

I Coríntios, 15, 19

 19. Se é para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima.

 Considerações.
 Após tecer argumentos acerca da ressurreição de Cristo, o apóstolo afirma que a esperança em Cristo há de ser para outra ou outras vidas além dessa.
 Esperança de que a morte não seja o fim absoluto; de que a vida continua num domínio maior.

 O que espera-se é uma felicidade plena - "O Céu". Mas sem saber-se exatamente que êxtase seria aquela, uma vez que cada um a projeta subjetivamente, ou seja, é relativa a cada ser.

 Continuar a evolução, a transformação pela conquista de valores morais, isto é inafastável da possibilidade de ser feliz.

 Se o Cristo, e todos os valores modelares que ele testemunhou estabelecem o Caminho para Deus, por certo teremos quer ter esperança de outros recursos, por que, "Se é para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima."

 Também eu lastimar-me-ia, esquecido da misericórdia.

 A obra é eterna...

 Bom dia a todos!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

NA CURA DA ALMA

"E é mais fácil passarem o Céu e a Terra do que cair um til sequer da lei."
- Lucas, cap. 16 - v. 17



É rematada loucura a tentativa de burlar a consciência, onde jaz esculpida a Lei Divina.
Tudo, certamente, está sujeito à mudança, menos a Lei de Deus que é a mesma, para
todos os mundos, desde os primórdios da Criação.
Em prejuízo de outrem, jamais haverá alguém de, realmente, lograr algum benefício para si.
A equanimidade que impera no Universo é incorruptível - e cada um, segundo as suas obras,
e nada mais.
O mérito é consequência do esforço e não da conquista indébita.
A Graça Divina é concessão aos justos, que sabem recebê-la com a devida humildade, e não
aos que a tomariam por endosso às arbitrariedades que cometem.
A Lei a ninguém favorece para que permaneça favorecido em regime de exclusividade.
A fonte que se nega a jorrar transforma-se em poça de lama.
A semente que não se torna fruto é frustação da espécie.
Doar-se é a vocação natural de tudo quanto existe.
Servir é irresistível anseio, o qual ninguém contraria sem atirar-se à vala da depressão e da
angústia.
Muita doença psiquica que obtém da ciência dos homens as mais complexas terminologias tem
sua causa profunda na falta da vivência do amor aos semelhantes.
Convençamo-nos, de uma vez por todas, de que nenhum remédio cura o que é da alma, e, para
saber disto, ninguém precisa ter diploma.


(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli/Inácio Ferreira)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

I Coríntios 14, 32-33

32. O espírito dos profetas deve estar-lhes submisso,
33. porquanto Deus não é Deus de confusão, mas de paz.

Considerações.

Diversas são as formas pelas quais se professam a Lei de Deus aos homens.
Diversos são os credos.
Mas devemos ter em lembrança que Deus não é Deus de confusão, mas de paz.

A paz é a ação de cada indivíduo em relação ao mundo.
Que sejamos paz e dela dispenseiros.

Bom dia a todos!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

I Coríntios 14, 22

22. Assim, as línguas são sinal, não para os fiéis,
mas para os infiéis;
enquanto as profecias são um sinal,
não para os infiéis, mas para os fiéis.


Considerações.

Um sinal é um ou um conjunto de indicativos ou orientações.
Existem na natureza vasta quantidade de sinais que seria tolice tentar mesmo quantificá-los.

Mas os que orientam ou suscitam no humano a atenção para o Divino podemos discorrer sobre alguns.

Moisés teve a sarça ardente por sinal;
A mãe, tem seus filhos por sinal;
O pai, em campos promissores a abençoar-lhe o dever, tem de Deus o seu sinal!

Nos humildes emissários que realizam feitos que transcendem o que lhe seria normal, há evidentes sinais.
Madre Tereza, Irmã Dulce, Chico Xavier, entre tantos outros que bracejam com o bem no anonimato, são sinais...

Espero que não sejamos contados como aquele que no diálogo com Abraão diz:

27. O rico disse: - Rogo-te então, pai,
que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos,
28. para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos.
29. Abraão respondeu: - Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos!
30. O rico replicou: - Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão.
31. Abraão respondeu-lhe: - Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer,
ainda que ressuscite algum dos mortos.

Na verdade os ditos mortos têm, e desde sempre, se manifestado, porém, as palavras de Abraão no diálogo, são confirmadas.

Sobre este assunto, muito há a discorrer-se; mas respeitamos o tempo de cada um.

Bom dia a todos!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Frase do Dia

"Aceitar-se é confundido com passividade, irresponsabilidade. O conceito é exatamente o inverso, pois quando aceitamos as coisas como são, resgatamos nossa força e nosso poder transformador."

Ermance Dufaux/Wanderley S. de Oliveira.

I Coríntios, 14, 1-1

1. Empenhai-vos em procurar a caridade.
Aspirai igualmente aos dons espirituais, mas sobretudo ao de profecia.
2. Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus:
ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas,
sob a ação do Espírito.

3. Aquele, porém, que profetiza fala aos homens,
para edificá-los, exortá-los e consolá-los.
4. Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo;
mas o que profetiza, edifica a assembleia.



Considerações.

Falar sob a ação dos espíritos. Se se considerar o texto bíblico como registro histórico, aí tem-se que espíritos expressam-se através dos humanos.
Mas qual a utilidade de uma comunicação em línguas?
Diz o apóstolo que "Aquele que fala em linguas edifica-se a si mesmo" e que este não fala senão a Deus.
E se a ação é do Espírito, qual o mérito do homem? Por que edifica-se a si mesmo sob a ação de outrem?
É que quando se está envolvido pelos sentimentos de outrem, aqueles se nos remanescem proveitosos, pois, o bom sentimento melhora o meio, e o meio, é o que fala em línguas.

Mas o que profetiza, fala aos homens para edificá-los, exortá-los e consolá-los.
O que profetiza tem na assembleia o seu fim, o que fala em línguas, a si mesmo.

Quando recebemos uma palavra amiga, consoladora, animadora, orientadora; reconhecemos-lhe o valor.
E entendemos que aquela palavra nos foi uma caridade.

Bom dia a todos!
Luiz Alves

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Coríntios I, 10, 25-26 e 31

25. Comei de tudo o que se vende no açougue, sem indagar de coisa alguma por motivo de consciência.

26. Do Senhor é a terra e tudo que ela encerra.

31. Portanto, quer comais quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.

Considerações.

Nestes versículos, instrui o apóstolo com relação a questões de alimento tão em voga em sua época e ainda presente neste século.

Cristo, em questão semelhante, faz o ensino “não é o que entra pela boca que mácula o homem, mas o que lhe sai da boca” acrescenta que a boca fala de que está cheio o coração.

Notória é a expressão “por motivo de consciência” e nela nos concentraremos.

Quando se diz que não se come tal alimento por motivos religiosos diante um que tenha convicção contrária, está-se a proferi-lhe uma condenação. Por isso em versículo adiante, esclarece o apóstolo que a consciência é a do outro.

Dito está: fazei ao próximo o que desejaríeis se vos façam. Então, o respeito à consciência e a liberdade de cada um – desde que esta não transponha os limites do direito recíproco – é esteio ao bom proceder e realiza o não julgueis para não serdes julgado.

Resume o apóstolo Portanto “quer comais quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus”.

Cuidemos para que tudo o quanto se faça, seja para a glória de Deus. E é sabido que pensar é uma ação.

Bom dia a todos

Por: Luiz Alves Rodrigues.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

I Coríntios 10, 24

24. Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo.

Considerações.

Ensinos contra o egoismo.
Reforça o ensino do Cristo "aquele que quiser ser maior que seja o servidor".

Mas como buscar o interesse do próximo a viver-se a medir-lhe as posses e a julgar se ele merece-as ou não?

Quanto nos empenhamos a seguir os ensinos que visam a nos libertar de vícios como: egoismo, orgulho, inveja, ciúme, ...?

Simplicidade! Ah! Quem me dera!
Ainda ontem, ao voltar ao lar
Notei, numa parada de ônibus, de cócoras um gracioso menininho de seus 4 anos de idade a brincar com alguns gravetos a tanger ou sacudir as folhas no chão a seu olhar sereno...

Apreciei o primoroso quadro: uma criança a divertir-se, gostosamente absorto a divagar nos movimentos que produzia com os gravetos em suas mãos.

A simplicidade de coisas tão naturais lhe eram suficiente: folhas evadidas de árvores, gravetos quebradiços pelo suave esforço do tempo eram o bastante para libertar-lhe da gravidade da vida.
Tergiversar-se-ão: é por que era um menino, uma criança!
Lembro: "Aquele que não se fizer como uma dessas crianças não entrará no Reino dos Céus "

Bom dia a todos
Luiz Alves Rodrigues.

segunda-feira, 21 de março de 2011

I Coríntios, 10, 21 e 23

21 Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
23 Tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno.
Tudo é permitido, mas nem tudo edifica.

Considerações.
Separa explicitamente o bem do mal e preserva o livre arbítrio: a escolha de a quem servir. A expressão “ao mesmo tempo” deixa claro que não se pode participar do bem praticando-se o mal e nem pela prática do mal gerar bens.
Assemelha-se à figura de não se pode servir a Deus e à riqueza simultaneamente.
O tempo é único e é dádiva ao homem para o progresso.
O livre arbítrio, conseqüência do discernimento, faz do homem o responsável por suas escolhas: o que é oportuno e edificantes e o que não o são.
O bem imanta com paz a consciência, o mal cresta-lha.
Bom dia a todos!
Considerações do nosso IrmãoLuiz Alves.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

AS VARAS DA VIDEIRA


“Eu sou a videira, vós as varas.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 15, versículo 5.)


Jesus é o bem e o amor do princípio. Todas as noções generosas da Humanidade nasceram de sua divina influenciação. Com justiça, asseverou aos discípulos, nesta passagem do Evangelho de João, que seu espírito sublime representa a árvore da vida e seus seguidores sinceros as frondes promissoras, acrescentando que, fora do tronco, os galhos se secariam, caminhando para o fogo da purificação.
Sem o Cristo, sem a essência de sua grandeza, todas as obras humanas estão destinadas a perecer.
A ciência será frágil e pobre sem os valores da consciência, as escolas religiosas estarão condenadas, tão logo se afastem da verdade e do bem.
Infinita é a misericórdia de Jesus nos movimentos da vida planetária. No centro de toda expressão nobre da existência pulsa seu coração amoroso, repleto da seiva do perdão e da bondade.
Os homens são varas verdes da árvore gloriosa. Quando traem seus deveres, secam-se porque se afastam da seiva, rolam ao chão dos desenganos, para que se purifiquem no fogo dos sofrimentos reparadores, a fim de serem novamente tomados por Jesus, à conta de sua misericórdia, para a renovação. É razoável, portanto, positivemos nossa fidelidade ao Divino Mestre, refletindo no elevado número de vezes em que nos ressecamos, no passado, apesar do imenso amor que nos sustenta em toda a vida.

Emmanuel - Francisco C. Xavier. Do Livro Caminho, Verdade e Vida.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

AVAREZA

"E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui." - (LUCAS, 12:15.)


Fujamos à retenção de qualquer possibilidade sem espírito de serviço.

Avareza não consiste apenas em amealhar o dinheiro nos cofres da mesquinhez.

As próprias águas benfeitoras da Natureza, quando encarceradas sem preocupação de benefício, costumam formar zonas infecciosas. Quem vive à cata de compensações, englobando-as ao redor de si, não passa igualmente de avaro infeliz.

Toda avareza é centralização doentia, preparando metas de sofrimento.

Não basta saber pedir, nem basta a habilidade e a eficiência em conquistar. É preciso adquirir no clima do Cristo, espalhando os benefícios da posse temporária, para que a própria existência não constitua obstáculo à paz e à alegria dos outros.

Inúmeros homens, atacados pelo vírus da avareza, muito ganharam em fortuna, autoridade e inteligência, mas apenas conseguiram, ao termo da experiência, a perversão dos que mais amavam e o ódio dos que lhes eram vizinhos.

Amontoaram vantagens para a própria perda. Arruinaram-se, envenenando, igualmente, os que lhes partilharam as tarefas no mundo.

Recordemos a palavra do Mestre Divino, gravando-a no espírito.

A vida do homem não consiste na abundância daquilo que possui, mas na abundância dos benefícios que esparge e semeia, atendendo aos desígnios do Supremo Senhor.

Emmanuel/Francisco C. Xavier. Vinha de Luz.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ENTRE HOJE E AMANHÃ

Reflete no companheiro que chega cansado e desiludido a esmolar-te simpatia e consolo.
Sabes talvez, nas mínimas particularidades, tudo o que lhe terá ocorrido. Provavelmente conheces que se trata de alguém, carregando os grilhões da culpa. Alguém que sobraça pesada carga de remorsos a lhe atenazarem o coração.
Mentaliza, no entanto, o que faria Jesus se procurado por ele: ouvi-lo-ia com generoso interesse, descobrir-lhe-ia algum tópico de bondade ou saberia destacar-lhe essa ou aquela qualidade elogiável, de modo a descerrar-lhe alguma porta mental de bom-ânimo, auxiliando-o a caminhar para a frente.

Diante dos irmãos que te busquem solicitando conforto depois de quedas e desenganos, não te disponhas à condenação ou censura.
Pensa no bem que haverão feito, nos impulsos nobres que lhes presidiram os atos e renova-lhes a confiança em si mesmos.
Compadece-te sobretudo daqueles que se demoram nos problemas da culpa sem possibilidades imediatas de solução.
Não necessitas reprovar-lhes diretriz e conduta.
Eles já se reconhecem marcados por dentro a fogo de angústia e não te procuram para que lhes agraves a dor. Suplicam-te paz e refazimento, auxílio e apoio à própria libertação.

Recorda em quantas ocasiões teremos sido amparados pela bondade do Cristo de Deus que freqüentemente nos toma o leve fio da intenção correta para transformá-lo em vigoroso apetrecho de socorro a nós próprios e não menospreze, seja a quem seja.
Importa, ainda, considerar que muitas vezes no campo da ocorrência que se reprove presentemente, nascerá o acontecimento que nos colherá louvor no futuro.
Além disso, nós todos, os espíritos em evolução nos climas da Terra, somos ainda portadores de imperfeições e deficiências por vencer, de permeio com obstáculos íntimos a serem necessariamente transportados, com créditos e débitos, erros e acertos no livro da própria vida. E, por isso mesmo, em matéria de apoio espiritual, se hoje é o nosso momento de compreender e de dar, amanhã será talvez o nosso dia de pedir e de receber.

Mãos Marcadas - Chico Xavier / Emmanuel.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

EXORTADOS A BATALHAR

"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade dirigir-vos esta carta, exortando-vos a batalhar pela fé que urna vez foi dada aos santos." - (JUDAS, 3.)


O Cristianismo é campo imenso de vida espiritual, a que o trabalhador é chamado para a sublime renovação.

O sedento encontra nele as fontes da "água viva", o faminto, os celeiros do "eterno pão".

Os cegos de entendimento nele recebem a visão do caminho; os leprosos da alma, o alívio e a cura.

Todos os viajores da vida, porém, são felicitados pelos recursos indispensáveis à jornada terrestre, com a finalidade de se erguerem, de fato, nAquele que é a Luz dos Séculos. Desde então, restaurados em suas energias espirituais, são exortados a batalhar na grande causa do bem.

Ninguém se engane, pois, na oficina generosa e ativa da fé.

No serviço cristão, lembre-se cada aprendiz de que não foi chamado a repousar, mas à peleja árdua, em que a demonstração do esforço individual é imperativo divino.

Jesus iniciou, no círculo das inteligências encarnadas, o maior movimento de libertação do espírito humano, no primeiro dia da Manjedoura.

Não se equivoquem, pois, os que buscam o Mestre dos mestres... Receberão, certamente, a esperada iluminação, o consolo edificante e o ensinamento eficaz, mas penetrarão a linha de batalha, em que lhes constitui obrigação o combate permanente pela vitória do amor e da verdade, na Terra, através de ásperos testemunhos, porque todos nós, encarnados e desencarnados, oscilantes ainda entre a animalidade e a espiritualidade, entre o vale do homem e a culminância do Cristo, estamos constrangidos a batalhar até o definitivo triunfo sobre nós mesmos pela posse da Vida Imortal.

Emmanuel/Francisco C. Xavier. Vinha de Luz.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

COOPEREMOS FIELMENTE

"Pois somos cooperadores de Deus." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:9.)

O Pai é o Supremo Criador da Vida, mas o homem pode ser fiel cooperador dEle.

Deus visita a criatura pela própria criatura.

Almas cerradas sobre si mesmas declarar-se-ão incapazes de serviços nobres; afirmar-se-ão empobrecidas ou incompetentes.

Há companheiros que atingem o disparate de se proclamarem tão pecadores e tão maus que se sentem inabilitados a qualquer espécie de concurso sadio na obra cristã, como se os devedores e os ignorantes não necessitassem trabalhar na própria melhoria.

As portas da colaboração com o divino amor, porém, permanecem constantemente abertas e qualquer homem de mediana razão pode identificar a chamada para o serviço divino.

Cultivemos o bem, eliminando o mal.

Façamos luz onde a treva domine.

Conduzamos harmonia às zonas em discórdia.

Ajudemos a ignorância com o esclarecimento fraterno.

Seja o amor ao próximo nossa base essencial em toda construção no caminho evolutivo.

Até agora, temos sido pesados à economia da vida.

Filhos perdulários, ante o Orçamento Divino, temos despendido preciosas energias em numerosas existências, desviando-as para o terreno escuro das retificações difíceis ou do cárcere expiatório.

Ao que nos parece, portanto, segundo os conhecimentos que possuímos, por "acréscimo de misericórdia", já é tempo de cooperarmos fielmente com Deus, no desempenho de nossa tarefa humilde.

Emmanuel/Francisco C. Xavier. Vinha de Luz.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O POVO E O EVANGELHO

"E não achavam meio de lhe fazerem mal, porque todo o povo pendia para ele, escutando-o." - (LUCAS, 19:48.)

A perseguição aos postulados do Cristianismo é de todos os tempos.

Nos próprios dias do Mestre Divino, nos círculos carnais, já se exteriorizavam hostilidades de todos os matizes contra os movimentos da iluminação cristã.

Em todas as ocasiões, no entanto, tem sido possível observar a gravitação do povo para Jesus. Entre Ele e a multidão, nunca se extinguiu o poderoso magnetismo da virtude e do amor.

Debalde surgem medidas draconianas da ignorância e da crueldade, em vão aparecem os prejuízos eclesiásticos do sacerdócio, quando sem luz na missão sublime de orientar; cientistas presunçosos, demagogos subornados por interesses mesquinhos, clamam nas praças pela consagração de fantasias brilhantes.

O povo, porém, inclina-se para o Cristo, com a mesma fascinação do primeiro dia.

Indiscutivelmente, considerados num todo, achamo-nos ainda longe da união com Jesus, em sentido integral.

De quando em quando, a turba experimenta pavorosos desastres. Tormentas de sangue e lágrimas varrem-lhe os caminhos.

A claridade do Mestre, contudo, acena-lhe a distância. Velhos e crianças identificam-lhe o brilho santificado.

Os políticos do mundo formulam mil promessas ao espírito das massas; raras pessoas, entretanto, se interessam por semelhantes plataformas.

Os enunciados do Senhor, todavia, em cada século se renovam, sempre mais altos para a mente popular, traduzindo consolações e apelos imortais.

Emmanuel/Francisco C. Xavier. Vinha de Luz.