sexta-feira, 31 de outubro de 2014



“Mas os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, que fica infrutífera.” – Jesus. (MARCOS,4:19.)

A árvore da fé viva não cresce no coração, miraculosamente.
Qual acontece na vida comum, o Criador dá tudo, mas não prescinde do esforço da criatura.
Qualquer planta útil reclama especial atenção no desenvolvimento.
Indispensável cogitar-se do trabalho de proteção, auxílio e defesa.
Estacadas, adubos, vigilância, todos os fatores de preservação devem ser postos em movimento, a fim de que o vegetal precioso atinja os fins a que se destina.
A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço.
A maioria das pessoas admite que a fé constitua milagrosa auréola doada a alguns espíritos privilegiados pelo favor divino.
Isso, contudo, é um equívoco de lamentáveis conseqüências.
A sublime virtude é construção do mundo interior, em cujo desdobramento cada aprendiz funciona como orientador, engenheiro e operário de si mesmo.
Não se faz possível a realização, quando excessivas ansiedades terrestres, de parceria com enganos e ambições inferiores, torturam o campo íntimo, à maneira de vermes e malfeitores, atacando a obra.
A lição do Evangelho é semente viva.
O coração humano é receptivo, tanto quanto a terra.
É imprescindível tratar a planta divina com desvelada ternura e instinto enérgico de defesa.
Há muitos perigos sutis contra ela, quais sejam os tóxicos dos maus livros, as opiniões ociosas, as discussões excitantes, o hábito de analisar os outros antes do autoexame.
Ninguém pode, pois, em sã consciência, transferir, de modo integral, a
vibração da fé ao espírito alheio, porque, realmente, isso é tarefa que compete a cada um.

Emmanuel/Chico Xavier. Vinha de Luz.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Os três crivos - Irmão X.



Diz você meu amigo, no trecho final de sua carta:
“Que fazer, Irmão X, para desmanchar a trama de intrigas que nos sufoca a instituição? Dia a dia cresce o diz que diz. E, enquanto isso ocorre, a treva da obsessão, em nossas bandas, parece tiririca em terra largada. É perturbação trazendo perturbação. Que medida nos aconselha, que ideia renovadora você nos dá?”
Conselhos, meu caro, não os tenho.
Os princípios salvadores que abraçamos, no Evangelho de Jesus, falam por si e, de tal modo, que seria temeridade articular diretrizes no intento de ultrapassá-los.
Se posso, no entanto, formular referência ligeira, peço permissão para reportar-me a antiga lição que vários escritores atribuem a Sócrates.
Certa feita, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos:
– Escuta, Sócrates... Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular...
– Espera!... – ajuntou o sábio prudente.
– Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?
– Três crivos?! – perguntou o visitante, espantado.
– Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se a tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza, quanto àquilo que me pretendes comunicar?
– Bem, ponderou o interlocutor – assegurar, mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e... então...
– Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o crivo da bondade. Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
– Isso não!... Muito pelo contrário...
– Ah! – tornou o sábio – então recorramos ao terceiro crivo: o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
– Útil?!... – aduziu o visitante ainda mais agitado – Útil não é...
– Bem – rematou o filósofo num sorriso –, se o que me tens a confiar não é verdadeiro, nem é bom e nem é útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem qualquer edificação para nós...
Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questões de maledicência... Se pudermos aplicá-la, creio que teremos ganho tempo e recursos preciosos para rearticular o serviço, refazer a paz, realizar o melhor e seguir para a frente.

Do livro Aulas da Vida, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Padrão



“Porque era homem de bem e cheio do Espirito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” – (ATOS, 11:24.)

Alcançar o título de sacerdote, em obediência a meros preceitos do mundo, não representa esforço essencialmente difícil. Bastará a ilustração da inteligência na ordenação convencional.
Ser teólogo ou exegeta não relaciona obstáculos de vulto. Requere-se apenas a cultura intelectual com o estudo acurado dos números e das letras.
Pregar a doutrina não apresenta óbices de relevo. Pede-se tão-só a ênfase ligada à correta expressão verbalista.
Receber mensagens do Além e transmiti-las a outrem pode ser a cópia do serviço postal do mundo.
Aconselhar os que sofrem e fornecer elementos exteriores de iluminação constituem serviços peculiares a qualquer homem que use sensatamente a palavra.
Sondagens e pesquisas, indagações e à análises são velhos trabalhos da curiosidade humana.
Unir almas ao Senhor, porém, é atividade para a qual não se prescinde do apóstolo.
Barnabé, o grande cooperador do Mestre, em Jerusalém, apresenta as linhas fundamentais do padrão justo.
Vejamos a aplicação do ensinamento à nossa tarefa cristã.
Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus Cristo é indispensável sejamos fiéis servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração00 inflamado na fé viva.
Barnabé iluminou a muitos companheiros “porque era homem de bem, cheio do Espírito Santo e de fé”.
Jamais olvidemos semelhante lição dos Atos. Trata-se de padrão que não poderemos esquecer.

Emmanuel/Chico Xavier. Vinha de Luz.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

12.10.2014 Dia das Crianças.

Bem, dia das crianças na Fraternidade Espírita Fonte de Luz é dia de festa. Festa para os pequenos participantes da nossa Escola de Evangelização. Teve aplicação de flúor (2ª etapa 2014), brincadeiras, e lógico o que a criançada mais gosta, lanche gostoso e doces.
Fotos do evento:














Tudo isso graças à coloboração de inúmeros bons corações que permitem que o trabalho continue.  Agradecimento a todos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O AMOR COMO SOLUÇÃO


... Então, este é o momento!

É o momento em que algo especial desce à Terra....

É o grande momento em que a psicosfera do nosso planeta se torna rarefeita e miríades de seres espirituais que nos amam emboscam-se na indumentária carnal para a grande transição planetária, que já está ocorrendo.

Tende tento! Jesus espera, filhas e filhos da alma. A decisão de segui-lO é vossa. Ele nunca se impõe.
A Sua doutrina foi exposta através dos Seus atos.
Reflexionai um pouco.

Diminuí esta fuga para o consumismo, para o individualismo, para o sexismo, para a drogadição. E fazei o silêncio da alma com uma interrogação: - Que queres (Jesus) que eu faça?

E com toda a certeza, esses Embaixadores do Seu reino, alguns dos quais em processo de reencarnação e outros, acercando-se do planeta sofrido, dir-vos-ão: - Amai! Tornai-vos uma sentinela de luz na grande noite para diminuir-lhe a escuridão!

Antes de vos reencarnardes, muitos de vós firmastes um documento de fidelidade ao Amor, para que abraçásseis a infância desvalida, a velhice ao abandono, a enfermidade ao desalinho, a miséria moral, geradora de todas as expressões em que nós a vemos nas máscaras do sofrimento.
Não aguardeis o amanhã! Agora é o vosso momento de autoiluminação.
Pensai: e se o anjo da morte acercar-se-me e, suave e docemente, envolver-me no seu abraço de ternura final, como despertarei no Mais Além?

E vivei de tal forma que, esta ocorrência quando se der, despertareis na ternura inefável dos afetos que vos anteciparam, escutando as vozes celestiais em um hinário de beleza incomum, agradecendo à Terra, nossa mãe generosa transitória, pela oportunidade de desenvolver o Cristo interno que jaz em todos nós e que germinando, transformou-se na árvore frondosa da caridade.

Ide! Como Jesus recomendou aos setenta, setenta e dois da Galileia e pregai pelo exemplo.

Introjetai a palavra do Rabi nas paisagens profundas da alma, para que todos O vejam nos vossos atos, para que O escutem pela vossa voz, para que recebam o carinho pelos vossos abraços e para que se sintam por Ele amados através do vosso incomparável amor.

O Amor deve ser exercitado. Iniciai-o na intimidade dos afetos profundos até chegardes àqueles que se vos constituíram adversários, amando-os também.

Ide! E cantai a glória do mundo melhor porque amanhece dia novo. É o mundo de regeneração que se anuncia, quando a dor fugirá envergonhada da Terra e o Reino dos Céus se estabelecer.

Muita paz, meus filhos, filhas da alma.
Ide em paz!

São os votos dos vossos amigos espirituais aqui conosco, através do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra.

(Mensagem recebida pela psicofonia do médium Divaldo Pereira Franco, em 28/09/2014, no encerramento da palestra na Instituição Educacional Amélia Rodrigues, em Santo André/SP)
(Revisada pelo autor espiritual, Dr Bezerra de Menezes, através do médium Divaldo Pereira Franco)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Semana Espírita - 3ª Coordenação Espirita Regional

No ultimo sábado dia 04 de outubro de 2014 sobre a coordenação do  3ª Coordenação Espirita Regional coordenado pela irmã Sônia foi realizada nas instalações do Cenol  uma palestra do Presidente da Federação Espirita do Distrito Federal irmão Paulo Maia com o tema 150 anos do Evangelho Segundo o Espiritismo em comemoração a Semana Espirita.
Um tema muito interessante e muito bem explanado.
Queremos agradecer ao Cenol pela hospitalidade.













Inverno

“Procura vir antes do inverno.” – Paulo. (II TIMÓTEO, 4:21.)

Claro que a análise comum deste versículo revelará a prudente recomendação de Paulo de Tarso para que Timóteo não se arriscasse a viajar na estação do frio forte.
Na época recuada da epístola, o inverno não oferecia facilidades à navegação.
É possível, porém, avançar mais longe, além da letra e acima do problema circunstancial de lugar e tempo.
Mobilizemos nossa interpretação espiritual.
Quantas almas apenas se recordam da necessidade do encontro com os emissários do Divino Mestre por ocasião do inverno rigoroso do sofrimento? quantas se lembram do Salvador somente em hora de neblina espessa, de tempestade ameaçadora, de gelo pesado e compacto sobre o coração?
Em momentos assim, o barco da esperança costuma navegar sem rumo, ao sabor das ondas revoltas.
Os nevoeiros ocultam a meta, e tudo, em torno do viajante da vida, tende à desordem ou à desorientação.
É indispensável procurar o Amigo Celeste ou aqueles que já se ligaram, definitivamente, ao seu amor, antes dos períodos angustiosos, para que nos instalemos em refúgios de paz e segurança.
A disciplina, em tempo de fartura e liberdade, é distinção nas criaturas que a seguem; mas a contenção que nos é imposta, na escassez ou na dificuldade, converte-se em martírio.
O aprendiz leal do Cristo não deve marchar no mundo ao sabor de caprichos satisfeitos e, sim, na pauta da temperança e da compreensão.
O inverno é imprescindível e útil, como período de prova benéfica e renovação
necessária. Procura, todavia, o encontro de tua experiência com Jesus, antes dele.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Para o alvo

“Prossigo para o alvo.” – Paulo. (FILIPENSES, 3:14.)

Quando Paulo escreveu aos filipenses, já possuía vasta experiência de apostolado.
Doutor da Lei em Jerusalém, abandonara as vaidades de raça e de família, rendendo-se ao Mestre em santificadora humildade.
Após dominar pela força física, pela cultura intelectual e pela inteligência nobre, voltou-se para o tear obscuro, conquistando o próprio sustento com o suor diário. Ingressando nos espinhosos testemunhos para servir ao próximo, por amor a Jesus, recebeu a ironia e o desamparo de familiares, a desconfiança e o insulto de velhos amigos, os açoites da maldade e as pedradas da incompreensão.
O convertido de Damasco, no entanto, jamais desanimou, prosseguindo, invariavelmente, para o alvo, que, ainda e sempre, é a união divina do discípulo com o Mestre.
Quantos aprendizes estarão, atual mente, dispostos ao grande exemplo?
Espalham-se, em vão, os convites ao sublime banquete, debalde envia Jesus mensageiros aos estudantes novos, revelando a excelência da vida superior.
A maioria deles, contudo, abrange operários fugitivos, plenamente distraídos da realização… Perdem de vista a obra por fazer, desinteressam-se das lições necessárias e esquecem as finalidades da permanência na Terra. Comumente, nos primeiros obstáculos mais fortes da marcha, nas corrigendas iniciais do serviço, põem-se em lágrimas de desespero, acabrunhados e tristes. Declaram-se, incompreensivelmente, desalentados, vencidos, sem esperança…
A explicação é simples, todavia. Perderam o rumo para o Cristo, seduzidos por espetáculos fugazes, nas numerosas estações da jornada espiritual, e, por esquecerem o alvo sublime, chega de modo inevitável o instante em que, cessados os motivos da transitória fascinação, se sentem angustiados, como viajores sedentos nos áridos desertos da vida humana.