quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Dissertações Espíritas

Dissertações espíritas
Revista Espírita, setembro de 1861
Um Espírito israelita aos seus
correligionários.

II
Meus amigos,
Não fiqueis surpresos lendo esta comunicação. Ela vem de mim, Edouard Pereyre, vosso parente, vosso amigo, vosso compatriota. Fui bem eu quem a ditou a meu sobrinho Rodolphe, de quem tenho a mão para fazê-la escrever conforme a minha letra. Tomo esta pena para melhor vos convencer, porque é uma fadiga para o médium e para mim, o médium devendo seguir um movimento contrário àquele que lhe é habitual.
Sim, meus amigos, o Espiritismo é uma nova revelação, e compreendeis a importância desta palavra em toda a sua acepção. É uma revelação, uma vez que vos revela uma nova força da Natureza que não suspeitáveis, e no entanto ela é tão antiga quanto o mundo; era conhecida por homens de elite de nossa nossa história religiosa, à época de Moisés, e foi por ela que recebestes os primeiros ensinamentos sobre os deveres do homem para com o seu criador,
mas não deu senão o que era então compatível com os homens daquela época.
Hoje, que o progresso está feito; que a luz se derrama sobre as massas, que a estupidez e a ignorância das primeiras idades começam dar lugar à razão e ao senso moral; hoje, que a idéia de Deus é compreendida por todos, ou todos ao menos da imensa maioria, se faz uma nova revelação, e ela se produziu simultaneamente entre todos os povos instruídos, se modificando, todavia, segundo o grau de seu adiantamento, e esta revelação vos disse que o homem não morre, que a alma sobrevive ao corpo, e que ela habita o espaço entre vós e ao vosso lado.
Sim, meus amigos; consolai-vos quando perderdes um ser que vos é caro, porque não perdeis senão o seu corpo material; mas o seu Espírito vive em vosso meio para vos guiar, vos instruir e vos inspirar. Secai as vossas lágrimas, sobretudo se ele foi bom, caridoso e sem orgulho, porque então está feliz nesse mundo novo onde todas as religiões se confundem numa única e mesma adoração, banindo todos os ódios e todos os ciúmes de seitas. Também somos felizes quando podemos inspirar esses mesmos sentimentos aos homens que estamos encarregados de instruir, e a nossa maior felicidade é de vos ver reentrar num bom caminho, porque então abris a porta pela qual deveis vir juntar-se a nós. Perguntai ao médium quais são os sublimes ensinamentos que recebe de seu avô Mardochée; se segue a rota que lhe está traçada, e se prepara um futuro de felicidade; mas também, se faltasse aos seus deveres depois de um tal ensinamento, disso sofreria toda a responsabilidade, e seria para ele recomeçar, até que tenha convenientemente cumprido a sua tarefa.
Sim, meus amigos, já vivemos corporalmente, e viveremos ainda; a felicidade de que gozamos não é senão relativa; há estados bem superiores àquele em que estamos, e aos quais não se chega senão por encarnações sucessivas e progressivas em outros mundos; porque não creiais que, de todos os globos do Universo, a Terra seja o único habitado. Pobre orgulho do homem que crê que Deus não criou todos os astros senão para alegrar a sua visão! Sabei, pois, que todos os mundos são habitados, e, entre esses mundos, se soubésseis o lugar que a Terra ocupa, não teríeis razão para disso se glorificar! Se não fora cumprir a
missão que nos foi dada para vos inspirar, e de vos instruir, quanto gostaríamos mais de ir visitar esses mundos e nos instruir a nós mesmos! Mas o nosso dever e as afeições nos ligam ainda à Terra; mais tarde, quando cedermos o lugar aos últimos que chegam, iremos tomar outras existências em mundos melhores, purificando-nos assim por graus até que cheguemos a Deus, nosso Criador.
Eis o Espiritismo; eis o que ele ensina e isto é a verdade que hoje podeis compreender e que deve vos ajudar a vos regenerar.
Compreendei bem que todos os homens são irmãos, sejam eles negros ou brancos, ricos ou pobres, muçulmanos, judeus ou cristãos. Como devem, para progredir, renascer várias vezes, segundo a revelação que disso fez o Cristo, Deus permite que aqueles que os laços do sangue ou da amizade uniram, em existências anteriores, se reencontrem de novo sobre a Terra, sem se reconhecerem, mas em posições relativas às expiações que têm para suportar
pelas suas faltas passadas; de sorte que aquele que é vosso servidor pode ter sido vosso senhor, em uma outra existência; o infeliz a quem recusastes assistência, talvez seja um de vossos antepassados do qual teríeis vaidade, ou um amigo que vos foi caro. Compreendei agora a importância deste mandamento do decálogo: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Eis, meus amigos, a revelação que deve vos levar à fraternidade universal, quando for compreendida por todos. Eis porque não deveis permanecer imutáveis em vosso
princípios, mas seguir a marcha do progresso, traçada por Deus, sem jamais vos deter; eis porque vos exortei a tomar nas mãos a bandeira do Espiritismo. Sim, sede Espíritas, porque é a lei de Deus, e lembrai-vos de que neste caminho está a felicidade, porque é o que conduz à perfeição. Eu vos sustentarei, eu e todos aqueles que conhecestes, que, como eu, agem no mesmo sentido.
Que, em cada família se estude o Espiritismo, que, em cada família se formem médiuns, a fim de multiplicar os intérpretes da vontade de Deus; não vos deixeis desencorajar pelos entraves das primeiras provas: freqüentemente, elas estão cercadas de dificuldades e não são sempre sem perigo, porque não há recompensa ali onde não há um pouco de dificuldade.
Todos podeis adquirir esta faculdade, mas antes de tentar obté-la, estudai a fim de vos premunir contra os obstáculos; purificai-vos de vossas manchas; corrigi vosso coração e vossos pensamentos, a fim de afastar de vós os maus Espíritos; orai sobretudo por aqueles que procuram vos obsidiar, porque é a prece que os converte e vos livra deles. Que a experiência de vossos antepassados vos aproveite e vos impeça de cair nas mesmas faltas!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Doações


Respostas


 
As respostas às indagações formuladas pelos visitantes de Chico Xavier foram dadas por André Luiz que, por sinal, revestiu de novas palavras e nova forma de expressão os ensinos espíritas sobre a finalidade da vida humana na Terra. Os Espíritos do Senhor são bons professores e não se cansam de repetir as lições para os alunos desatentos, revestindo-as das mais diferentes roupagens a fim de atingirem a compreensão de todos. O Educandário da Terra é orientado pela Pedagogia do Céu, cujo método fundamental é o amor.
Fredrich Myers, o famoso psicólogo inglês, em seus estudos sobre a personalidade humana, verificou que a nossa consciência se divide em duas partes essenciais: a supraliminar e a subliminar. Encontrou isso nos seus estudos espíritas, confirmados por suas pesquisas hipnóticas. A consciência supraliminar é a que utilizamos no mundo, adaptada às exigências da vida material. A consciência subliminar é a que se destina ao mundo espiritual, onde teremos de viver depois da morte.
Podemos figurar a consciência como uma esfera cortada ao meio, uma laranja partida em duas metades. Esse corte é o limiar. A metade que fica acima dele é a que Myers chamou de supraliminar; a que fica abaixo é a subliminar. A parte de cima está cheia de indagações sobre a vida e a morte. A parte de baixo encerra todas as respostas. Porque a vida no mundo é um aprendizado e para aprender temos de enfrentar muitos problemas e procurar resolvê-los. Na consciência subliminar – a parte de baixo, – armazenamos o aprendizado feito em várias encarnações. Mas esse aprendizado não está completo e é por isso que voltamos ao Educandário Terreno. Quando uma prova difícil desafia a consciência supraliminar, a consciência de baixo, a subliminar, a socorre com os recursos provenientes das experiências anteriores.
Mas a consciência subliminar – a de baixo, – é a que está em ligação com o mundo espiritual, adaptada a ele e não ao mundo terreno. Por isso, a Parapsicologia hoje nos mostra que a percepção extra-sensorial provém do inconsciente. E é por intermédio dessa consciência interna e profunda que os Espíritos nos socorrem com suas intuições. Meditando sobre isso, compreenderemos melhor a lição de André Luiz: “A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e examinadores uns dos outros”.
 
(Obra: Astronautas do Além - Chico Xavier / J. Herculano Pires)
 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Diante do Senhor

*"Por que não entendeis a minha linguagem? Por não** poderdes ouvir a minha
palavra." - Jesus. (João, 8:43.)*

A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e
estranha.
Fazer todo o bem possível, ainda quando os males sejam crescentes e numerosos.
Emprestar sem exigir retribuição.
Desculpar incessantemente.
Amar os próprios adversários.
Ajudar aos caluniadores e aos maus.
Muita gente escuta a Boa Nova, mas não lhe penetra os ensinamentos.
Isso ocorre a muitos seguidores do Evangelho, porque se utilizam da força mental em outros setores.
Crêem vagamente no socorro celeste, nas horas de amargura, mostrando, porém, absoluto desinteresse ante o estudo e ante a aplicação das leis
divinas. A preocupação da posse lhes absorve a existência.
Reclamam o ouro do solo, o pão do celeiro, o linho usável, o equilíbrio da carne, o prazer dos sentidos e a consideração social, com tamanha volúpia
que não se recordam da posição de simples usufrutuários do mundo em que se encontram e nunca refletem na transitoriedade de todos os patrimônios
materiais, cuja função única é a de lhes proporcionar adequado clima ao trabalho na caridade e na luz, para engrandecimento do espírito eterno.
Registram os chamamentos do Cristo, todavia, algemam furiosamente a atenção aos apelos da vida primária.
Percebem, mas não ouvem.
Informam-se, mas não entendem.
Nesse campo de contradições, temos sempre respeitáveis personalidades humanas e, por vezes, admiráveis amigos.
Conservam no coração enormes potenciais de bondade, contudo, a mente deles vive empenhada no jogo das formas perecíveis.
São preciosas estações de serviço aproveitável, com o equipamento, porém, ocupado em atividades mais ou menos inúteis.
Não nos esqueçamos, pois, de que é sempre fácil assinalar a linguagem do Senhor, mas é preciso apresentar-lhe o coração vazio de resíduos da Terra,
para receber-lhe, em espírito e verdade, a palavra divina.



Emmanuel/Chico Xavier. Fonte Viva.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Impedimentos

“Deixemos todo impedimento e pecado que tão de perto nos rodeiam e corramos com perseverança à carreira que nos está proposta.” – Paulo. (Hebreus, 12:1.)

O grande apóstolo da gentilidade figura o trabalho cristão como sendo uma carreira da alma, no estádio largo da vida.
Paulo, naturalmente, em recorrendo a essa imagem, pensava nos jogos gregos de sua época e, sem nos referirmos ao entusiasmo e à emulação benéfica que devem presidir semelhante esforço, recordemos tão-somente o ato inicial dos competidores.
Cada participante do prélio despia a roupagem exterior para disputar a partida com indumentária tão leve quanto possível.
Assim, também, na aquisição de vida eterna, é imprescindível nos desfaçamos da indumentária asfixiante do espírito.
É necessário que o coração se faça leve, alijando todo fardo inútil.
Na claridade da Boa Nova, o discípulo encontra-se à frente do Mestre, investido de obrigações santificantes para com todas as criaturas.
As inibições contra a carreira vitoriosa costumam aparecer todos os dias. Temo-las, com freqüência, nos mais insignificantes passos do caminho.
A cada hora surge o impedimento inesperado.
É o parente frio e incompreensivo.
A secura dos corações ao redor de nós.
O companheiro que desertou.
A mulher que desapareceu, perseguindo objetivos inferiores.
O amigo que se iludiu nas ilhas de repouso, deliberando atrasar a jornada.
O cooperador que a morte levou consigo.
O ódio gratuito.
A indiferença aos apelos do bem.
A perseguição da maldade.
A tormenta da discórdia.
A Boa Nova, porém, oferece ao cristão a conquista da glória divina.
Se quisermos alcançar a meta, ponhamos de lado todo impedimento e corramos, com perseverança, na prova de amor e luz que nos está proposta.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014



“Mas os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, que fica infrutífera.” – Jesus. (MARCOS,4:19.)

A árvore da fé viva não cresce no coração, miraculosamente.
Qual acontece na vida comum, o Criador dá tudo, mas não prescinde do esforço da criatura.
Qualquer planta útil reclama especial atenção no desenvolvimento.
Indispensável cogitar-se do trabalho de proteção, auxílio e defesa.
Estacadas, adubos, vigilância, todos os fatores de preservação devem ser postos em movimento, a fim de que o vegetal precioso atinja os fins a que se destina.
A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço.
A maioria das pessoas admite que a fé constitua milagrosa auréola doada a alguns espíritos privilegiados pelo favor divino.
Isso, contudo, é um equívoco de lamentáveis conseqüências.
A sublime virtude é construção do mundo interior, em cujo desdobramento cada aprendiz funciona como orientador, engenheiro e operário de si mesmo.
Não se faz possível a realização, quando excessivas ansiedades terrestres, de parceria com enganos e ambições inferiores, torturam o campo íntimo, à maneira de vermes e malfeitores, atacando a obra.
A lição do Evangelho é semente viva.
O coração humano é receptivo, tanto quanto a terra.
É imprescindível tratar a planta divina com desvelada ternura e instinto enérgico de defesa.
Há muitos perigos sutis contra ela, quais sejam os tóxicos dos maus livros, as opiniões ociosas, as discussões excitantes, o hábito de analisar os outros antes do autoexame.
Ninguém pode, pois, em sã consciência, transferir, de modo integral, a
vibração da fé ao espírito alheio, porque, realmente, isso é tarefa que compete a cada um.

Emmanuel/Chico Xavier. Vinha de Luz.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Os três crivos - Irmão X.



Diz você meu amigo, no trecho final de sua carta:
“Que fazer, Irmão X, para desmanchar a trama de intrigas que nos sufoca a instituição? Dia a dia cresce o diz que diz. E, enquanto isso ocorre, a treva da obsessão, em nossas bandas, parece tiririca em terra largada. É perturbação trazendo perturbação. Que medida nos aconselha, que ideia renovadora você nos dá?”
Conselhos, meu caro, não os tenho.
Os princípios salvadores que abraçamos, no Evangelho de Jesus, falam por si e, de tal modo, que seria temeridade articular diretrizes no intento de ultrapassá-los.
Se posso, no entanto, formular referência ligeira, peço permissão para reportar-me a antiga lição que vários escritores atribuem a Sócrates.
Certa feita, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos:
– Escuta, Sócrates... Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa muito grave para dizer-te, em particular...
– Espera!... – ajuntou o sábio prudente.
– Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?
– Três crivos?! – perguntou o visitante, espantado.
– Sim, meu caro amigo, três crivos. Observemos se a tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza, quanto àquilo que me pretendes comunicar?
– Bem, ponderou o interlocutor – assegurar, mesmo, não posso... Mas ouvi dizer e... então...
– Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o crivo da bondade. Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
– Isso não!... Muito pelo contrário...
– Ah! – tornou o sábio – então recorramos ao terceiro crivo: o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
– Útil?!... – aduziu o visitante ainda mais agitado – Útil não é...
– Bem – rematou o filósofo num sorriso –, se o que me tens a confiar não é verdadeiro, nem é bom e nem é útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que nada valem casos sem qualquer edificação para nós...
Aí está, meu amigo, a lição de Sócrates, em questões de maledicência... Se pudermos aplicá-la, creio que teremos ganho tempo e recursos preciosos para rearticular o serviço, refazer a paz, realizar o melhor e seguir para a frente.

Do livro Aulas da Vida, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Padrão



“Porque era homem de bem e cheio do Espirito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” – (ATOS, 11:24.)

Alcançar o título de sacerdote, em obediência a meros preceitos do mundo, não representa esforço essencialmente difícil. Bastará a ilustração da inteligência na ordenação convencional.
Ser teólogo ou exegeta não relaciona obstáculos de vulto. Requere-se apenas a cultura intelectual com o estudo acurado dos números e das letras.
Pregar a doutrina não apresenta óbices de relevo. Pede-se tão-só a ênfase ligada à correta expressão verbalista.
Receber mensagens do Além e transmiti-las a outrem pode ser a cópia do serviço postal do mundo.
Aconselhar os que sofrem e fornecer elementos exteriores de iluminação constituem serviços peculiares a qualquer homem que use sensatamente a palavra.
Sondagens e pesquisas, indagações e à análises são velhos trabalhos da curiosidade humana.
Unir almas ao Senhor, porém, é atividade para a qual não se prescinde do apóstolo.
Barnabé, o grande cooperador do Mestre, em Jerusalém, apresenta as linhas fundamentais do padrão justo.
Vejamos a aplicação do ensinamento à nossa tarefa cristã.
Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus Cristo é indispensável sejamos fiéis servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração00 inflamado na fé viva.
Barnabé iluminou a muitos companheiros “porque era homem de bem, cheio do Espírito Santo e de fé”.
Jamais olvidemos semelhante lição dos Atos. Trata-se de padrão que não poderemos esquecer.

Emmanuel/Chico Xavier. Vinha de Luz.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

12.10.2014 Dia das Crianças.

Bem, dia das crianças na Fraternidade Espírita Fonte de Luz é dia de festa. Festa para os pequenos participantes da nossa Escola de Evangelização. Teve aplicação de flúor (2ª etapa 2014), brincadeiras, e lógico o que a criançada mais gosta, lanche gostoso e doces.
Fotos do evento:














Tudo isso graças à coloboração de inúmeros bons corações que permitem que o trabalho continue.  Agradecimento a todos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O AMOR COMO SOLUÇÃO


... Então, este é o momento!

É o momento em que algo especial desce à Terra....

É o grande momento em que a psicosfera do nosso planeta se torna rarefeita e miríades de seres espirituais que nos amam emboscam-se na indumentária carnal para a grande transição planetária, que já está ocorrendo.

Tende tento! Jesus espera, filhas e filhos da alma. A decisão de segui-lO é vossa. Ele nunca se impõe.
A Sua doutrina foi exposta através dos Seus atos.
Reflexionai um pouco.

Diminuí esta fuga para o consumismo, para o individualismo, para o sexismo, para a drogadição. E fazei o silêncio da alma com uma interrogação: - Que queres (Jesus) que eu faça?

E com toda a certeza, esses Embaixadores do Seu reino, alguns dos quais em processo de reencarnação e outros, acercando-se do planeta sofrido, dir-vos-ão: - Amai! Tornai-vos uma sentinela de luz na grande noite para diminuir-lhe a escuridão!

Antes de vos reencarnardes, muitos de vós firmastes um documento de fidelidade ao Amor, para que abraçásseis a infância desvalida, a velhice ao abandono, a enfermidade ao desalinho, a miséria moral, geradora de todas as expressões em que nós a vemos nas máscaras do sofrimento.
Não aguardeis o amanhã! Agora é o vosso momento de autoiluminação.
Pensai: e se o anjo da morte acercar-se-me e, suave e docemente, envolver-me no seu abraço de ternura final, como despertarei no Mais Além?

E vivei de tal forma que, esta ocorrência quando se der, despertareis na ternura inefável dos afetos que vos anteciparam, escutando as vozes celestiais em um hinário de beleza incomum, agradecendo à Terra, nossa mãe generosa transitória, pela oportunidade de desenvolver o Cristo interno que jaz em todos nós e que germinando, transformou-se na árvore frondosa da caridade.

Ide! Como Jesus recomendou aos setenta, setenta e dois da Galileia e pregai pelo exemplo.

Introjetai a palavra do Rabi nas paisagens profundas da alma, para que todos O vejam nos vossos atos, para que O escutem pela vossa voz, para que recebam o carinho pelos vossos abraços e para que se sintam por Ele amados através do vosso incomparável amor.

O Amor deve ser exercitado. Iniciai-o na intimidade dos afetos profundos até chegardes àqueles que se vos constituíram adversários, amando-os também.

Ide! E cantai a glória do mundo melhor porque amanhece dia novo. É o mundo de regeneração que se anuncia, quando a dor fugirá envergonhada da Terra e o Reino dos Céus se estabelecer.

Muita paz, meus filhos, filhas da alma.
Ide em paz!

São os votos dos vossos amigos espirituais aqui conosco, através do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra.

(Mensagem recebida pela psicofonia do médium Divaldo Pereira Franco, em 28/09/2014, no encerramento da palestra na Instituição Educacional Amélia Rodrigues, em Santo André/SP)
(Revisada pelo autor espiritual, Dr Bezerra de Menezes, através do médium Divaldo Pereira Franco)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Semana Espírita - 3ª Coordenação Espirita Regional

No ultimo sábado dia 04 de outubro de 2014 sobre a coordenação do  3ª Coordenação Espirita Regional coordenado pela irmã Sônia foi realizada nas instalações do Cenol  uma palestra do Presidente da Federação Espirita do Distrito Federal irmão Paulo Maia com o tema 150 anos do Evangelho Segundo o Espiritismo em comemoração a Semana Espirita.
Um tema muito interessante e muito bem explanado.
Queremos agradecer ao Cenol pela hospitalidade.













Inverno

“Procura vir antes do inverno.” – Paulo. (II TIMÓTEO, 4:21.)

Claro que a análise comum deste versículo revelará a prudente recomendação de Paulo de Tarso para que Timóteo não se arriscasse a viajar na estação do frio forte.
Na época recuada da epístola, o inverno não oferecia facilidades à navegação.
É possível, porém, avançar mais longe, além da letra e acima do problema circunstancial de lugar e tempo.
Mobilizemos nossa interpretação espiritual.
Quantas almas apenas se recordam da necessidade do encontro com os emissários do Divino Mestre por ocasião do inverno rigoroso do sofrimento? quantas se lembram do Salvador somente em hora de neblina espessa, de tempestade ameaçadora, de gelo pesado e compacto sobre o coração?
Em momentos assim, o barco da esperança costuma navegar sem rumo, ao sabor das ondas revoltas.
Os nevoeiros ocultam a meta, e tudo, em torno do viajante da vida, tende à desordem ou à desorientação.
É indispensável procurar o Amigo Celeste ou aqueles que já se ligaram, definitivamente, ao seu amor, antes dos períodos angustiosos, para que nos instalemos em refúgios de paz e segurança.
A disciplina, em tempo de fartura e liberdade, é distinção nas criaturas que a seguem; mas a contenção que nos é imposta, na escassez ou na dificuldade, converte-se em martírio.
O aprendiz leal do Cristo não deve marchar no mundo ao sabor de caprichos satisfeitos e, sim, na pauta da temperança e da compreensão.
O inverno é imprescindível e útil, como período de prova benéfica e renovação
necessária. Procura, todavia, o encontro de tua experiência com Jesus, antes dele.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Para o alvo

“Prossigo para o alvo.” – Paulo. (FILIPENSES, 3:14.)

Quando Paulo escreveu aos filipenses, já possuía vasta experiência de apostolado.
Doutor da Lei em Jerusalém, abandonara as vaidades de raça e de família, rendendo-se ao Mestre em santificadora humildade.
Após dominar pela força física, pela cultura intelectual e pela inteligência nobre, voltou-se para o tear obscuro, conquistando o próprio sustento com o suor diário. Ingressando nos espinhosos testemunhos para servir ao próximo, por amor a Jesus, recebeu a ironia e o desamparo de familiares, a desconfiança e o insulto de velhos amigos, os açoites da maldade e as pedradas da incompreensão.
O convertido de Damasco, no entanto, jamais desanimou, prosseguindo, invariavelmente, para o alvo, que, ainda e sempre, é a união divina do discípulo com o Mestre.
Quantos aprendizes estarão, atual mente, dispostos ao grande exemplo?
Espalham-se, em vão, os convites ao sublime banquete, debalde envia Jesus mensageiros aos estudantes novos, revelando a excelência da vida superior.
A maioria deles, contudo, abrange operários fugitivos, plenamente distraídos da realização… Perdem de vista a obra por fazer, desinteressam-se das lições necessárias e esquecem as finalidades da permanência na Terra. Comumente, nos primeiros obstáculos mais fortes da marcha, nas corrigendas iniciais do serviço, põem-se em lágrimas de desespero, acabrunhados e tristes. Declaram-se, incompreensivelmente, desalentados, vencidos, sem esperança…
A explicação é simples, todavia. Perderam o rumo para o Cristo, seduzidos por espetáculos fugazes, nas numerosas estações da jornada espiritual, e, por esquecerem o alvo sublime, chega de modo inevitável o instante em que, cessados os motivos da transitória fascinação, se sentem angustiados, como viajores sedentos nos áridos desertos da vida humana.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Tu, porém


“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” – Paulo. (TITO, 2:1.)

Desde que não permaneças em temporária inibição do verbo, serás assediado a falar em todas as situações.
Convocar-te-ão a palavra os que desejam ser bons e os deliberadamente maus, os cegos das estradas sombrias e os caminheiros das sendas tortuosas.
Corações perturbados pretenderão arrancar-te expressões perturbadoras.
Caluniadores induzir-te-ão a caluniar.
Mentirosos levar-te-ão a mentir.
Levianos tentarão conduzir-te à leviandade.
Ironistas buscarão localizar-te a alma no falso terreno do sarcasmo.
Compreende-se que procedam assim, porquanto são ignorantes, distraídos da iluminação espiritual. Cegos desditosos sem o saberem, vão de queda em queda, desastre a desastre, criando a desventura de si mesmos.
Tu, porém, que conheces o que eles desconhecem, que cultivas na mente valores espirituais que ainda não cultivam, toma cuidado em usar o verbo, como convém ao Espírito do Cristo que nos rege os destinos. É muito fácil falar aos que nos interpelam, de maneira a satisfaz ê-los, e não é difícil replicar-lhes como convém aos nossos interesses e conveniências particulares; todavia, dirigirmo-nos aos outros, com a prudência amorosa e com a tolerância educativa, como convém à sã doutrina do Mestre, é tarefa complexa e enobrecedora, que requisita a ciência do bem no coração e o entendimento evangélico nos raciocínios.
Que os ignorantes e os cegos da alma falem desordenadamente, pois não sabem, nem vêem… Tu, porém, acautela-te nas criações verbais, como quem não se esquece das contas naturais a serem acertadas no dia próximo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Tenhamos fé



”… vou preparar-vos lugar.” – Jesus. (João, 14:2.)

Sabia o Mestre que, até à construção do Reino Divino na Terra,quantos o acompanhassem viveriam na condição de desajustados,trabalhando no progresso de todas as criaturas, todavia, “sem ugar” adequado aos sublimes ideais que entesouram.
Efetivamente, o cristão leal, em toda parte, raramente recebeo respeito que lhe é devido:
Por destoar, quase sempre, da coletividade, ainda não completamente cristianizada, sofre a descaridosa opinião de muitos.
Se exercita a humildade, é tido à conta de covarde.
Se adota a vida simples, é acusado pelo delito de relaxamento.
Se busca ser bondoso, é categorizado por tolo.
Se administra dignamente, é julgado orgulhoso.
Se obedece quanto é justo, é considerado servil.
Se usa a tolerância, é visto por incompetente.
Se mobiliza a energia, é conhecido por cruel.
Se trabalha, devotado, é interpretado por vaidoso.
Se procura melhorar-se, assumindo responsabilidades no esforço intensivo das boas obras ou das preleções consoladoras, é indicado por fingido.
Se tenta ajudar ao próximo, abeirando-se da multidão, com os seus gestos de bondade espontânea, muitas vezes é tachado de personalista e oportunista, atento aos interesses próprios.
Apesar de semelhantes conflitos, porém, prossigamos agindo e servindo, em nome do Senhor.
Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.
Continuemos, pois, trabalhando com duplicado fervor na sementeira do bem, à maneira de servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar.
“Há muitas moradas na Casa do Pai.”
E o Cristo segue servindo, adiante de nós.
Tenhamos fé.

Emmanuel/Chico Xavier. Fonte Viva.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Ante o objetivo



“Para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição.”– Paulo. (Filipenses, 3:11.)


Alcançaremos o alvo que mantemos em mira:
O avarento sonha com tesouros amoedados e chega ao cofre forte.
O malfeitor comumente ocupa largo tempo planificando a ação perturbadora e comete o delito.
O político hábil anseia por autoridade e atinge alto posto no domínio terrestre.
A mulher desprevenida, que concentra as idéias no desperdício das emoções, penetra o campo das aventuras inquietantes.
E cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.
O usurário, para amealhar o dinheiro, quase sempre perde a paz.
O delinquente, para efetuar a falta que delineia, avilta o nome.
O oportunista, para conseguir o lugar de mando, muitas vezes desfigura o caráter.
A mulher desajuizada, para alcançar fantasiosos prazeres, abdica, habitualmente, o direito de ser feliz.
Se impostos tão pesados são exigidos na Terra aos que perseguem resultados puramente inferiores, que tributos pagará o espírito que se candidata à glória na vida eterna?
O Mestre na cruz é a resposta para todos os que procuram a sublimidade da ressurreição.
Contemplando esse alvo, soube Paulo buscá-lo, através de incompreensões, açoites, aflições e pedradas, servindo constantemente, em nome do Senhor.
Se desejas, por tua vez, chegar ao mesmo destino, centraliza as aspirações no objetivo santificante e segue, com valoroso esforço, na conquista do eterno prêmio.


Emmanuel/Chico Xavier. Fonte Viva.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Grupo Perfeito!!!!???

No espaço deste Blog semanal, abriremos espaço para o lúcido pensamento de Laurentino Simões, autor do livro “Nos Passos de Jesus”. Escrevendo a respeito da ilusão dos que esperam integrar um grupo espírita perfeito, sem qualquer problema no campo do relacionamento entre os seus integrantes, Laurentino escreveu:
Não estejamos à procura do Grupo Espírita perfeito, porque os integrantes de todos os grupos humanos são assinalados pelas imperfeições que caracterizam as pessoas na Terra.

Neste sentido, nem mesmo o grupo dos Apóstolos, constituído pelo Cristo, para auxiliá-Lo na pregação da Boa Nova, era perfeito.

Não obstante, o Senhor se fez o incansável mediador da paz e do entendimento entre eles.

Assim, o que escolhemos?! Ser a pedra de tropeço no caminho das atividades a serem cumpridas ou ser alguém que se dispõe a removê-la, sempre que apareça?!

Ser um solucionador de problemas ou um complicador para as dificuldades que surgem?!

Um incendiário ou alguém disposto a apagar as labaredas da discórdia?!

Como soa, em nossos lábios, a palavra que proferimos?! Agressiva ou pacificadora?! Humilde ou soberba?! Fraterna ou autoritária?!

Sob o pretexto de defender o que julga correto, ninguém deve se dirigir aos outros como quem traz um relho nas mãos.

Dentro do templo, conscientizemo-nos de que não somos o Cristo – nós somos vendilhões!

E se, porventura, ainda hoje, Ele aparecesse para sanear o templo, precisaríamos nos perguntar quem de nós estaria em condições de permanecer dentro dele.
Realmente, Laurentino tem razão. Porque, os vendilhões do templo não são apenas aqueles que objetivam lucro financeiro com as suas atividades, mas todos os que, não raro, utilizam a transitória posição que nele ocupam por moeda de troca às suas ambições rasteiras.
São, por exemplo, os que se mostram interessados em vender ou comprar prestígio e influência...
Os que se valem dos precários recursos que administram na direção desse ou daquele departamento assistencial da Casa, para colocarem à mostra as suas frustrações de ambição de poder...
Os que, enfim, nos testes de avaliação espiritual a que se submetem, são reprovados, porque revelam que ainda não estão preparados para assumirem maiores responsabilidades na condução dos povos...
Não basta estar com o Cristo, ou viver perto Dele, para, verdadeiramente, ser seu seguidor. Vejamos o lamentável caso de Judas!
Assim, não basta construir um Centro Espírita, ou viver dentro dele, para que alguém, de fato, possa estufar o peito, e até com certa vaidade de natureza espiritual, proclamar aos quatro ventos: - Eu sou espírita!...
Não raro, mais espírita é aquele que não o diz ser, como, igualmente, mais médium é aquele que imagina não ser portador de qualquer faculdade mediúnica.
O grupo espírita perfeito que tanta gente vive à procura se caracteriza não pela perfeição dos outros que o integram, mas sim, e principalmente, pela sua.

Por: Inácio Ferreira

terça-feira, 2 de setembro de 2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

LIVRE-ARBÍTRIO

"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me."
- Marcos, cap. 8 v. 34

Nesta passagem, Jesus enfatiza a importância do livre-arbítrio com que somos todos aquinhoados.
A faculdade de escolha entre o bem e o mal nos pertence, como igualmente nos pertence a inteira responsabilidade da opção efetuada.
O Mestre, hora alguma, nos engana com falsas promessas. Em mais de uma oportunidade, enfatiza que tomar a iniciativa de acompanhá-lo não é fácil.
O crente que, de livre e espontânea vontade, desejar segui-lo, está avisado dos procedimentos básicos para tal: negar a si mesmo e tomar a sua cruz !
Negar a si mesmo significa renunciar ao personalismo; tomar a sua cruz subentende arcar com as inevitáveis consequências da ousadia...
Ele não nos traça nenhuma outra condição, nem efetua qualquer espécie de exigência.
O problema de seguir o Cristo diz respeito unicamente a nós, nos embaraços que possamos ocasionar a nós mesmos, com o nosso exagerado apego às facilidades que nos habituamos a usufruir.
Quem se propõe ir com Ele não tem, pois, o direito de se queixar do caminho acidentado que decide percorrer...
E mais: nenhum homem ignora para onde se dirige o Cristo, na escalada do monte dos mais ásperos testemunhos !
 
- "Se alguém quer" - advertiu-nos -, o caminho é por aqui...
- "... e siga-me." Quer dizer: não faça perguntas e nem espere explicações !
 
Portanto, não se compreende o cristão que, por exemplo, se mostra desapontado ou, inclusive, tendente a perder a fé, porque, na decisão que tomou de seguir o Cristo, em vez de aplausos, esteja recebendo pedradas.
 
 
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Não se envergonhar

“Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do homem.” – Jesus. (LUCAS, 9:26.)

Muitos aprendizes existem satisfeitos consigo mesmos tão-somente em razão de algumas afirmativas quixotescas. Congregam-se em grandes discussões, atrabiliários e irascíveis, tentando convencer gregos e troianos, relativamente à fé religiosa e, quando interpelados sobre a fúria em que se comprazem, na imposição dos pontos de vista que lhes são próprios, costumam redargüir que é imprescindível não nos envergonharmos do Mestre, nem de seus ensinamentos perante a multidão.

Todavia, por vezes, a preocupação de preservar o Cristianismo não passa de posição meramente verbal.

Tais defensores do Cristo andam esquecidos de que, antes de tudo, é indispensável não esquecer-lhe os princípios sublimes, diante das tarefas de cada dia.

A vida de um homem é a sua própria confissão pública.

A conduta de cada crente é a sua verdadeira profissão de fé.

Muito infantis o trovão da voz e a mímica verbalista, filhos da vaidade individual, junto de ouvintes incompreensivos e complacentes, com pleno esquecimento dos necessários testemunhos com o Mestre, na oficina de trabalho comum e no lar purificador.

Torna-se indispensável não se envergonhar o aprendiz de Jesus, não em perlengas calorosas, das quais cada contendor regressa mais exasperado, mas sim perante as situações, aparentemente insignificantes ou eminentemente expressivas, em que se pede ao crente o exemplo de amor, renúncia e sacrifício pessoal que o Senhor demonstrou em sua trajetória sublime.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Coração



"Quando o nosso corpo se forma, no claustro materno, uma das primeirasmanifestações é o coração palpitando... Nos casos de saúde, a medicina sepreocupa com a chamada parada cardíaca; o coração governa a vida...
Parada cardíaca pode afetar o cérebro... O coração comanda todos os fenômenos da vida, a ponto de, nas profecias mais antigas, alguém ter dito: muito cuidado com o coração, porque onde colocarmos o nosso coração, ai estarão o nosso tesouro, a nossa vida.
Compreender a importância da razão, mas a super-importância do coração, para que sejamos mais irmãos uns dos outros, com mais compreensão recíproca, para que a nossa vida possa melhorar...
Quando Chico terminou, ficamos a meditar também em dois outros ensinamentos semelhantes, que ele nos deu em outra oportunidade: o primeiro, 'na atualidade o homem na Terra carece de 90% de sentimento e apenas 10% de intelecto'; o segundo, de Emmanuel, é mais menos assim, 'quando o homem cai pelo coração, a própria queda é degrau para que ele se possa levantar; quando cai pela inteligência é diferente'..."

(Obra: Chico Xavier à Sombra do Abacateiro - Carlos A. Baccelli)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Somente assim


“Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; eassim sereis meus discípulos.” – Jesus. (João, 15:8.)

Em nossas aflições, o Pai é invocado.
Nas alegrias, é adorado.
Na noite tempestuosa, é sempre esperado com ânsia.
No dia festivo, é reverenciado solenemente.
Louvado pelos filhos reconhecidos e olvidado pelos ingratos, o Pai dá sempre, espalhando as bênçãos de sua bondade infinita entre bons e maus, justos e injustos.
Ensina o verme a rastejar, o arbusto a desenvolver-se e o homem a raciocinar.
Ninguém duvide, porém, quanto à expectativa do Supremo Senhor a nosso respeito. De existência em existência, ajuda-nos a crescer e a servi-Lo, para que, um dia, nos integremos, vitoriosos, em seu divino amor e possamos glorificá-Lo.
Nunca chegaremos, contudo, a semelhante condição, simplesmente através dos mil modos de coloração brilhante dos nossos sentimentos e raciocínios.
Nossos ideais superiores são imprescindíveis e, no fundo, assemelham-se às flores mais belas e perfumosas da árvore. Nossa cultura é, sem dúvida, indispensável e, em essência, constitui a robustez do tronco respeitável. Nossas aspirações elevadas são preciosas e necessárias, e representam as folhas vivas e promissoras.
Todos esses requisitos são imperativos da colheita.
Assim também ocorre nos domínios da alma.
Somente é possível glorificar o Pai quando nos abrimos aos seus decretos de amor universal, produzindo para o bem eterno.
Por isso mesmo, o Mestre foi claro em sua afirmação.
Que nossa atividade, dentro da vida, produza muito fruto de paz e sabedoria, amor e esperança, fé e alegria, justiça e misericórdia, em trabalho pessoal digno e constante, porquanto, somente assim o Pai será por nós glorificado e só nessa condição seremos discípulos do Mestre Crucificado e Redivivo.

Emmanuel/Chico Xavier. Livro Fonte Viva.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Cooperemos fielmente



“Pois somos cooperadores de Deus.” – Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:9.)

O Pai é o Supremo Criador da Vida, mas o homem pode ser fiel cooperador dele.
Deus visita a criatura pela própria criatura.
Almas cerradas sobre si mesmas declarar-se-ão incapazes de serviços nobres; afirmar-se-ão empobrecidas ou incompetentes.
Há companheiros que atingem o disparate de se proclamarem tão pecadores e tão maus que se sentem inabilitados a qualquer espécie de concurso sadio na obra cristã, como se os devedores e os ignorantes não necessitassem trabalhar na própria melhoria.
As portas da colaboração com o divino amor, porém, permanecem constantemente abertas e qualquer homem de mediana razão pode identificar a chamada para o serviço divino.
Cultivemos o bem, eliminando o mal.
Façamos luz onde a treva domine.
Conduzamos harmonia às zonas em discórdia.
Ajudemos a ignorância com o esclarecimento fraterno.
Seja o amor ao próximo nossa base essencial em toda construção no caminho evolutivo.
Até agora, temos sido pesados à economia da vida.
Filhos perdulários, ante o Orçamento Divino, temos despendido preciosas energias em numerosas existências, desviando-as para o terreno escuro das retificações difíceis ou do cárcere expiatório.
Ao que nos parece, portanto, segundo os conhecimentos que possuímos, por “acréscimo de misericórdia”, já é tempo de cooperarmos fielmente com Deus, no desempenho de nossa tarefa humilde.

Emmanuel/Chico Xavier. Vinha de Luz.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Corrigendas



“Porque o Senhor corrige ao que ama e açoita a qualquer que recebe porfilho.” -Paulo. (HEBREUS, 12:6.)

Quando os discípulos do Evangelho começam a entender o valor da corrigenda, eleva-se-lhes a mente a planos mais altos da vida.
Naturalmente que o Pai ama a todos os filhos, no entanto, os que procuram compreendê-lo perceberão, de mais perto, o amor divino.
Máxima identificação com o Senhor representa máxima capacidade sentimental.
Chegado a essa posição, penetra o espírito em outras zonas de serviço e aprendizado.
A princípio, doem-lhe as corrigendas, atormentam-no os açoites da experiência, entretanto, se sabe vencer nas primeiras provas, entra no conhecimento das próprias necessidades e aceita a luta por alimento espiritual e o testemunho de serviço diário por indispensável expressão da melhoria de si mesmo, A vida está repleta de lições nesse particular.
O mineral dorme.
A árvore sonha.
O irracional atende ao impulso.
O homem selvagem obedece ao instinto.
A infância brinca.
A juventude idealiza.
O espírito consciente esforça-se e luta.
O homem renovado e convertido a Jesus, porém, é o filho do céu, colocado entre as zonas inferiores e superiores do caminho evolutivo. Nele, o trabalho de iluminação e aperfeiçoamento é incessante; deve, portanto, ser o primeiro a receber as corrigendas do
Senhor e os açoites da retificação paterna.
Se te encontras, pois, mais perto do Pai, aprende a compreender o amor da educação divina.


Emmanuel/Chico Xavier. Vinha de Luz.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Vinde a nós - (Envio da Sra. Cazemajoux, médium de Bordeaux.)


O Espiritismo é a aplicação da moral evangélica, pregada pelo Cristo em toda a sua pureza, e os homens que o condenam, sem conhecê-lo, são pouco sábios. Com efeito, por que qualificar de superstição, de fraudes, de sortilégios, de demonomania coisas que o vulgar bom senso faria aceitar se quisesse estudá-las? A alma é imortal: é o Espírito. A matéria inerte é o corpo perecível, despojando-se de suas formas, para não se tornar, quando o Espírito o deixou, senão um montão de podridão sem nome. E encontrais lógica, vós que não credes no Espiritismo, que esta vida que, para a maioria dentre vós, é uma vida de amargura, de dores, de decepções, um verdadeiro purgatório, que não haja outro objetivo senão o túmulo! Desenganai-vos; vinde a nós, pobres deserdados dos bens, das grandezas e dos gozos terrestres, vinde a nós e sereis consolados vendo que as vossas dores, as vossas privações, os vossos sofrimentos, devem vos abrir as portas dos mundos felizes, e que Deus, justo e bom para todas as suas criaturas, não nos experimenta senão para o nosso bem, segundo esta palavra do Cristo. Bem-aventurados aqueles que choram, porque serão consolados. - Vinde, pois, incrédulos e materialistas; alinhai-vos sob a bandeira onde estão escritas, em letras de ouro, estas palavras: Amor e caridade para os homens que são teus irmãos; bondade, justiça, indulgência de um pai grande e generoso para os Espíritos que criou, e que ele eleva para si por caminhos seguros, embora vos sejam desconhecidos; a caridade, o aperfeiçoamento moral, o desenvolvimento intelectual, vos conduzirão para o autor e o senhor de todas as coisas.
Não vos instruímos senão para que trabalheis, ao vosso turno, em divulgar essa instrução; mas, sobretudo, fazei-o sem azedume; sede pacientes e esperai. Lançai a semente; a reflexão e a ajuda de Deus a farão frutificar, primeiro por um pequeno número que fará como vós, e pouco a pouco, o número dos obreiros aumentando, os fará esperar depois das sementes uma boa e abundante colheita.


FERDINAND,
Filho do médium. Revista Espírita, Maio, 1861.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A pintura e a música


(Sociedade Espírita de Paris, Médium Sr. Alfred Didier.)
A arte foi definida cem mil vezes: é o belo, o verdadeiro, o bem. A música, que é um dos ramos da arte, está inteiramente no domínio da sensação. Entendamo-nos e tratemos de não ser obscuros. A sensação é produzida no homem quando ele compreende a de dois modos distintos, mas que se ligam estreitamente; a sensação do pensamento que tem por conclusão a melancolia ou a filosofia, e depois a sensação que pertence inteiramente ao coração. A música, segundo eu, é a arte que vai mais direta ao coração. A sensação, vós me compreendeis, está toda no coração; a pintura, a arquitetura, a escultura, a pintura antes de tudo, atingem bem mais a sensação cerebral; em uma palavra, a música vai do coração ao espírito, a pintura do pensamento ao coração. A exaltação religiosa criou o órgão: quando a poesia, sobre a Terra, toca o órgão, os anjos do céu lhe respondem ; assim a música séria, religiosa eleva a alma e os pensamentos: a música leviana faz vibrar os nervos, nada mais.
Eu gostaria de interpretar alguma personalidades, mas não tenho direito disso: eu não estou mais sobre a Terra. Amai o Requiem de Mozart que o matou. Eu não desejo mais do que os Espíritos vossa morte pela música, mas a morte vivente entretanto, aí está o esquecimento de tudo o que é terrestre, pela elevação moral.
LAMENNAIS.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A CHAGA DA VAIDADE

 
"Mas Jesus lhes advertia severamente que o não expusessem à publicidade."  - Marcos, cap. 3 - v. 12
  

Este versículo do Evangelho de Marcos é extremamente curioso. Jesus adverte os espíritos
que nele reconheciam o Filho de Deus que não o expusessem à publicidade.
Enquanto os homens discutiam em torno de sua procedência, questionando-lhe a
autenticidade dos méritos, segundo a terminologia evangélica, os próprios espíritos imundos
sabiam quem ele era.
A vinda do Cristo a Terra não foi ignorada pelos habitantes das esferas invisíveis, situadas
nas proximidades da Crosta !
Contudo, por que Jesus os repreende, ordenando que não o exponham à publicidade ?
Se tal ocorreu, é porque, de fato, eles poderiam fazê-lo, através dos canais da mediunidade.
Àquela época, de acordo com a cronologia das narrativas evangélicas, o Senhor já se fazia
acompanhar pela multidão, conforme se pode ler em Marcos, no capítulo acima citado,
versículo 9: "Então recomendou a seus discípulos que sempre lhe tivessem pronto um
barquinho, por causa da multidão, a fim de não o comprimirem".
A questão talvez seja que a publicidade é sempre perigosa, mormente para aqueles que
estejam no início de apostolado entre os homens.
Evidentemente, o Senhor se conservava imune ao incenso da bajulação, mas será que o
mesmo ocorre conosco, tão suscetíveis a quaisquer palavras de endeusamento ?
Valorosos obreiros do Evangelho têm se perdido pela idolatria de que são objeto, porque
quem aceita um elogio sem protestar, com sinceridade, contra ele, confessando a sua
desvalia pessoal, demonstra trazer, à flor da pele, a purulenta chaga da vaidade.

(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli/Inácio Ferreira)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Tempo de confiança

“E disse-lhes: Onde está a vossa fé?” — (LUCAS, capítulo 8,versículo 25.)


A tempestade estabelecera a perturbação no ânimo dos discípulos mais fortes. Desorientados, ante a fúria dos elementos, socorrem-se de Jesus, em altos brados.
Atende-os o Mestre, mas pergunta depois:
— Onde está a vossa fé?
O quadro sugere ponderações de vasto alcance. A interrogação de Jesus indica claramente a necessidade de manutenção da confiança, quando tudo parece obscuro e perdido. Em tais circunstâncias, surge a ocasião da fé, no tempo que lhe é próprio.
Se há ensejo para trabalho e descanso, plantio e colheita, revelar-se-á igualmente a confiança na hora adequada.
Ninguém exercitará otimismo, quando todas as situações se conjugam para o bem-estar. É difícil demonstrar-se amizade nos momentos felizes.
Aguardem os discípulos, naturalmente, oportunidades de luta maior, em que necessitarão aplicar mais extensa e intensivamente os ensinos do Senhor.
Sem isso, seria impossível aferir valores.
Na atualidade dolorosa, inúmeros companheiros invocam a cooperação direta do Cristo. E o socorro vem sempre, porque é infinita a misericórdia celestial, mas, vencida a dificuldade, esperem a indagação:
— Onde está a vossa fé?
E outros obstáculos sobrevirão, até que o discípulo aprenda a dominar-se, a educar-se e a vencer, serenamente, com as lições recebidas.

Emmanuel/Chico Xavier. Livro: Caminho, Verdade e Vida.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Prestando Contas - Junho 2014



Quadro demonstrativo das doações realizadas no ano de 2014


Prestando Contas - Maio 2014



 Quadro demonstrativo das doações realizadas no ano de 2014


segunda-feira, 12 de maio de 2014

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Homenagem às Mães.

MÃES DAS MÃES
 
Maria,
É a Mãe piedosa

De todas as mães resignadas e sofredoras.
É a consolação
Que se derrama puríssima
Sobre os prantos maternos,
Vertidos na corola imensa das dores;
É o manto resplandecente
Que agasalha os corações das mães piedosas,
Amarguradas e infelizes,
Que orvalham com lágrimas benditas
As flores do seu amor desvelado,
Espezinhadas pelo sofrimento,
Fustigadas pelo furacão da desgraça, atropeladas pelo mal,
Perseguidas pelo infortúnio
No sombrio orbe das lágrimas e das provações.
Todas as preces maternas
Ascendem aos espaços
Como um doloroso brado de angústia a Maria,
E a rosa sublime de Nazaré
Escuta-as piedosamente,
Estendendo os seus braços tutelares
Às Mães carinhosas e desprotegidas;
E bastam os eflúvios do seu amor sacrossanto 
Para que as consolações se derramem
Cicatrizando as feridas,
Balsamizando os pesares,
Lenindo os padeceres
Das Mães desoladas, que encontram nela
O símbolo maravilhoso de todas as virtudes!...
Ao seu olhara compassivo,
Pulverizam-se os rochedos do mal
Do oceano da vida de desterro e de exílio,
Para que o Brigue da Esperança,
Com as suas velas alvas e pandas,
Veleje tranquilamente,
Buscando o porto esperado com ânsia,
Da salvação das almas que sofreram
Nos torvelinhos do mundo,
Como náufragos de uma tormenta gigantesca,
Que não se perderam no abismo das águas tenebrosas
Do mar da iniquidade,
Porque se apegaram
À âncora da Fé.
Maria é o anjo, pois
Que nos ampara e guia em nossa cruz;
Levando-nos ao Céu, cheia de piedade e comiseração
Pelas nossas fraquezas.
Ela é a personificação do amor divino
No vale das sombras e das amarguras,
E sendo o arrimo de todas as criaturas,
É sobretudo
A Virgem da Pureza
- Mãe das Mães.
 

(Obra: Parnaso de Além Túmulo - Chico Xavier / Marta)