"Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me."
- Marcos, cap. 8 v. 34
Nesta passagem, Jesus enfatiza a importância do livre-arbítrio com que somos todos aquinhoados.
A faculdade de escolha entre o bem e o mal nos
pertence, como igualmente nos pertence a inteira responsabilidade da
opção efetuada.
O Mestre, hora alguma, nos engana com falsas
promessas. Em mais de uma oportunidade, enfatiza que tomar a iniciativa
de acompanhá-lo não é fácil.
O crente que, de livre e espontânea vontade,
desejar segui-lo, está avisado dos procedimentos básicos para tal: negar
a si mesmo e tomar a sua cruz !
Negar a si mesmo significa renunciar ao
personalismo; tomar a sua cruz subentende arcar com as inevitáveis
consequências da ousadia...
Ele não nos traça nenhuma outra condição, nem efetua qualquer espécie de exigência.
O problema de seguir o Cristo diz respeito
unicamente a nós, nos embaraços que possamos ocasionar a nós mesmos, com
o nosso exagerado apego às facilidades que nos habituamos a usufruir.
Quem se propõe ir com Ele não tem, pois, o direito de se queixar do caminho acidentado que decide percorrer...
E mais: nenhum homem ignora para onde se dirige o Cristo, na escalada do monte dos mais ásperos testemunhos !
- "Se alguém quer" - advertiu-nos -, o caminho é por aqui...
- "... e siga-me." Quer dizer: não faça perguntas e nem espere explicações !
Portanto, não se compreende o cristão que, por
exemplo, se mostra desapontado ou, inclusive, tendente a perder a fé,
porque, na decisão que tomou de seguir o Cristo, em vez de aplausos,
esteja recebendo pedradas.
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)
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