terça-feira, 2 de agosto de 2016

Flertar com Jesus


Nem sei mais se essa mocidade de hoje utiliza-se dessa palavra ou age de acordo com o seu significado que é o de namorar de maneira superficial. Na minha mocidade, que já se foi há muito tempo, isso acontecia. Confesso que antes de empregá-la recorri ao dicionário e ela, ainda por lá, sobrevive.

 Mas vamos ao que interessa porque você deve estar achando estranho o termo utilizado: flertar com Jesus. Sou capaz de apostar que você nunca o viu empregado em relação ao nosso Mestre e Senhor. Adianto-lhe que não vai aqui nenhum desrespeito e você comprovará isso assim que revelar meu modo de entender nosso relacionamento com Ele.

 Primeiro, vamos a uma pergunta: você é capaz de citar alguns amigos de Jesus? Permitam-me citar alguns deles. Evidentemente existem muitos outros que cada um poderia enumerar de acordo com as suas lembranças. Eis alguns: Albert Schweitzer, Francisco de Assis, Allan Kardec, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Jan Huss, Chico Xavier, apenas para nomear poucos.

 Qual o fator comum a esses amigos de Jesus? A entrega de suas vidas em nome do amor a serviço de seus semelhantes por amor a Ele. Pelo menos no meu ponto de vista enxergo dessa maneira lembrando o evangelho de João, 15:14, onde encontramos a seguinte colocação: Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. – Jesus.

 Entre aqueles poucos que citei e existem muitos outros felizmente, reconhecemos essa atitude de dar cumprimento a essa recomendação Dele.

 Existem muitos verdugos, tiranos, conquistadores brutais, que também tiveram um séquito que fazia exatamente o que esses comandantes do egoísmo, do orgulho e da vaidade pessoal ordenavam disseminando o ódio, a guerra, a orfandade, a viuvez e o desespero por onde passavam.

 E é exatamente aí que se inicia a profunda diferença entre as recomendações de Jesus que vinham na forma de convites amorosos para exercitar o amor em favor do próximo e as ordens dos representantes da violência que avassalaram o mundo e desapareceram na poeira dos séculos, enquanto Ele permanece até hoje dividindo o tempo em antes e depois Dele.

 Emmanuel, no livro  Palavras De Vida Eterna, capítulo 174, nos ensina o seguinte: Cristo, porém, dispõe de amigos reais, que se multiplicam em todas as regiões do planeta terrestre, à medida que os séculos se lhe sobrepõem à crucificação. E esses amigos que existem, no seio de todas as filosofias e crenças, não se distinguem tão só por legendas exteriores, mas, acima de tudo, porque se associam a Ele, em espírito e verdade, entendendo-lhe as lições e praticando-lhe os ensinos.

 O que pesa de maneira marcante é exatamente a última condição: praticando-lhe os ensinos! Pelo menos para mim é assim. Por isso mesmo julguei mais honesto da minha parte considerar-me alguém que atualmente flerta com Jesus sem a ousadia de considerar-me amigo Dele por enquanto.

 Não tenho nenhuma dúvida de que Ele me espera de braços abertos para um dia abraçar-me na condição de amigo. Mas por hora, inclusive por uma questão de respeito para com Ele, prefiro ficar nessa condição de estar flertando com a Sua figura de Modelo e Guia da humanidade.

 Se Chico Xavier que se considerava um cisco, embora não o fosse, apesar da obra gigantesca que realizou no campo do amor, negava que tivesse sequer visto a figura augusta do Senhor nas diversas ocasiões da sua história pessoal de vida através da jornada evolutiva, como posso eu atrever-me a almejar a posição de amigo Dele?

 Por isso, ainda flerto com Ele, observo de longe a sua presença para que as minhas imperfeições não maculem sequer a sombra da Sua figura inimaginável por nós no atual momento evolutivo em que nos encontramos, respeitando as ressalvas dos companheiros que já ultrapassaram essa condição evolutiva.

 Que os amigos de Jesus continuem auxiliando-me para que um dia eu possa fazer parte desse círculo de amizades que se amplia conforme o desejo e a vontade do Criador e do próprio Cristo.

 Que seja assim, portanto. Até lá, então!



            Ricardo Orestes Forni

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Auxílio eficiente

“E abrindo a sua boca os ensinava.” – (MATEUS, 5:2.)

O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente dela.
Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.
Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.
Quem aprimora a inteligência, quase sempre abusa das paixões populares facilmente exploráveis.
E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.
A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.
O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.
O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é peculiar.
De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.
Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo.
Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.
Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente.
Observando que os filhos do povo se aproximavam dEle, começou a ensinar-lhes o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.
Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.

Emmanuel-F.C.Xavier. Livro: Vinha de Luz.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

PERFIL DE JESUS




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PERFIL DE JESUS
Carta do Senador Públio Lêntulus (Emmanuel) ao Cesar Romano.
         "Sabendo oh César, que desejais conhecer, quanto eu vou narrar.
          Existindo nos nossos tempos um homem, chamado Jesus, o qual vive atualmente de grandes virtudes.
          Que pelo povo é inculcado profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado.
          Em verdade, cada dia se ouve coisas maravilhosas desse Jesus; ressuscita os mortos e cura os enfermos.
          Em uma palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto e há tanta majestade em seu rosto, que aqueles que o veem são forçados a amá-lo ou temê-lo.
          Ele tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.
          Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos ao meio, na forma em uso dos Nazarenos. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, e separada pelo meio.
          O Seu rosto é cheio de aspecto e é muito sereno.  Nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face que é uma cor moderada.
          O nariz e a boca são irrepreensíveis.
          Seu olhar é muito especioso e grave. Ele tem os olhos claros como o Céu; e o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios de Sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza faz chorar.
          Os braços e as mãos muito belos. Alias é o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua Mãe, que é de uma rara beleza. Não se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão bela....
          Na palestra contenta muito, mas o faz raramente. Porem quando dele alguém se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa.
          Faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes chorar.
          De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém. Ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada.
          Caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, tremem e o admiram.
          Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes.  Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de tão grande doutrina, como ensina este Jesus.
          Muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de tua Majestade.
          Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o buscam e com ele tem praticado, afirmam ter dele recebido grande benefício de saúde. 
          Porem à tua obediência estou prontíssimo –, se desejas mesmo vê-lo, repete a tua ordem que eu to enviarei.
          Vale, da Tua Majestade, fidelíssimo e obrigadíssimo”.     
             Públio Lêntulus -  L’indizione setima, luna seconda. 
Obs. Publio Lentulus é a reencanação de Emmanuel ao tempo de Jesus, informação revelada pelo próprio Emmanuel no Livro a Dois Mil Anos. Psicografia de Chico Xavier. Ed. FEB

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Que buscais?

“E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais?”
— (JOÃO, capítulo 1, versículo 38.)

A vida em si é conjunto divino de experiências.
Cada existência isolada oferece ao homem o proveito de novos conhecimentos.
A aquisição de valores religiosos, entretanto, é a mais importante de todas, em virtude de constituir o movimento de iluminação definitiva da alma para Deus.
 
Os homens, contudo, estendem a esse departamento divino a sua viciação de sentimentos, no jogo inferior dos interesses egoísticos.
 
Os templos de pedra estão cheios de promessas injustificáveis e de votos absurdos.
 
Muitos devotos entendem encontrar na Divina Providência uma força subornável, eivada de privilégios e preferências. Outros se socorrem do plano espiritual com o propósito de solucionar problemas mesquinhos.
 
Esquecem-se de que o Cristo ensinou e exemplificou.
 
A cruz do Calvário é símbolo vivo.
 
Quem deseja a liberdade precisa obedecer aos desígnios supremos. Sem a compreensão de Jesus, no campo íntimo, associada aos atos de cada dia, a alma será sempre a prisioneira de inferiores preocupações.
 
Ninguém olvide a verdade de que o Cristo se encontra no umbral de todos os templos religiosos do mundo, perguntando, com interesse, aos que entram: “Que buscais?”
 
 
Emmanuel/Chico Xavier. Livro Caminho, Verdade e Vida.

A libertação da borboleta



A doutora Elisabeth Kübler-Ross, psiquiatra de origem suíça, especializou-se em doentes terminais.
Assistindo centenas de crianças que estavam morrendo, ela nos diz que devemos aprender a ouvir.
Ouvir o que a criança expressa verbalmente. E mesmo aquilo que ela transmite pela linguagem não verbal.
Crianças terminais, conta ela, sabem quando vão morrer. E precisam de algum atendimento especial. Atendimento que só o amor incondicional pode dar.
Falando de sua experiência, narra que conheceu um menino que, aos nove anos, se encontrava à beira da morte.
Portador de câncer, desde os três anos de idade, Jeffy nem conseguia mais olhar para as agulhas de injeção.
Tudo era doloroso para ele. No hospital, esperava a morte. O médico sugeriu que se iniciasse uma nova quimioterapia.
Mas o menino pediu: Quero ir para casa, hoje.
Os pais optaram por lhe satisfazer a vontade.
Quando Jeffy chegou em casa, pediu ao pai que descesse da parede da garagem a sua bicicleta.
Durante muito tempo, seu sonho tinha sido andar de bicicleta. O pai a comprara mas, por causa da doença, ele nunca pudera usá-la.
A dificuldade era imensa, até mesmo para se manter em pé. Então Jeffy pedalou a bicicleta com o amparo das rodinhas auxiliares.
Disse que iria dar uma volta no quarteirão e que ninguém o segurasse. Ele desejava fazer aquilo sozinho.
A médica que o acompanhava, a mãe e o pai ficaram ali, um segurando o outro. A vontade era de segui-lo.
Ele era uma criança muito vulnerável. Poderia cair, se machucar, sangrar.
Ele se foi. Uma eternidade depois, ele voltou, o homem mais orgulhoso que se possa ter visto um dia.
Sorria de orelha a orelha. Parecia ter ganho a Medalha de Ouro nas Olimpíadas.
Sereno, pediu ao pai que retirasse as rodinhas auxiliares e levasse a bicicleta para seu quarto. E quando seu irmão chegasse, era para ele subir para falar com ele.
Queria falar com o irmão a sós. Tudo aconteceu como ele pediu.
Ao descer, o irmão recusou-se a dizer aos pais o que haviam conversado.
Uma semana depois, Jeffy morreu. E, na semana seguinte, era o aniversário do irmão. Foi aí que o menino contou o que tinha acontecido naquele dia.
Jeffy lhe dissera que queria ter o prazer de lhe dar pessoalmente sua amada bicicleta.
Não podia esperar mais duas semanas, até o aniversário dele, porque então já teria morrido.
Por isso, a dava agora. Entretanto, havia uma condição: que ele nunca usasse aquelas rodinhas auxiliares, próprias para crianças bem pequenas.
Quando os pais souberam de tudo, sentiram muita tristeza. Uma tristeza sem medo, sem culpa, sem lamentos.
Eles tinham a agradável lembrança do filho dando a sua volta de bicicleta pelo quarteirão.
E mais do que isso: o sorriso feliz no rosto de Jeffy, que foi capaz de conseguir sua grande vitória em algo que a maioria encara como comum.
*   *   *
Dizemos que uma pessoa é como o casulo de uma borboleta. O casulo é o que ela vê no espelho. É apenas uma morada temporária do ser imortal.
Quando esse casulo fica muito danificado, o ser o abandona.
É como a borboleta que se liberta do casulo.
Deixar o ser amado partir sereno só é possível aos corações que amam de forma incondicional e verdadeira.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. O casulo e a borboleta (Jeffy), do livro O túnel e a luz,
de Elisabeth Kübler-Ross, ed. Verus.
Em 12.5.2016.

terça-feira, 12 de abril de 2016

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Salários



“E contentai-vos com o vosso soldo.” — João Batista. (LUCAS, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 14.)

A resposta de João Batista aos soldados, que lhe rogavam esclarecimentos, é modelo de concisão de bom senso.
Muita gente se perde através de inextricáveis labirintos, em virtude da compreensão deficiente acerca dos problemas de remuneração na vida comum.
Operários existem que reclamam salários devidos a ministros, sem cogitarem das graves responsabilidades que, não raro, convertem os administradores do mundo em vítimas da inquietação e da insônia, quando não seja em mártires de representações e banquetes.
Há homens cultos que vendem a paz do lar em troca da dilatação de vencimentos.
Inúmeras pessoas seguem, da mocidade à velhice do corpo, ansiosas e descrentes, enfermas e aflitas, por não se conformarem com os ordenados mensais que as circunstâncias do caminho humano lhes assinalam, dentro dos imperscrutáveis Desígnios.
Não é por demasia de remuneração que a criatura se integrará nos quadros divinos.
Se um homem permanece consciente quanto aos deveres que lhe competem, quanto mais altamente pago, estará mais intranquilo.
Desde muito, esclarece a filosofia popular que para a grande nau surgirá a grande tormenta.
Contentar-se cada servidor com o próprio salário é prova de elevada compreensão, ante a justiça do Todo-Poderoso.
Antes, pois, de analisar o pagamento da Terra, habitua-te a valorizar as concessões do Céu.

​Emmanuel - F.C. Xavier. Livro Pão Nosso.​

segunda-feira, 21 de março de 2016

Mensagem do Dia

Onde estiveres, não percas a oportunidade de semear o bem...
Se a conversa gira em torno de uma pessoa, destaca-lhe as virtudes, recordando que todos ainda nos encontramos muito longe da perfeição.
Se o assunto descamba para comentários maliciosos, à cerca de certos acontecimentos, procura, discretamente, imprimir um novo rumo ao diálogo, sem te julgares superior a quem quer que seja.
Onde estiveres, não permitas que o mal conte com o teu apoio para se propagar...
Se muitos falam em tom de pessimismo sobre os problemas que afligem a Humanidade, demonstra a tua confiança no futuro, recordando aos interlocutores que nada acontece sem a permissão de Deus.
Se outros se transformam em profetas da descrença, quais se fossem eles mesmo os únicos a se salvarem do naufrágio dos valores morais em que o homem se debate neste ocaso de milênio, trabalha com todas as tuas forças na construção de um mundo melhor, porquanto um só exemplo tem mais poder de persuasão sobre as almas do que um milhão de palavras.
Onde estiveres, não te esqueças de que o bem necessita de ti como instrumento para manifestar-se e não cruzes os braços, como se nada tivesses a ver com o que acontece ao teu redor.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro "CONFIA E SERVE", Francisco Cândido Xavier, Carlos A. Baccelli)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Mensagem do Dia 29.02.2016

Quem serve, prossegue

“O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.” – Jesus.
(Marcos, 10:45.)

A Natureza, em toda parte, é um laboratório divino que elege o espírito de serviço por processo normal de evolução.
Os olhos atilados observam a cooperação e o auxílio nas mais comezinhas manifestações dos reinos inferiores.
A cova serve à semente. A semente enriquecerá o homem.
O vento ajuda as flores, permutando-lhes os princípios de vida.
As flores produzirão frutos abençoados.
Os rios confiam-se ao mar. O mar faz a nuvem fecundante.
Por manter a vida humana, no estágio em que se encontra, milhares de animais morrem na Terra, de hora a hora, dando carne e sangue a benefício dos homens.
Infere-se de semelhante luta que o serviço é o preço da caminhada libertadora ou santificante.
A pessoa que se habitua a ser invariavelmente servida em todas as situações, não sabe agir sozinha em situação alguma.
A criatura que serve pelo prazer de ser útil progride sempre e encontra mil recursos dentro de si mesma, na solução de todos os problemas.
A primeira cristaliza-se.
A segunda desenvolve-se.
Quem reclama excessivamente dos outros, por não estimar a movimentação própria na satisfação de necessidades comuns, acaba por escravizar-se aos servidores, estragando o dia quando não encontra alguém que lhe ponha a mesa. Quem aprende a servir, contudo, sabe reduzir todos os embaraços da senda, descobrindo trilhos novos.
Aprendiz do Evangelho que não improvisa a alegria de auxiliar os semelhantes permanece muito longe do verdadeiro discipulado, porquanto, companheiro fiel da Boa Nova, está informado de que Jesus veio para servir e desvela-se, a benefício de todos, até ao fim da luta.
Se há mais alegria em dar que em receber, há mais felicidade em servir que em ser servido.
Quem serve, prossegue…

Emmanuel/Chico Xavier. Livro: Fonte Viva.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

A Espada da Verdade

mensagem de Maria Santíssima

É famosa a máxima crística: “Conhecereis a Verdade e Ela vos fará livres” (1) – livres da escravidão dos medos, dos preconceitos, das dúvidas viciosas, de toda ordem de cativeiro afetivo, intelectual ou mesmo de cunho religioso, nos diabólicos extremismos e dogmatismos que asfixiam e degeneram a legítima Espiritualidade. Em suma, poderíamos traduzir em conceitos mais modernos os Dizeres do Mestre Maior: “Conhecereis a Verdade e Ela vos fará felizes”. O busílis de nossa reflexão, destarte, passa a ser o sentido de Verdade.
JESUS afirmou: “Eu não vim trazer a paz, mas a espada” (2). A espada é um dos mais fortes símbolos concernentes à língua – a dura, retilínea e afiada Voz da Verdade, que, por excelência, não se submete a agradar quem quer que seja, nem se verga a interesses ou ilusões de grupo algum de pessoas ou instituições, não importando quão poderosos. Numa expressão máxima deste significado implícito da lâmina, como a Voz de DEUS para a Terra, no Apocalipse, uma aguda espada sai da boca do Cristo, conforme visão atribuída a João Evangelista. (3)
O Redentor veio trazer o conflito que amadurece, a divisão de famílias e comunidades, para a seleção evolutiva, de acordo com a sintonia de valores, interesses, grau de espiritualidade. Por isso, Ele também asseverou que, quando chegasse a uma casa, poria três contra dois e dois contra três. (4)
Não se confunda meiguice e doçura com signos objetivos de bondade, nem complexo de vítima com inocência. O Espírito da Verdade, em Seus Evangelhos, advertiu, farta e veementemente, que esses padrões psicológicos quase sempre retratam hipocrisia e maldade dissimulada.
A pureza de coração e o alinhamento genuíno com o Domínio Sublime de Consciência necessariamente passam pelos filtros da Luz Divina do Verbo Supremo (que golpeia o orgulho) e são a posteriori testados (e assim confirmados) pela Espada Mística que fere o ego e suas pretensões de superioridade, virtude ou santidade.
Eis o grande drama humano, nesse campo essencial da Alma e da Vida, exponencialmente potencializado na atual Era da Informação: confundir, muito facilmente, a voz da consciência com hipnoses culturais, familiares, acadêmicas, profissionais, religiosas…
Como, então, numa civilização impregnada de tanto relativismo, contradição e cinismo, encontrar as vozes que representam esta Voz Sublime? JESUS revelou um indicativo claro: Seus discípulos autênticos seriam reconhecidos por inequívocos Sinais do Céu. Parafraseando o Cristo novamente, deixamos, pois, um grave alerta-concitação aos(às) que recebem nossa Mensagem: “Quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir, que veja, que ouça…” (5)

Espírito Eugênia-Aspásia
Em Nome de MARIA SANTÍSSIMA
Médium: Benjamin Teixeira de Aguiar
New Fairfield, Connecticut, EUA
5 de dezembro de 2015
(1) João, 8:32
(2) Mateus, 10:34; Lucas, 12:51
(3) Apocalipse, 19:15

(4) Lucas, 12:52
(5) Mateus, 13:9 e 13:17

Fonte: http://www.saltoquantico.com.br/2015/12/07/a-espada-da-verdade/?utm_source=Assinantes+Newsletter+Salto+Quantico+-+Yahoo+Groups&utm_campaign=e3320cdf30-Envio_Diario_Mailchimp&utm_medium=email&utm_term=0_30b77c6b88-e3320cdf30-321797249

Mensagem do Dia 19/01/2016

Guardemos o cuidado

“… mas nada é puro para os contaminados e infiéis.” –Paulo. (Tito, 1:15.)

O homem enxerga sempre através da visão interior.
Com as cores que usa por dentro, julga os aspectos de fora.
Pelo que sente, examina os sentimentos alheios.
Na conduta dos outros, supõe encontrar os meios e fins das ações que lhe são peculiares.
Daí o imperativo de grande vigilância para que a nossa consciência não se contamine pelo mal.
Quando a sombra vagueia em nossa mente, não vislumbramos senão sombras em toda parte.
Junto das manifestações do amor mais puro, imaginamos alucinações carnais.
Se encontramos um companheiro trajado com louvável apuro,pensamos em vaidade.
Ante o amigo chamado à carreira pública, mentalizamos a tirania política.
Se o vizinho sabe economizar com perfeito aproveitamento da oportunidade, fixamo-lo com desconfiança e costumamos tecer longas reflexões em torno de apropriações indébitas.
Quando ouvimos um amigo na defesa justa, usando a energia que lhe compete, relegamo-lo, de imediato, à categoria dos intratáveis.
Quando a treva se estende, na intimidade de nossa vida, deploráveis alterações nos atingem os pensamentos.
Virtudes, nessas circunstâncias, jamais são vistas. Os males, contudo, sobram sempre.
Os mais largos gestos de bênção recebem lastimáveis interpretações.
Guardemos cuidado toda vez que formos visitados pela inveja, pelo ciúme, pela suspeita ou pela maledicência.
Casos intrincados existem nos quais o silêncio é o remédio bendito e eficaz, porque, sem dúvida, cada espírito observa o caminho ou o caminheiro, segundo a visão clara ou escura de que dispõe. 
 
Emmanuel/Chico Xavier. Livro: Fonte Viva.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016