segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Doação de férias


As férias são um período de descanso de uma atividade constante, geralmente trabalho ou aulas, variando a duração, de acordo com a legislação de cada país.
A palavra vem do latim feria, singular de feriae, que significava, entre os romanos, o dia em que não se trabalhava por prescrição religiosa.
A palavra latina encontra-se também na denominação dos dias da semana do calendário elaborado pelo Imperador romano Constantino, no século III d.C.: prima feria, secunda feria. A língua portuguesa foi a única a manter a palavra feira nos nomes dos dias da semana.
Importante é que férias são sempre muito aguardadas, seja pelos profissionais, como pelos estudantes ou servidores de qualquer ordem.
Aguardadas, programadas, por vezes, com meses de antecedência.
Estudantes esperam férias para retornarem às suas cidades de origem, ao convívio com a família.
Pais aguardam férias para viajarem com os filhos; profissionais as esperam para terem descanso físico e mental de atividades, por vezes, estafantes, desgastantes.
Por isso é que surpreende a notícia de que funcionários de uma fábrica de cristais, na França, doaram suas férias para um colega de trabalho poder cuidar da filha, que foi diagnosticada com câncer.
Jonathan Dupré estava tendo dificuldades em conciliar seus compromissos profissionais e as idas ao médico, para levar a filha de apenas cinco anos.
Sensibilizados pela situação, seus colegas se reuniram com o dono da fábrica e com o gerente de recursos humanos, para negociar suas próprias férias em favor de Dupré.
Dessa maneira, esse pai poderá folgar por trezentos e cinquenta dias ou seja, um ano. Será o suficiente para ele levar a menina para as sessões de quimioterapia, que acontecem desde dezembro de 2014, quando ela fez a cirurgia para a extração de um tumor de treze centímetros num dos rins.
O gesto se tornou possível porque a França outorgou uma lei que permite que funcionários doem dias de férias a colegas, desde que isso seja aprovado pela diretoria da empresa.
O câncer da menina está em remissão, mas o tratamento ainda tem algumas etapas a serem cumpridas.
O pai se declarou muito emocionado com o gesto de solidariedade. O que se constituía uma grande dificuldade, teve solução, graças à generosidade e desprendimento de seus colegas.
*   *   *
Exemplos dessa natureza nos levam a questionar: se a lei trabalhista brasileira permitisse, teríamos nós essa mesma disposição de abdicar do gozo de vinte ou trinta dias de férias, em favor de um colega com dificuldade?
Teríamos a capacidade de renunciar a uma viagem de passeio, ao lazer esperado durante um ano inteiro?
De toda forma, gestos como esses merecem ampla divulgação porque demonstram, ao contrário do que apregoam pessimistas de plantão, que o mundo está melhor, que pessoas se importam com o seu semelhante;
Que, de forma desprendida, o homem se doa em favor de outro coração sofrido e angustiado.
Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com fato extraído
Em 28.12.2015.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Natal

Rememorando o Natal, lembramo-nos de que Jesus é o Suprimento Divino à Necessidade Humana.
Para o Sofrimento, é o Consolo;
Para a Aflição, é a Esperança;
Para a Tristeza, é o Bom Ânimo;
Para o Desespero, é a Fé Viva;
Para o Desequilíbrio, é o Reajuste;
Para o Orgulho, é a Humildade;
Para a Violência, é a Tolerância;
Para a Vaidade, é a Singeleza;
Para a Ofensa, é a Compreensão;
Para a discórdia, é a Paz;
Para o egoísmo, é a Renúncia;
Para a ambição, é o Sacrifício;
Para a Ignorância, é o Esclarecimento;
Para a Inconformação, é a Serenidade;
Para a Dor, é a Paciência;
Para a Angústia, é o Bálsamo;
Para a Ilusão, é a Verdade;
Para a Morte, é a Ressurreição.
Se nos propomos, assim, aceitar o Cristo por Mestre e Senhor de nossos caminhos, é imprescindível recordar que o seu Apostolado não veio para os sãos e, sim, para os antigos doentes da Terra, entre os quais nos alistamos...
Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo, façamos de nosso coração uma luz que possa inflamar-se ao toque de seu infinito amor, cada dia, a fim de que nossa tarefa ilumine com Ele a milenária estrada de nossas experiências, expulsando as sombras de nossos velhos enganos e despertando-nos o espírito para a glória
imperecível da Vida Eterna.
(Do livro "Os Dois Maiores Amores" - Francisco C. Xavier - Autores Diversos)

COM JESUS
A renúncia será um privilégio para você.
O sofrimento glorificará sua vida.
A prova dilatará seus poderes.
O trabalho constituirá título de confiança em seu caminho.
O sacrifício sublimará seus impulsos.
A enfermidade do corpo será remédio salutar para a sua alma.
A calúnia lhe honrará a tarefa.
A perseguição será motivo para que você abençoe a muitos.
A angústia purificará suas esperanças.
O mal convocará seu espírito à prática do bem.
O ódio desafiar-lhe-á o coração aos testemunhos de amor.
A Terra, com os seus contrastes e renovações incessantes, representará bendita escola de aprimoramento individual, em cujas lições purificadoras deixará você o egoísmo para sempre esmagado.

(AGENDA CRISTÃ, 39, FCXavier, FEB)

PRIVILÉGIOS CRISTÃOS
Manter suprema fidelidade a Deus.
Olvidar os próprios desejos, atendendo aos Superiores Desígnios.
Humilhar-se para que a mão do Senhor seja exaltada.
Conquistar a si mesmo.
Renunciar com alegria, em benefício dos outros.
Retirar lucros eternos de perdas temporárias.
Trabalhar na construção do Reino Divino.
Esperar quando outros desesperam.
Penetrar o templo do silêncio, em meio do vozerio.
Guardar a fé, acima da tormenta de dúvidas.
Calar a tempo, de modo a não ferir.
Falar com proveito.
Ouvir o Divino Amigo em plena solidão.
Servir sem recompensa.
Suportar com valor a própria cruz.
Sofrer, aprendendo e aproveitando.
Amar sem exigências.
Ajudar em segredo.
Semear com o Cristo, desapegando-nos dos resultados.
Encontrar irmãos em toda parte.
Cultivar o prazer de ser útil.
Discernir o justo valor das causas e das coisas.
Santificar o mal.
Amparar com sinceridade os que erram.
Perdoar quantas vezes for necessário.
Superar os obstáculos.
Conservar a jovialidade e a doçura.
Sustentar o bom ânimo.
Desprender-se dos enganos do mundo, antes que o mundo nos desengane.
Perseverar no bem até ao fim.

(AGENDA CRISTÃ, 3, FCXavier, FEB)

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​ Caros amigos, semana próxima estarei em recesso, portanto, enviei os textos acima para a reflexão de todos. Meus sinceros votos de Felicidade a Todos. Paz, Saúde, Harmonia, e tudo mais de bom para todos nós.
E que o Mestre dos mestres continue a nos iluminar a jornada.
Paz com Jesus.​

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Más palestras

Não vos enganeis; as más conversações corrompem os bons costumes.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 15, VERSÍCULO 33.)
A conversação menos digna deixa sempre o traço da inferioridade por onde passou. A atmosfera de desconfiança substitui, imediatamente, o clima da serenidade, o veneno de investigações doentias espalha-se com rapidez. Depois da conversação indigna, há sempre menos sinceridade e menor expressão de força fraterna. Em seu berço ignominioso, nascem os fantasmas da calúnia que escorregam por entre criaturas santamente intencionadas, tentando a destruição de lares honestos; surgem as preocupações inferiores que espiam de longe, enegrecendo atitudes respeitáveis; emerge a curiosidade criminosa, que comparece onde não é chamada, emitindo opiniões desabridas, induzindo os que a ouvem à mentira e àdemência.
A má conversação corrompe os pensamentos mais dignos. As palestras proveitosas sofrem-lhe, em todos os lugares, a perseguição implacável, e imprescindível se torna manter-se o homem em guarda contra o seu assédio insistente e destruidor.
Quando o coração se entregou a Jesus, é muito fácil controlar os assuntos e eliminar as palavras aviltantes.
Examina sempre as sugestões verbais que te cercam no caminho diário. Trouxeram-te denúncias, más notícias, futilidades, relatórios malsãos da vida alheia? Observa como ages. Em todas as ocasiões, há recurso para retificares amorosamente, porqüanto podes renovar todo esse material, em Jesus-Cristo.
Emmanuel/Chico Xavier. Pão Nosso.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Quando foi que esquecemos?


 
 
Em entrevista, uma jovem contou que tinha uns sete anos quando foi com sua mãe ao mercadinho perto de casa. Enquanto a mãe fazia as compras, ela, menina, escondeu um doce de leite no bolso.
Na saída, sentindo-se a garota mais esperta do mundo, mostrou o doce e disse: Olha, peguei sem pagar.
O que ela recebeu de retorno foi um olhar severo. E, logo, a mãe a tomou pela mão, retornou ao mercado, fê-la devolver o que pegara e pedir desculpas.
A garota chorou demais. Sentiu-se morrer de vergonha. Entretanto, arrematou, concluindo:Isso me ensinou o valor da honestidade.
*   *   *
É possível que vários de nós tenhamos tido experiência semelhante. Por isso, indagamos: Quando foi que deletamos a mensagem materna? O que nos fez esquecer o ensino da infância?
A infância é o período em que o Espírito, reencarnado em nova roupagem corpórea, se apresenta maleável à reconstrução do seu eu.
É o período em que as falas dos pais têm peso porque, afinal, eles sabem tudo.
Mirar-se no exemplo dos pais é comum, considerando que, no processo de educação, os exemplos falam muito mais alto do que as palavras.
Por que, então, deixamos para trás as lições nobres? Quantos de nós, ainda, tivemos professores que iam muito além do dever e que insistiam para que fôssemos responsáveis, corretos?
Criaturas que se devotavam, ensinando com o próprio exemplo, as lições da gentileza no trato, a hombridade, o valor da palavra empenhada.
Se todos nós viemos de um lar, o que nos fez desprezar a honra, a honestidade e tantos de nós nos transformarmos em políticos corruptos, em maus profissionais, em seres que somente pensam em si mesmos?
Hora de evocar lembranças, de retornar aos anos do lar paterno e permitir-nos a reprise das lições.
Não pegue nada que não lhe pertença.
Se achar um objeto, procure o dono porque ele deve estar sentindo falta dele.
Respeite o seu semelhante, o seu espaço, a sua propriedade.
Os bens públicos são do povo e todos devem ser com eles beneficiados. A ninguém cabe tomar para si o que deve ser bem geral.                               
Digno é o trabalhador do seu salário.
Respeite a servidora doméstica, o carteiro, o lixeiro. São valorosos contribuintes das nossas vidas.
Lembre de agradecer com palavras e delicados mimos extemporâneos o trabalho diligente dessas mãos.
Cumprimente as pessoas. Sorria. Ceda seu lugar, no coletivo, ao idoso, ao portador de necessidades especiais, à grávida, a quem carrega pequenos nos braços.
Ceda a vez no trânsito, aguarde um segundo a mais o pedestre concluir a travessia, antes de arrancar com velocidade, somente porque o sinal abriu.
*   *   *
As leis são criadas para que, obedecendo-as, vivamos melhor em sociedade.
Mas gentileza não está normatizada.
Honestidade é virtude de quem respeita a si mesmo, ao outro, ao mundo.
Pensemos nisso. Façamos um retorno à infância, pelos dias dos bancos escolares, lembremos dos nossos pais, dos mestres, das suas exortações.
E refaçamos o passo. O mundo do amanhã aguarda nossa correta ação, agora, ainda hoje.
 
Redação do Momento Espírita, com citação de narrativa do artigo Como nossos pais, de Jaqueline Li, Jéssica Martineli, Rafaela Carvalho
 e Rita Loiola, da revista Sorria, de outubro/novembro/2012, ed. MOL.
Em 4.8.2015.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Deus Te Sustentará.


"Se alguém cria meios de fazer-te chorar e procuras sorrir, em auxílio aos outros que necessitam de ti, Deus te revestirá de forças novas, a fim de que a paz esteja contigo..."

Se alguém te engana e perdoas a esse alguém, sem pedir contas, Deus te fortalecerá na jornada para a frente...
Se alguém cria meios de fazer-te chorar e procuras sorrir, em auxílio aos outros que necessitam de ti, Deus te revestirá de forças novas, a fim de que a paz esteja contigo.
Se alguém se te atravessa no caminho, apropriando-se de vantagens que talvez viessem a pertencer-te e sabes olvidar aborrecimentos e prejuízos em favor do contentamento alheio, Deus te guiará para conquistas mais valiosas.
Se alguém te censura, injustamente, e consegues esquecer azedumes e agravos, Deus te garantirá com energias novas para que prossigas em serviço, dissipando a sombra em que te buscam envolver.
Se alguém duvida de tua sinceridade e continuas servindo por amor a todos aqueles que confiam em ti, Deus te fará justiça no momento oportuno.
Se alguém te subtrai a estima e a presença daqueles que mais amas e aceitas a prova, compreendendo que os entes queridos podem ser felizes sem o teu devotamento. Deus te anestesiará o coração, a fim de que continues caminhando no rumo de alegrias maiores e mais belas do que quantas já conheceste.
À frente de quaisquer forças negativas, pensa no bem, desculpa e esquece, empenhando-te a construir e reconstruir em favor do melhor...
Ama compreendendo, para que possas realmente servir.
Em qualquer circunstância, recorda que Deus não nos abandona.
A cada novo dia, entrega-te a Deus e Deus te sustentará.

(Do livro "Tempo de Luz", Emmanuel, Francisco C. Xavier)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Na Terra


Na Terra, Deus nos concede o corpo, através de pais amigos.
Entretanto... Cada um de nós se lhe faz inquilino temporário em regime de responsabilidade.
Deus nos proporciona a riqueza das horas pela contabilidade do Tempo.
Entretanto... Cada criatura, em momento oportuno, apresentará o relatório dos próprios dias.
Deus nos oferta os laços afetivos pelos princípios da afinidade.
Entretanto... Podemos valorizá-los ou não, conforme o nosso próprio arbítrio.
Deus nos concede a propriedade, por intermédio das leis organizadas pelos próprios homens.
Entretanto... Daremos conta do usufruto respectivo.
Deus nos oferece as sementes pelos recursos da Natureza.
Entretanto... Plantio e colheita são sempre de nossa escolha.
Deus nos confia o dinheiro, através do trabalho ou da generosidade alheia.
Entretanto... Somos responsáveis pela aplicação da finança que nos seja creditada.
Deus nos habilita para a eficiência com máquinas diversas, por meio da própria inteligência humana.
Entretanto... Compete a nós outros a programação e a condução delas.
Em suma, toda criação e doação das vantagens de que dispomos procedem de Deus.
Entretanto, é justo reconhecer que todos os êxitos e problemas da utilização pertencem a nós.
ANDRÉ LUIZ
Do livro "Vida em Vida", André Luiz (Espírito), Francisco C. Xavier (psicografia)
NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier
e suas respectivas editoras:
http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Pelas obras

“E que os tenhais em grande estima e amor por causa da sua obra.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:13.)

Esta passagem de Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, é singularmente expressiva para a nossa luta cotidiana.
Todos experimentamos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista.
Nosso devotamento é sempre caloroso para quantos nos esposem os modos de ver, os hábitos enraizados e os princípios sociais; todavia, nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas diretrizes as mais elogiáveis.
Daí procede o impositivo de desintegração da concha do nosso egoísmo para dedicarmos nossa amizade e respeito aos companheiros, não pela servidão afetiva com que se liguem ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se norteiam em favor do bem comum.
Se amamos alguém tão-só pela beleza física, é provável encontremos amanhã o objeto de nossa afeição a caminho do monturo.
Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é possível esteja ele em aflitiva mudez, dentro em breve.
Se nos consagramos a determinada criatura só porque nos obedeça cegamente, é provável estejamos provocando a queda de outros nos mesmos erros em que temos incidido tantas vezes.
É imprescindível aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançarmos no rumo da vida superior.
Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos, porque, um dia, compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda conosco, mas é sempre aquele que concorda com o Senhor, colaborando com ele, na melhoria da vida, dentro e fora de nós.
Do Livro Fonte Viva - Emmanuel/Chico Xavier.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Instruções finais

Bom-dia! queridos irmãos


Quando atenderes a um desses pequeninos é a mim que atendes
 “(...) Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e Se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: entendeis o que vos tenho feito?”  (João 13:12)

Remontando à cena da última ceia de Jesus com Seus discípulos vamos encontrá-los celebrando a festividade que comemorava a fuga do povo hebreu do Egito. Era um momento de aconchego com Jesus, em que reinavam a confiança e a tranquilidade, estando, a maioria deles, felizes naquele instante em que se dedicavam ao convívio com o Mestre, pois podiam ouvi-Lo e compartilhar de Sua presença calorosa.
Prevendo os fatos dolorosos que se seguiriam àquela festividade, no intuito de deixar mais uma lição, não só para aqueles que desfrutavam de Sua companhia naquele momento, mas também para a posteridade, Jesus levantou-Se e retirou Sua capa, cingindo-Se[1] com uma toalha, como era típico dos serviçais das casas nobres da época, e começou a lavar os pés dos discípulos, fato que gerou surpresa, diante do não entendimento do significado daquela atitude. Pedro chegou mesmo a afirmar que jamais permitiria que o Mestre lhe lavasse os pés, pois, para ele, isso era inadmissível. Jesus, no entanto, responde: “se eu não te lavar, não terás parte comigo”[2]. Diante dessa afirmativa, dita com tanta ênfase e autoridade, Pedro permite que aquele ato se concretizasse, de acordo com a vontade do Mestre.
Voltando, em seguida ao seu lugar, Jesus continuou Sua exemplificação, e ofereceu a todos o pão e o vinho, para que todos se alimentassem, completando a ação com as belíssimas palavras: “Fazei isso em memória de mim”[3].
Muito significativa é a resposta de Jesus a Pedro, pois esta indicava que, para se ter parte com o Mestre, deve o verdadeiro discípulo aceitar as situações que se lhe apresentarem durante sua vida, por mais absurdas que possam parecer.  Porém, o homem que só consegue raciocinar as coisas do Céu através das coisas da Terra, logo materializou o ensinamento em um ato simbólico, buscando simplificar e possibilitar a sua prática, imaginando, dessa forma, poder ter parte com Jesus, pelo simples cumprimento de uma formalidade. A pergunta feita por Jesus continua vibrando: “Entendeis o que vos tenho feito?”
Na faixa de evolução em que nos encontramos, o ser humano necessita ainda representar o ensino do Mestre em algo palpável, para que possa ser realizado sem maior dificuldade. Mas a simbologia do ato transcende quaisquer ações materialistas, exigindo-nos maior grau de raciocínio e entendimento: Jesus é um Mestre de ação. Usava a palavra para comunicar, no entanto agia sempre em consonância com Sua fala, demonstrando, pelo exemplo, aquilo que ensinava. Dessa maneira, devemos sempre procurar a significação maior, mais ampla, nos menores atos praticados por Ele, para encontrarmos o verdadeiro ensinamento.
Nessa passagem há a exemplificação da necessidade do servir, reforçando o mandamento que todo cristão deve ter como lema: “que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”[4]. Porquanto, ser um servidor é corresponder ao padrão que Jesus indicou para Seus seguidores: “Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros.”[5], ensino profundo que deve ser observado por todos, indistintamente...
O Divino Mestre deixa como exemplificação máxima a humildade, indicando-nos que essa deve ser a opção do verdadeiro cristão, que será reconhecido por sua capacidade de desprendimento. Deixa, às vésperas do encerramento de Sua missão terrena, a mensagem do servir àqueles que nos rodeiam, pois todos somos irmãos em Cristo. Esse ensino assume, no entanto, maior significância para o espírita convicto, pois está devidamente esclarecido sobre o mundo espiritual, devendo essa sua capacidade de servir estender-se além dos limites do mundo corpóreo.
No entanto, o exercício da humildade é uma tarefa muito difícil, como bem o sabemos, pois nosso orgulho grita com voz insidiosa para buscarmos primeiramente os próprios interesses, em detrimento do auxílio ao nosso próximo. Ainda, a maioria de nós tem muito mais o desejo de ser servido. Queremos ser recompensados e receber as pompas a que acreditamos ter direito. Consequentemente, ousamos colocar Jesus, e Seus mensageiros, na posição de nossos serviçais, exigindo que nos atendam em todos os nossos desejos, por mais mesquinhos que estes possam ser, constituindo-se essa atitude, em essência, uma total subversão de Seu ensinamento.
Após ter sofrido o doloroso peso da ignorância humana, Jesus ressurge resplendente, primeiro a Maria de Magdala, e, no mesmo dia, segundo relata-nos o Evangelho de Lucas (24:13), aparece a dois de Seus discípulos no caminho de Emaús. Estes não O reconheceram de imediato. Conversaram por todo o caminho, contando estes, ao peregrino estranho, o que ocorrera em Jerusalém naqueles dias, e o Mestre, ensinando-lhes uma vez mais, relembrava-os de tudo que já havia sido previsto a respeito da vinda do Messias, citando Moisés e os profetas.
O reconhecimento só aconteceu quando os viajantes, já assentados à mesa da refeição, percebem a presença do Mestre quando Este, ao repartir o pão, serve-o aos companheiros de viagem. Gostaríamos de reforçar que Jesus só foi reconhecido quando serviu aos discípulos.
Será que reconhecemos o Cristo quando se apresenta em nossas vidas?!
Ele está ao nosso lado verdadeiramente, através de Seus ensinos, mas, com frequência, não O reconhecemos. Revela-se o Divino Amigo em nossas vidas toda vez que temos a oportunidade de lavar os pés de nosso próximo, ou seja, atender aos necessitados, amparar o que está desiludido, orientar aqueles que andam pelas trevas do erro e do desespero.
Tal qual os discípulos da cena imorredoura de Emaús, não enxergamos o Cristo, pois estamos enceguecidos pelo nosso orgulho e vaidade, pelo egoísmo que nos impede de reconhecê-LO nos necessitados que se aproximam de nós. Nossa visão está turvada pelos intensos apelos da nossa inferioridade espiritual, que nos impede de perceber que nunca estamos sozinhos, e que as dificuldades do caminho nada mais são do que oportunidades para o exercício do mandamento que Jesus nos deixou: “amai o vosso próximo como a vós mesmos”.
Praticar a caridade é o melhor meio de servirmos ao nosso próximo, pois esta é o amor vivido e verdadeiro; amor que não cobra e não espera recompensa... O verdadeiro amor apenas dá e compreende as dificuldades do outro até para, eventualmente, poder receber.
Paulo de Tarso, o apóstolo dos gentios, conclama-nos: “sede meus imitadores, como também eu, de Cristo”.[6] Imitar o Cristo significa não se restringir a atos mecânicos, mas sim, fundamentalmente, exercitar o amor sincero no serviço àqueles que compartilham o nosso caminho. Somente assim seremos reconhecidos por Jesus como Seus verdadeiros seguidores. “Fazei isso em memória de mim!”


[1] Cingir: Amarrar em volta da cintura.

[2] João 13:8.

[3] Lucas 22:19.

[4] João 13:34.

[5] João 13:14.

[6] I Coríntios 11:1.


             Paulo Oliveira

terça-feira, 26 de maio de 2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O renascer e os pacificadores

“Pequeno erro de cálculo pode trair o equilíbrio de um edifício inteiro. Eis por que em se despojando alguém de algum patrimônio material, a benefício dos outros, não se esqueça também de desintegrar, em derredor dos próprios passos, os velhos envoltórios do rancor, do capricho doentio, do julgamento apressado ou da leviandade criminosa, dentro dos quais afivelamos pesada máscara ao rosto, de modo a parecer o que não somos.” (XAVIER, F. C. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Item nº 147.)

Não é tão simples como pensamos o julgamento dos nossos próprios atos, pois tendemos a nos considerar muito melhores do que o somos em relação às outras pessoas. Sabendo disso, Jesus recomenda: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mateus, 7:1-3). Ou seja, se tendemos a ser severos para com as atitudes alheias e generosos em relação aos nossos próprios atos, não é bem assim que nos vê o olhar alheio.
Trazemos conosco, de tempos imemoriais, não poucos defeitos morais, como os citados pelo Espírito Emmanuel, todos derivados unicamente do egoísmo, a origem de todas as nossas imperfeições morais. O egoísta, por se considerar superior ao seu próximo, reivindica para si todas as atenções. Se é atleta, ainda que não possua o mesmo preparo físico do seu concorrente, sente-se injustiçado, se não pela humanidade, por Deus ou pela natureza, quando é superado por aquele. Daí surgir a inveja em seu sentimento, por não suportar o sucesso do outro. Se participa de um grupo de pesquisa e seu colega se sobressai, em alguma nova contribuição científica, em virtude de melhor preparo intelectual, fruto de muito maior dedicação do que a sua, é levado pelo despeito e, já que não pode ocupar o lugar de destaque do outro, empenha todos os seus sentimentos mesquinhos para empanar o brilho que não pôde alcançar. É quando surge a nossa maledicência leviana e, mesmo, criminosa, como afirma Emmanuel.
Como não podemos ser ou ter o que desejamos o que o outro possui ou é, julgamos que, destruindo-o, conseguiremos tomar-lhe o lugar. E assim por diante, vamos dando vazão às nossas ambições de conquista de algo imerecido, ao longo de muitas vidas, sofrendo, consequentemente, pela lei de causa e efeito, ou de ação e reação, as correções de nosso Pai amoroso, cujas leis são todas voltadas para o nosso bem, ainda que se nos pareçam amargo remédio.
Criados simples e ignorantes, como nos informam os Espíritos superiores n’O Livro dos Espíritos, à medida que nos instruímos, percebemos a presença da Lei de Deus em nossa consciência, a clamar insistentemente: “Caim, o que fizeste do teu irmão?”. Durante algum tempo, fingimos não ouvir tal apelo; mas ele está lá, no âmago do nosso ser, implacável, insistente... Até o dia em que, não suportando mais esse apelo, retornamos à vida espiritual cheios de remorsos e vontade de reparar nossos erros, por constatarmos que, ali, ninguém engana ninguém, muito menos a si mesmo.
De início, sentimos queimar, dentro de nós mesmos, o fogo do remorso, da raiva e clamamos, em altos brados, por misericórdia, nas zonas umbralinas ou de trevas do plano espiritual. Entretanto, enquanto nosso arrependimento não for sincero e não fizermos o sincero propósito de retificar nossos caminhos equivocados, não seremos socorridos. Chega, por fim, após inauditos sofrimentos, o dia em que nossos apelos são percebidos como sinceros, pelos embaixadores divinos. Então pedimos a Deus, humildemente, uma nova chance. É quando Ele nos diz, pela voz dos arautos do Evangelho do Cristo, ser necessário:
Renascer
É necessário renascer do espírito,
Para de vez vencer a má tendência,
E nunca mais fazer da norma o grito,
E em seu lugar usar a paciência.
A calma é sempre bem maior que o atrito,
Quem cala evita a vã maledicência
Do infeliz coitado, pobre aflito,
Que não percebe o mal em sua essência.
Quem se acomoda então no velho drama
De reviver no mal teimosamente
Transforma em treva o crepitar da chama.
Quem não age no bem só sofre e clama
Até compreender, humildemente,
Que a paz é a virtude de quem ama.
Agora, sim, tudo começa a ficar claro para nós. Se, antes, desejáramos ser amados, e nesse desejo nos julgávamos merecedores dos créditos e títulos alheios, agora sabemos que a verdadeira felicidade está em amar e servir, incondicionalmente, o nosso próximo, para fazer jus ao título de pacificadores. E “bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus, 5:9).


            Jorge Leite de Oliveira

segunda-feira, 20 de abril de 2015

LEMBRANDO ALLAN KARDEC


Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos). Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Doutrina Escola. Lição nº 05. Página 29.
Mensagem recebida em 22.09.1942. Lida aos 03.10.1942, durante a 3ª Concentração Espírita de São Paulo, no Ginásio do Pacaembu.

Depois de se dirigir aos numerosos missionários da Ciência e da Filosofia, destinados à renovação do pensamento do mundo no século XIX, o Mestre aproximou-se do abnegado João Huss e falou, generosamente:
- Não serás portador de invenções novas, não te deterás no problema de comodidade material à civilização, nem receberás a mordomia do dinheiro ou da autoridade temporal, mas deponho-te nas mãos a tarefa sublime de levantar corações e consciências.
A assembléia de orientadores das atividades terrestres estava comovida. E ao passo que o antigo campeão da verdade e do bem se sentia alarmado de santas comoções, Jesus continuava.
- Preparam-se os círculos da vida planetária a grandes transformações nos domínios do pensamento. Imenso número de trabalhadores no mundo, desprezando o sentido evolucionário da vida, crê na revolução e nos seus princípios destruidores, organizando-lhe movimentos homicidas. Em breve, não obstante nossa assistência desvelada, que neutralizará os desastres maiores, a miséria e o morticínio se levantarão no seio de coletividades invigilantes. A tirania campeará na Terra, em nome da liberdade, cabeças rolarão nas praças públicas em nome da paz, como se o direito e a independência fossem frutos da opressão e da morte. Alguns condutores do pensamento, desvairados de personalismo destruidor, convertem a época de transição do orbe em turbilhão revolucionário, envenenando o espírito dos povos. O sacerdócio organizado em bases econômicas não pode impedir catástrofe. A Filosofia e a Ciência intoxicaram as próprias fontes de ação e conhecimento!...
É indispensável estabelecer providências que amparem a fé, preservando os tesouros religiosos da criatura. Confio-te a sublime tarefa de reacender as lâmpadas da esperança no coração da humanidade.
O Evangelho do Amor permanece eclipsado no jogo de ambições desmedidas dos homens viciosos!...
Vai, meu amigo. Abrirás novos caminhos à sagrada aspiração das almas, descerrando a pesada cortina de sombras que vem absorvendo a mente humana. Na restauração da verdade, no entanto, não esperes os louros do mundo, nem a compreensão de teus contemporâneos.
Meus enviados não nascem na Terra para serem servidos, mas por atenderem às necessidades das criaturas. Não recebem palmas e homenagens, facilidades e vantagens terrestres, contudo, minha paz os fortalece e levanta-os, cada dia... Muitas vezes, não conhecem senão a dificuldade, o obstáculo, o infortúnio, e não encontram outro refúgio além do deserto. É preciso, porém, erigir o santuário da fé e caminhar sem repouso, apesar de perseguições, pedradas, cruzes e lágrimas!...
Ante a emoção dos trabalhadores do progresso cultural do orbe terrestre, o abnegado João Huss recebeu, a elevada missão que lhe era conferida, revelando a nobreza do servo fiel, entre júbilos de reconhecimento.
Daí a algum tempo, no albor do século XIX, nascia Allan Kardec em Lyon, por trazer a divina mensagem.
Espírito devotado, jamais olvidou o compromisso sublime. Não encontrou escolas de preparação espiritual, mas nunca menosprezou o manancial de recursos que trazia em si mesmo. E, como se quisera demonstrar que as fontes do profetismo devem manar de todas as regiões da vida para sustentáculo e iluminação do espírito eterno, embora no quadro dos grandes homens do pensamento, estimou desferir os primeiros vôos de sua missão divina na zona comum onde permanece a generalidade das criaturas.
Consoante a previsão do Cristo, a Revolução Francesa preparara com sangue o império das guerras napoleônicas.
Enquanto os operários da cultura moderna lançavam novas bases ao edifício do progresso mundial, o grande missionário, sem qualquer preocupação de recompensa ou exibicionismo, dá cumprimento à tarefa sublime.
E foi assim que o século XIX, que recebeu a navegação a vapor, a locomotiva, a eletrotipia, o telégrafo, o telefone, a fotografia, o cabo submarino, a anestesia, a turbina a vapor, o fonógrafo, a máquina de escrever, a luz elétrica, o sismógrafo, a linotipo, o radium, o cinematógrafo e o automóvel, tornou-se receptor da Divina Luz da Revivescência do Evangelho.
O discípulo dedicado rasgou os horizontes estreitos do ceticismo e o plano invisível encontrou novo canal a fim de projetar-se no mundo, atenuando-lhe as sombras densas e renovando as bases da fé.
Alguns dos companheiros de luta espiritual, embora em seguida às hostilidades do meio, recebiam aplausos do mundo e proteção de governos prestigiosos, mas emissário de Jesus, no deserto das grandes cidades, trabalhava em silêncio, suportando calúnias e zombarias, vencendo dificuldades e incompreensões.
Ao fim da laboriosa tarefa, o trabalhador fiel triunfara.
Em breve, a Doutrina Consoladora dos Espíritos iluminava corações e consciências, nos mais diversos pontos do globo.
É que Allan Kardec, se viera dos círculos mais elevados dos processos educativos do mundo, não esquecera a necessidade de sabedoria espiritual.
Discípulo eminente de professores consagrados, como Pestalozzi, não esqueceu a ascendência do Cristo.
Trabalhador no serviço da redenção, compreendeu que não viera à Terra por atender a caprichos individuais e sim aos poderes superiores da vida.
Sua exemplificação é um programa e um símbolo.
Conquistando a auréola dos missionários vitoriosos, não se incorporou à galeria dos grandes do mundo, por que apenas indicasse o caminho salvador à humanidade terrestre.
Allan Kardec não somente Pregou a Doutrina Consoladora; Viveu-a.
Não foi um Simples Codificador de Princípios, mas um Fiel Servidor de Jesus e dos Homens.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

3º CONGRESSO ESPÍRITA DO DF

                             Newsletter | Fevereiro 2015

3º CONGRESSO ESPÍRITA DO DF


 


Paz não é inércia



É o serviço do bem eterno em constante ascensão 


Por Diva Ferreira

Sempre ouvimos, quando alguém desencarna, a seguinte frase: “Que descanse em paz”. A impressão que fica, no primeiro momento, é que a paz está ligada à inércia, que significa apenas o descanso dos cadáveres. Ou, se vivos, não fazer nada, apenas fechar os olhos e deixar acontecer, sem se envolver, sem participar. No entanto, Jesus nos deixou um legado bem diferente sobre a paz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (João, cap. 14, vers. 27).

Para quem faz qualquer tipo de serviço divino neste momento aqui na Terra, Emmanuel, por meio da psicografia de Chico Xavier, relembra no livro “Palavras de Vida Eterna” que muitos negaram o berço a Jesus, mas ele nasceu em paz numa estrebaria. Relembra ainda que Herodes o perseguiu desde à infância; que, abandonado pelos próprios amigos, entregou-se serenamente à prisão injusta.

Fica bem claro que o autor aponta para as adversidades no caminho do bem servir ao Mestre, mesmo em menores proporções. Quem trabalha em serviços voluntários nas casas espíritas -  ou não -  sabe que encontrará grandes oportunidades de levar a paz, porque sempre haverá alguém necessitado. Por isso, vale reforçar as lições: “O mundo muda quando você muda”. “A paz começa com você”.

A paz que Jesus nos ensinou é justamente levá-la para quem precisa, com o próprio exemplo, na prática.
Emmanuel nos alerta, ainda, para não procurar segurança íntima fora do dever corretamente cumprido, ainda que isso nos custe sacrifício. Ou seja, o fortalecimento interno, espiritual, acontece na medida em que eu pratico a paz, em permanente crescimento.

Que as equipes envolvidas no 3º Congresso Espírita do DF, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, dias 17, 18 e 19 de abril, estejam sempre com o propósito de Jesus em mente: Ser a paz, ter paz e levar a paz.

Texto com base no livro “Palavras de Vida Eterna – Pág, 131 Jesus e Paz”. Francisco Cândido Xavier, pelo espírito de Emmanuel



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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Curas

"E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o reinode Deus." -- Jesus. (LUCAS, CAPÍTULO 10, VERSÍCULO 9.)

Realmente Jesus curou muitos enfermos e recomendou-os, de modo especial, aos discípulos.
Todavia, o Médico Celestial não se esqueceu de requisitar ao Reino Divino quantos se restauram nas deficiências humanas.
Não nos interessa apenas a regeneração do veículo em que nos expressamos, mas, acima de tudo, o corretivo espiritual. 
Que o homem comum se liberte da enfermidade, mas é imprescindível que entenda o valor da saúde. Existe, porém, tanta dificuldade para compreendermos a lição oculta da moléstia no corpo, quanta se verifica em assimilarmos o apelo ao trabalho santificante que nos é endereçado pelo equilíbrio orgânico.
Permitiria o Senhor a constituição da harmonia celular apenas para que a vontade viciada viesse golpeá-la e quebrá-la em detrimento do espírito? 
O enfermo pretenderá o reajustamento das energias vitais, entretanto, cabe-lhe conhecer a prudência e o valor dos elementos colocados à sua disposição na experiência edificante da Terra.
Há criaturas doentes que lastimam a retenção no leito e choram aflitas, não porque desejem renovar concepções acerca dos sagrados fundamentos da vida, mas por se sentirem impossibilitadas de prolongar os próprios desatinos.
É sempre útil curar os enfermos, quando haja permissão de ordem superior para isto, contudo, em face de semelhante concessão do Altíssimo, é razoável que o interessado na bênção reconsidere as questões que lhe dizem respeito, compreendendo que raiou para seu espírito um novo dia no caminho redentor.

Emmanuel/Chico Xavier. Pão Nosso.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

ANTE JESUS


Não compareças à frente do Cristo, presumindo-te iniciando na solução dos problemas do mundo. É possível que a tua experiência seja uma rede escura tecida com fragmentos de ilusão. 

Não procures o Divino Mestre, julgando-te forte entre os poderosos do dia. É provável que a tua segurança não resista ao mais leve sopro de sofrimento. 


Não busques Jesus como quem alcançou autoridade infalível entre os homens. É provável que o teu mandato de orientação às criaturas termine, ainda hoje, por determinação das forças superiores que regem a vida. 


Não te aproximes do Evangelho, impondo títulos, mesmo respeitáveis, que a Terra te conferiu à personalidade em trânsito no Plano Físico. Os títulos, por vezes, são meros enganos no jogo educativo das convenções sociais. 


Procuremos o Mestre, na posição de aprendizes. 


Conduzamos até Ele a receptividade da criança que, em se consagrando à simplicidade, pode acolher, sem aflição e sem mágoa, a diretriz regeneradora. 


A mente infantil permanece abençoada com o selo da renovação. 


Desconhece o mal, não vê inimigos, ignora a culpa, não comunga com a iniqüidade e não vê obstáculos para desculpar as ofensas, tantas vezes quantas se fizerem necessárias. 


Desfruta a paz, confia com sinceridade, aprende com presteza, sorri para a existência e, sobretudo, caminha com o espírito de surpresa, com que devemos agradecer, cada dia, as bênçãos do Criador da Vida Universal. 


Não te encarceres nas conceituações exclusivamente humanas. 
A vida é ascensão. 


Se procuras o Cristo, na feição do homem apenas raciocina, não abordarás com facilidade as lições do Evangelho, mas se buscares o Senhor, na condição da criatura que ama, tudo entenderás, caminhando feliz, ao encontro do Grande Futuro. 



(Obra: Tocando o Barco - Chico Xavier/Emmanuel)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Prestando Contas - 2014

Caros colaboradores, segue abaixo quadros resumos das atividades do Fonte em 2014. Agradecendo a colaboração e empenho de todos.

A Direção.