Casa Espírita situada na Cidade de Novo Gama - GO. Endereço: Qd. 49 R. 40 Lote 8 - Boa Vista I, Novo Gama - GO - CNPJ: 09.380.203/0001-25. Atividades: Sábados (08:00 as 12:00). Atendimento Fraterno: 09:00-09:15. Passes: 09:20-09:40. Reunião Pública (Papo de Luz): 09:45-10:15. Evangelização Infantil: 09:00-10:30. Sopa Fraterna: 10:450-11:30. Juventude: 11:00-12:00 h. Contato: 61-99280-5347 (Fátima) e (61)98153-8649 (Domingos) Conta Bancária: CEF - Agência 0655, Operação: 013; Conta: 0027662-0 -
sexta-feira, 29 de junho de 2012
II Coríntios, 8, 14-15
14. Nas atuais circunstâncias, vossa abundância supra a indigência daqueles, para que,
por seu turno, a abundância deles venha a suprir a vossa indigência. Assim reinará a igualdade, como está escrito:
15. O que colheu muito, não teve sobra; e o que pouco colheu, não teve falta (Êx 16, 18).
Considerações.
Não é que se deva fazer o bem a esperar retribuição futura; mas que o estabelecimento de bons costumes carece de boas ações.
Bom dia a todos.
Virus Mentais
As pessoas andam muito preocupadas com os vírus em seus programas de computador, mas se esquecem que há certos tipos de pensamentos automáticos que provocam verdadeiras panes em suas próprias mentes. Passe agora um antivírus em seu cérebro! Se detectar algum desses vírus, delete-o imediatamente:
Vírus 1 - Pensamento sempre/nunca: esse vírus ocorre quando você pensa que alguma coisa que aconteceu vai sempre se repetir, ou que você nunca vai conseguir o que quer. Variantes do vírus: ele sempre me diminui, ninguém vai telefonar pra mim, eu nunca vou conseguir um aumento, todo mundo se aproveita de mim, meus filhos nunca me ouvem. Quando você perceber este vírus, delete-o usando os programas da sua consciência.
Vírus 2 - Vírus do negativismo: ocorre quando seus pensamentos refletem apenas o lado ruim de uma situação e ignoram qualquer parte boa. Delete-o com o programa otimismo.
Vírus 3 - Vírus de prever o futuro: esse terrível vírus ocorre quando você prevê o pior resultado possível de uma situação. Ele provoca um colapso em suas iniciativas, fazendo-o desistir antes de tentar. O antivírus para este é cair na real. Afinal, se você pudesse prever o futuro, seria um bilionário da loteria agora.
Vírus 4 - Vírus de leitura das mentes: este vírus está agindo sempre que você acha que sabe o que as pessoas estão pensando, mesmo que elas não lhe tenham dito nada. O antivírus é lembrar que já é meio difícil ler a própria mente, quanto mais a dos outros.
Vírus 5 - Vírus pensar com sensações: estes vírus em geral te infectaram em alguma situação desagradável no passado. Agora, situações semelhantes vão provocar pensamentos negativos: "eu tenho a sensação que isso não vai dar certo" - simplesmente delete o bicho!
Vírus 6 - Vírus da culpa: substitua palavras como eu deveria, eu preciso, eu poderia, eu tenho que... por eu quero, eu vou, eu posso fazer assim... Não fique centrado no passado. Use o "antivírus momento presente".
Vírus 7 - Vírus rotulação: sempre que esse vírus coloca um rótulo em você mesmo ou em outra pessoa, ele detém a sua capacidade de ter uma visão clara da situação: variantes - tonto, frígida, arrogante, irresponsável e mais de um milhão de rótulos auto-instaláveis. O rótulo generaliza, transformando a realidade das pessoas em imagens virtuais de sua imaginação infectada. O melhor anti vírus pra ele é o "ampliação da consciência.exe".
Vírus 8 - Vírus da personalização: esse faz você levar tudo pro lado pessoal. Exemplo: quando alguém passa por você de cara amarrada e não te cumprimenta, o vírus faz crer que a pessoa certamente está com raiva de você. A "expansão da consciência ex" deleta muito bem este tipo de vírus.
Vírus 9 - Vírus culpar os outros sempre: é o pior de todos os vírus do pensamento! Ao culpar automaticamente os outros pelos problemas da sua vida, este vírus o torna impotente para responsabilizar-se pelo próprio destino. Incapaz de mudar qualquer coisa. Use o "antivírus da auto-estima" e pare de projetar nos outros as suas próprias culpas.
(Autor Desconhecido).
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O orgulho
Revista Espírita, maio de 1858
DISSERTAÇÃO MORAL DITADA POR SÃO LUÍS À SENHORITA HERMANCE DUFAUX
(19 e 26 de janeiro de 1858.)
l
Um orgulhoso possuía alguns hectares de boa terra; estava vaidoso com as pesadas espigas que cobriam o seu campo, e não abaixava senão um olhar de desdém sobre o campo estéril do humilde. Este se levantava ao canto do galo, e passava o dia todo curvado sobre o solo ingrato; recolhia pacientemente as pedras, e ia jogá-las à beira do caminho; revolvia profundamente a terra e extirpava, penosamente, os espinheiros que a cobriam. Ora, seus suores fecundaram seu campo e resultou em puro frumento.
No entanto, o joio crescia no campo do soberbo e sufocava o trigo, enquanto o senhor ia se glorificar da sua fecundidade, e olhava com um olhar de piedade os esforços silenciosos do humilde.
Eu vos digo, em verdade, o orgulho é semelhante ao joio que sufoca o bom grão. Aquele dentre vós que se crê mais do que seu irmão, e que se glorifica de si, é insensato; mas é sábio esse que trabalha em si mesmo, como o humilde em seu campo, sem tirar vaidade da sua obra.
II
Houve um homem rico e poderoso que detinha o favor do príncipe; habitava palácios, e numerosos servidores se apressavam sobre os seus passos a fim de prevenirem os seus desejos.
Um dia em que suas matilhas forçavam o cervo nas profundezas de uma floresta, percebeu um pobre lenhador que caminhava penosamente sob um fardo de lenha; chama-o e lhe diz:
- Vil escravo! por que passas em teu caminho sem te inclinares diante de mim? Eu sou igual ao soberano, minha voz decide nos conselhos da paz ou da guerra, e os grandes do reino securvam diante de mim. Sabe que sou sábio entre os sábios, poderoso entre os poderosos, grande entre os grandes, e a minha elevação é a obra das minhas, mãos.
- Senhor! respondeu o pobre homem, temi que minha humilde saudação fosse uma ofensa para vós. Sou pobre e não tenho senão os meus braços por todo o bem, mas não desejo as vossas enganosas grandezas. Durmo o meu sono, e não temo, como vós, que o prazer do soberano me faça cair em minha obscuridade Ora, o príncipe se cansou do orgulho do soberbo; os grandes humilhados se reergueram sobre ele, que foi precipitado do auge do seu
poder, como a folha seca que o vento varre do cume de uma montanha; mas o humilde continua pacificamente seu rude trabalho, sem preocupação com o futuro.
III
Soberbo, humilha-te, porque a mão do Senhor curvará o teu orgulho até o pó!
Escuta! Nasceste onde a sorte te colocou; saíste do seio de tua mãe fraco e nu como o último dos homens. De onde vem, pois, que eleves tua fronte mais alta do que teus semelhantes, tu que nasceste, como eles, para a dor e para a morte?
Escuta! Tuas riquezas e tuas grandezas, vaidades do nada, escaparão das tuas mãos quando o grande dia chegar, como as águas inconstantes das torrentes que o sol seca. Não carregarás de tua riqueza senão as tábuas do teu caixão, e os títulos gravados sobre a tua pedra tumular serão palavras vazias de sentido.
Escuta! O cão do coveiro brincará com os teus ossos, e eles serão misturados com os ossos do mendigo, e o teu pó se confundirá com o dele, porque um dia vós ambos não sereis senão pó. Então amaldiçoarás os dons que recebeste vendo o mendigo revestido com a sua glória, e chorarás o teu orgulho.
Humilha-te, soberbo, porque a mão do Senhor curvará o teu orgulho até o pó.
Por que, São Luís, nos falas em parábolas? - R. O espírito humano ama o mistério; a lição se grava melhor no coração, quando procurada.
- Pareceria que, hoje, a instrução deva ser dada de um modo mais direto, e sem que haja necessidade da alegoria? - R. Encontrá-la-eis no desenvolvimento. Desejo ser lido, e a moral tem necessidade de estar disfarçada sob o atrativo do prazer.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Não sou dessa geração.
Tomando caféJantando no restaurante favoritoVisitando um museuEncontrando em uma lanchoneteRelaxando na praiaIndo ao jogoIndo em um encontroDando uma volta pela cidadeObrigado meu Deus, por eu ser de outra geração!!!!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Eu sei, mas....
“Eu sei, mas não devia”
de Marina Colasanti recitado por Antônio Abujamra
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Conteúdo de propriedade da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura).
quarta-feira, 20 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
Conversas familiares de além túmulo
Revista Espírita, abril de 1858
Bernard Pallissy (9 de março de 1858).
DESCRIÇÃO DE JÚPITER
nota. - Sabíamos, por evocações anteriores, que Bernard Palissy, o célebre oleiro do sexto século, habita Júpiter. As respostas seguintes confirmam, em todos os pontos, o que nos foi dito, sobre esse planeta, em diversas épocas, por outros Espíritos, e por intermédio de diferentes médiuns. Pensamos que serão lidas com interesse, como complemento do quadroque traçamos em nosso último número. A identidade que elas apresentam com as descrições anteriores, é um fato notável que é, pelo menos, uma presunção de exatidão.
1. Onde te encontraste, deixando a Terra? - R. Nela ainda habitei.
2. Em que condições estavas? - R. Sob os traços de uma mulher, amante e devotada; não era senão uma missão.
3. Essa missão durou muito tempo? - R. Trinta anos.
4. Lembras do nome dessa mulher? - R. É obscuro.
5. A estima que se tem por tuas obras, te satisfaz, e isso compensa os sofrimentos que suportaste? - R. Que me importam as obras materiais de minhas mãos!
O que me importa é o sofrimento que me elevou.
6. Com qual objetivo traçaste, pela mão do senhor Victorien Sardou, os admiráveis desenhos que nos deste sobre o planeta Júpiter, que tu habitas? - R. Com o objetivo de inspirar o desejo de vos tornardes melhores.
7. Uma vez que voltas sempre sobre a nossa Terra, que habitaste diversas vezes, deves conhecer bastante o seu estado físico e moral para estabelecer uma comparação entre ela eJúpiter; rogamos, pois, consentir em nos esclarecer sobre diversos pontos. - R. Sobre vosso globo, não venho senão em Espírito; o Espírito não tem mais sensações materiais.
ESTADO FÍSICO DO GLOBO
8. Pode-se comparar a temperatura de Júpiter com a de uma de nossas latitudes? - R. Não; ela é branda e temperada; sempre igual, e a vossa varia. Lembrai-vos os campos Elysées que vos foi descrito.
9. O quadro que os Antigos nos deram dos campos Elysées seria o resultado do conhecimento intuitivo que tinham de um mundo superior, tal qual Júpiter, por exemplo? - R. Doconhecimento positivo; a evocação permaneceu nas mãos dos sacerdotes.
10. A temperatura varia segundo as latitudes, como aqui? - R. Não.
11. Segundo os nossos cálculos, o Sol deve aparecer aos habitantes de Júpiter sob um ângulo muito pequeno, e dar-lhe, por conseqüência, pouca luz. Podes nos dizer se a intensidade da luz é igual a da Terra, ou se é menos forte? -- R. Júpiter está cercado de uma espécie de luz espiritual, em relação com a essência dos seus habitantes. A luz grosseira do vosso Sol nãofoi feita para eles.
12. Há uma atmosfera? - R. Sim.
13. A atmosfera é formada dos mesmos elementos da atmosfera terrestre? - R. Não; os homens não são os mesmos; suas necessidades mudaram.
14. Há água e mares? - R. Sim.
15. A água é formada dos mesmos elementos da nossa? - R. Mais etéreos.
16. Há vulcões? - R. Não; nosso globo não é atormentado como o vosso; a natureza não teve suas grandes crises; é uma morada de bem-aventurados. A matéria nele mal se toca.
17. As plantas têm analogia com as nossas? - R. Sim, porém mais belas.
ESTADO FÍSICO DOS HABITANTES
18. A conformação do corpo dos habitantes tem relação com a nossa? - R. Sim, é a mesma.
19. Podes nos dar uma idéia do seu talhe, comparado ao dos habitantes da Terra? - R. Grandes e bem proporcionados. Maiores do que os maiores dos vossos homens. O corpo dohomem é como a marca do seu espírito: belo onde ele é bom; o envoltório é digno dele; não é mais uma prisão.
20. Os corpos ali são opacos, diáfanos ou translúcidos? - R. Há de uns e de outros. Uns têm tal propriedade, os outros tal outra, segundo sua destinação.
21. Concebemos isso para os corpos inertes, mas nossa questão é relativa aos corpos humanos. - R. O corpo envolve o Espírito sem escondê-lo, como um véu leve lançado sobre uma estátua. Nos mundos inferiores, o envoltório grosseiro oculta o Espírito aos seus semelhantes; mas os bons nada têm a esconder: podem ler no coração uns dos outros. Que seria isso se fosse assim nesse mundo!
22. Há sexos diferentes? - R. Sim; há por toda parte onde a matéria exista; é uma lei da matéria.
23. Qual é a base da alimentação dos habitantes? É animal e vegetal como aqui? - R.
Puramente vegetal; o homem é o protetor dos animais.
24. Foi-nos dito que haurem uma parte da sua alimentação no meio ambiente, do qual aspiram as emanações; isso é exato? - R. Sim.
25. A duração da vida, comparada à nossa, é mais longa ou mais curta? - R. Mais longa.
26. De quanto tempo é a vida média? - R. Como medir o tempo?
27. Não podes tomar um dos nossos séculos por termo de comparação? - R. Creio que em torno de cinco séculos.
28. O desenvolvimento da infância é proporcionalmente mais rápido do que entre nós? - R. O homem conserva a sua superioridade; a infância não comprime a sua inteligência, a velhice não a extingue.
29. Os homens estão sujeitos a doenças? - R. Não estão sujeitos aos vossos males.
30. A vida se divide entre a vigília e o sono? - R. Entre a ação e o repouso.
31. Poderias nos dar uma idéia das diversas ocupações dos homens? - R. Seria preciso dizer muito. Sua principal ocupação é encorajar os Espíritos que habitam os mundos inferiores aperseverarem no bom caminho. Não tendo infortúnio a aliviar entre eles, vão procurar onde se sofre; são os bons Espíritos que vos sustentam e vos atraem ao bom caminho.
32. Ali se cultivam certas artes? - R. São inúteis. Vossas artes são futilidades que distraem vossas dores.
33. A densidade específica do corpo do homem, lhe permite transportar-se, de um lugar ao outro, sem permanecer, como aqui, atado ao solo? - R. Sim.
34. Experimenta-se o dissabor e o desgosto da vida? - R. Não; o desgosto da vida não vem senão do desprezo de si mesmo.
35. Sendo os corpos dos habitantes de Júpiter menos densos do que os nossos, são formado de matéria compactada e condensada ou vaporosa? - R. Compacta para nós; mas para vós ela não o seria; é menos condensada.
36. O corpo, considerado como forma de matéria, é impenetrável? - R. Sim.
37. Os habitantes têm uma linguagem articulada como nós? -R. Não; há, entre eles, comunicação de pensamentos.
38. A segunda vista é, como se nos disse, uma faculdade normal e permanente entre vós? - R. Sim; o Espírito não tem mais entraves; nada está oculto para ele.
39. Se nada está oculto para o Espírito, conhece, pois, o futuro? (queremos falar dos Espíritos encarnados em Júpiter) - R. O conhecimento do futuro depende da perfeição do Espírito; temmenos inconvenientes para nós do que para vós; é-nos mesmo necessário, até um certo ponto, para o cumprimento de missões que temos a cumprir; mas dizer que conhecemos o futuro sem restrições, seria nos colocar na mesma posição que Deus.
40. Podeis revelar tudo o que sabeis do futuro? - R. Não; esperai até que tenhais merecido sabê-lo.
41. Comunicai-vos mais facilmente do que nós com os outros Espíritos? - R. Sim! sempre: a matéria não está mais entre eles e nós.
42. A morte inspira o horror e o pavor que causa entre nós? - R. Por que seria ela
apavorante? O mal não existe mais entre nós. Só o mau vê o seu último momento com pavor; ele teme seu juiz.
43. Em que se tomam os habitantes de Júpiter depois da morte? - R. Crescem sempre em perfeição sem mais suportar provas.
44. Não há, em Júpiter, Espíritos que se submetem a provas para cumprirem uma missão? - R. Sim, mas isso não é mais uma prova; só o amor ao bem leva-os a sofrer.
45. Podem falir em sua missão? - R. Não, uma vez que são bons; não há fraqueza senão onde há defeito.
46. Poderias nomear-nos alguns Espíritos, habitantes de Júpiter, que cumpriram uma grande missão na Terra? - R. São Luís.
47. Poderias nomear-nos outros? - R. Que vos importa! Há missões desconhecidas que não têm por objetivo senão a felicidade de um só; estas são, por vezes, maiores: são as maisdolorosas.
OS ANIMAIS
48. Os corpos dos animais são mais materiais do que os dos homens? - R. Sim; o homem é o rei, o deus terrestre.
49. Entre os animais há os carniceiros? - R. Os animais não se despedaçam entre si; todos vivem submissos ao homem, amando-se mutuamente.
50. Mas há animais que escapam à ação do homem, como os insetos, os peixes, os pássaros?- R. Não; todos lhe são úteis.
51. Foi-nos dito que os animais são os servidores e operários que executam os trabalhos materiais, construindo as casas, etc.; isso é verdade? - R. Sim; o homem não se rebaixa maisservindo seu semelhante.
52. Os animais servidores são ligados a uma pessoa ou a uma família, ou são tomados e
trocados à vontade, como aqui? -R. Todos são ligados a uma família particular; mudais por achar melhor.
53. Os animais servidores, ali, estão num estado de escravidão ou de liberdade; são uma propriedade, ou podem mudar de senhor à vontade? - R. Estão no estado de submissão.
54. Os animais trabalhadores recebem uma remuneração qualquer por seus esforços? - R. Não.
55. Desenvolvem-se as faculdades dos animais por uma espécie de educação? - R. Eles o fazem por si mesmos.
56. Os animais têm uma linguagem mais precisa e mais caracterizada do que a dos animais terrestres? - R. Certamente.
ESTADO MORAL DOS HABITANTES
57. As casas, das quais nos deste uma amostra por seus desenhos, estão reunidas em cidades, como aqui? - R. Sim; os que se amam se reúnem; só as paixões fazem solidão ao redor do homem. Se o homem, ainda que mau, procura seu semelhante, que não é para ele senão um instrumento de dor, por que o homem puro e virtuoso fugiria do seu irmão?
58. Os Espíritos são iguais ou de diferentes graus? - R. De diferentes graus, mas de uma mesma ordem.
59. Rogamos consentir reportar-te à escala espírita que demos no segundo número da
Revista, e nos dizer a qual ordem pertencem os Espíritos encarnados em Júpiter? - R. Todos bons, todos superiores; o bem desce, algumas vezes, no mal; mas o mal jamais se mistura ao bem.
60. Os habitantes formam diferentes povos, como na Terra? -R. Sim; mas todos unidos entre si por laços de amor.
61. Assim sendo, as guerras ali são desconhecidas? - R. Pergunta inútil.
62. O homem poderá chegar, na Terra, a um bastante grande grau de perfeição, para abster-se de guerras? - R. Seguramente chegará; a guerra desaparece com o egoísmo dos povos e àmedida que compreendem melhor a fraternidade.
63. Os povos são governados por chefes? - R. Sim.
64. Em que consiste a autoridade dos chefes? - R. No grau superior de perfeição.
65. Em que consistem a superioridade e a inferioridade dos Espíritos em Júpiter, uma vez que são todos bons? - R. Têm mais ou menos de conhecimentos e de experiência; se depuramem se esclarecendo.
66. Há, como na Terra, povos mais avançados do que os outros? - R. Não; mas nos povos há
diferentes graus.
67. Se o povo mais avançado da Terra se visse transportado para Júpiter, que categoria nele ocuparia? - R. A classe dos macacos entre vós.
68. Os povos são governados por leis? - R. Sim.
69. Há leis penais? - R. Não há mais crime.
70. Quem faz as leis? - R. Deus as fez.
71. Há ricos e pobres, quer dizer, homens que têm abundância e o supérfluo, e outros a quem falta o necessário? - R. Não; todos são irmãos; se um tiver mais do que outro, ele partilhará; mas não se alegraria quando seu irmão desejasse.
72. Segundo isso, as fortunas ali seriam iguais para todos? - R. Eu não disse que todos eram ricos no mesmo grau; perguntastes se há os que têm o supérfluo e outros a quem falta o necessário.
73. Essas duas respostas nos parecem contraditórias; rogamos concordá-las. - R. A ninguém falta o necessário; ninguém tem o supérfluo, quer dizer que a fortuna de cada um está em relação com a sua condição. Estais satisfeitos?
74. Compreendemos agora; mas perguntaremos, ainda, se aquele que tem o menos não é infeliz relativamente àquele que tem o mais? - R. Não pode ser infeliz, desde que não é nem invejoso, nem ciumento. A inveja e o ciúme fazem mais infelizes do que a miséria.
75. Em que consiste a riqueza em Júpiter? - R. Que vos importa!
76. Há desigualdades de posições sociais? - R. Sim.
77. Em que são fundadas? - R. Nas leis da sociedade. Uns são mais ou menos avançados na perfeição. Aqueles que são superiores têm, sobre os outros, uma espécie de autoridade, como um pai sobre os filhos.
78. Desenvolvem-se as faculdades do homem pela educação? - R. Sim.
79. O homem pode adquirir bastante perfeição na Terra, para merecer passar imediatamente para Júpiter? - R. Sim, mas o homem, na Terra, está submetido a imperfeições para que esteja em relação com seus semelhantes.
80. Quando um Espírito que deixa a Terra deve ser reencarnado em Júpiter, fica errante durante algum tempo antes de ter achado o corpo ao qual deve se unir? - R. Fica durante um certo tempo, até que esteja liberto de suas imperfeições terrestres.
81. Há várias religiões? - R. Não; todos professam o bem, e todos adoram um único Deus.
82. Há templos e um culto? - R. Por templo há o coração do homem; por culto o bem que ele faz.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
II Coríntios 6, 14
14. Não vos prendais ao mesmo jugo com os infiéis.
Que união pode haver entre a justiça e a iniquidade?
Ou que comunidade entre a luz e as trevas?
Considerações.
O jugo: a quem se entrega ou submete-se o comportamento, o modo de ser, o agir ("Tomai sobre vós o meu juglo, e aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração."). Atente-se ao sobre.
A palavra "prendais" tem importância no contexto. É sábido que quem submete às leis dos desordeiros, difícil é a libertação (como todos os vícios).
Também o justo não age em união com um de mal comportamento, porque
não pode haver comunidade entre o bem agir e o mau agir.
Mas daí, não decorre que se deva abandonar o que está em queda! Não se prender, nem unir-se, nem comungar não significa votar a esquecimento. Isto não encontra amparo diante o ensino:
"Que homem dentre vós tendo 100 ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até que venha a achá-la".
Bom dia a todos!
Luiz Alves
Que união pode haver entre a justiça e a iniquidade?
Ou que comunidade entre a luz e as trevas?
Considerações.
O jugo: a quem se entrega ou submete-se o comportamento, o modo de ser, o agir ("Tomai sobre vós o meu juglo, e aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração."). Atente-se ao sobre.
A palavra "prendais" tem importância no contexto. É sábido que quem submete às leis dos desordeiros, difícil é a libertação (como todos os vícios).
Também o justo não age em união com um de mal comportamento, porque
não pode haver comunidade entre o bem agir e o mau agir.
Mas daí, não decorre que se deva abandonar o que está em queda! Não se prender, nem unir-se, nem comungar não significa votar a esquecimento. Isto não encontra amparo diante o ensino:
"Que homem dentre vós tendo 100 ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e não vai após a perdida até que venha a achá-la".
Bom dia a todos!
Luiz Alves
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Período psicológico
Revista Espírita, abril de 1858
Se bem que as manifestações espíritas hajam ocorrido em todas as épocas, é incontestável que se produzem hoje de um modo excepcional. Os Espíritos, interrogados sobre esse fato, foram unânimes em sua resposta: "Os tempos, disseram eles, marcados pela Providência, para uma manifestação universal, são chegados. Estão encarregados de dissiparem as trevas da ignorância e os preconceitos; é uma era nova que começa e prepara a regeneração daHumanidade." Esse pensamento se encontra desenvolvido, de um modo notável, em uma carta que recebemos de um dos nossos assinantes, e da qual extraímos a passagem seguinte:
"Cada coisa tem o seu tempo; o período que vem de se escoar, parece ter sido especialmente destinado, pelo Todo-Poderoso, ao progresso das ciências matemáticas e físicas, e, provavelmente, foi tendo em vista dispor os homens aos conhecimentos exatos, que se terá oposto, durante longo tempo, à manifestação dos Espíritos, como se essa manifestação devesse prejudicar o positivismo que pede o estudo das ciências; quis, em uma palavra,habituar o homem a pedir, às ciências de observação, a explicação de todos os fenômenos que deveriam se produzir a seus olhos. "O período científico parece, hoje, se enfraquecer, e, depois dos progressos imensos que viu se cumprirem, não seria impossível que o novo período, que deve suceder-lhe, fosse consagrado, pelo Criador, às iniciações de ordem psicológica. Na imutável lei de perfectibilidade que colocou para os humanos, que pode fazer depois de havê-los iniciado nas leis físicas do movimento, e lhes haver revelado os motores com os quais muda a face do globo? O homem tem sondado as profundezas mais recuadas do espaço; a marcha dos astros e o movimento geral do Universo nada têm mais de segredo para ele; lê nas camadas geológicas a história da formação do globo; a luz, à sua vontade, se transforma em imagens duradouras; domina o raio; com o vapor e a eletricidade suprime as distâncias, e o pensamento vence o espaço com a rapidez do relâmpago. Chegado a esse ponto culminante, do qual a história da Humanidade não oferece nenhum exemplo, qualquer que tenha podido ser o grau do seu avanço nos séculos recuados, parece-me racional pensar que a ordem psicológica lhe abre uma nova pista no caminho do progresso. É, pelo menos, o que se poderia deduzir dos fatos que se produzem em nossos dias e se repetem por toda parte. Esperemos, pois, que o momento se aproxime, se ainda não chegou, no qual o Todo- Poderoso vai nos iniciar em novas, grandes e sublimes verdades. Cabe a nós compreendê-lo e secundá-lo na obra da regeneração." Essa carta é do senhor Georges, do qual havíamos falado no nosso primeiro número. Não podemos senão felicitá-lo pelos seus progressos na Doutrina; os conhecimentos elevados que desenvolve mostram que a compreende sob seu verdadeiro ponto de vista; para ele, ela não se resume numa crença nos Espíritos e nas suas manifestações: é toda uma filosofia. Admitimos, como ele, que entramos num período psicológico e achamos as razões que nos dá, perfeitamente racionais, sem crer, no entanto, que o período científico tenha dito a sua última palavra; cremos, ao contrário, que nos reserva muitos outros progressos. Estamos numa época de transição, na qual os dois períodos se confundem.
Os conhecimentos que os Antigos possuíam sobre as manifestações de Espíritos, não seriam um argumento contra a idéia do período psicológico que se prepara.
Notemos, com efeito, que, na antiguidade, esses conhecimentos estavam circunscritos ao círculo estreito dos homens de elite; o povo não tinha, a esse respeito, senão idéias falseadas pelos preconceitos, e desfiguradas pelo charlatanismo dos padres, que se serviam delas como de um meio de dominação. Como dissemos em outra parte, esses conhecimentos jamais se perderam e as manifestações sempre se produziram; mas permaneceram no estado de fatos isolados, semdúvida porque o tempo para compreendê-los não havia chegado. O que se passa hoje tem um caráter diferente; as manifestações são gerais; elas comovem a sociedade desde a base até o cume. Os Espíritos não ensinam mais nos recintos fechados e misteriosos de um templo inacessível ao vulgo. Esses fatos se passam à luz do dia; falam a todos uma linguagem inteligível por todos; tudo anuncia, pois, uma fase nova para a Humanidade sob o ponto de vista moral.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
USP CONFIRMA EFICÁCIA DO PASSE MAGNÉTICO
O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela Igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o Espiritismo, que pratica o chamado “passe”.
Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.
Segundo o cientista, durante seu mestrado foi investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.
A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.
As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição”.
Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress.
O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre do ano passado. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir de abril deste ano!
Fonte: http://www.rac.com.br/p
Postado por Miguel Galli às 23:36
Fonte: Monica Heymann Fedele
segunda-feira, 11 de junho de 2012
O valor dos pais
Um jovem de nível acadêmico
excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande
empresa.
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.
O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"
O jovem respondeu, "nenhuma".
O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiu."
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.
Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem.
Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.
O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.
O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"
O jovem respondeu, "nenhuma".
O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."
O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."
O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiu."
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.
Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorarará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.
Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?
Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem.
A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.
Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?
O valor de nossos pais ...
Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li. Leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.
Autor desconhecido. (Caso alguém saiba o autor por favor informe.)
sexta-feira, 8 de junho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
A rainha de Oude
Revista Espírita, março de 1858
Nota. - Nestas conversas, doravante, supriremos a fórmula de evocação, que é sempre a mesma, a menos que ela não apresente, para a resposta, alguma particularidade.
1. Que sensação experimentaste deixando a vida terrestre? - Resp. Não saberia dizê-lo; experimento, ainda, perturbação.
2. Sois feliz? - Resp. Não.
3. Por que não sois feliz? - Resp. Lamento a vida», não sei», sinto uma dor pungente; a vida disso teria me livrado... gostaria que meu corpo se levantasse do seu sepulcro.
4. Lamentai-vos por não ter sido sepultada em vosso país, e de sê-lo entre os cristãos? -
Resp.
Sim; a terra indiana pesaria menos sobre o meu corpo.
5. Que pensais das honras públicas prestadas aos vossos despejos? - Resp. Foram pouca coisa; eu era rainha, e nem todos dobraram os joelhos diante de mim... Deixai-me... Forçam-me a falar... Não quero que saibam o que sou agora». Fui rainha, sabei-o bem.
6. Respeitamos a vossa posição, e pedimos para nos responder para nossa instrução. Pensais que vosso filho recuperará, um dia, os Estados de seu pai? - Resp. Certamente, o meu sangue reinará; disso ele é digno.
7. Dais à reintegração do vosso filho no trono de Oude a mesma importância de quando vivíeis? - Resp. Meu sangue não pode ser confundido na multidão.
8. Qual é a vossa opinião atual sobre a verdadeira causa da revolta das índias? - Resp. O Indiano foi feito para ser senhor em sua casa.
9. Que pensais do futuro que está reservado a esse país? - Resp. A índia será grande entre as nações.
10. Não se pôde inscrever, no vosso atestado de óbito, o lugar do vosso nascimento; poderíeis dizê-lo agora? - Resp. Nasci do mais nobre sangue da índia. Creio que nasci em Delhy.
11. Vós que haveis vivido nos esplendores do luxo e que haveis sido cercada de honras, que pensais disso agora? - Resp. Eram-me devidos.
12. A posição que haveis ocupado na Terra, vos dá uma posição mais elevada no mundo onde estais hoje? - Resp. Sou sempre rainha... Que se me mandem escravos para me servirem!... Não sei; não me parece importarem-se comigo aqui... Não obstante, sou sempre eu.
13. Pertenceis à religião muçulmana, ou a uma religião hindu? - Resp. Muçulmana; mas eu era muito grande para me ocupar de Deus.
14. Que diferença fazeis entre a religião que professáveis e a religião cristã, quanto à felicidade futura do homem? - Resp. A religião cristã é absurda; diz que todos são irmãos.
15. Qual é a vossa opinião sobre Maomé? - Resp. Ele não era filho de rei.
16. Ele tinha uma missão divina? - Resp. Que me importa isso!
17. Qual é a vossa opinião sobre o Cristo? - Resp. O filho de um carpinteiro não é digno de ocupar o meu pensamento.
18. Que pensais do uso que subtrai as mulheres muçulmanas dos olhares de homens? -
Resp. Penso que as mulheres são feitas para dominarem; eu era mulher.
19. Haveis, alguma vez, invejado a liberdade da qual gozam as mulheres na Europa? -
Resp. Não; que me importava a sua liberdade! São servidas de joelhos?
20. Qual é vossa opinião sobre a condição da mulher em geral na espécie humana? -
Resp. Que me importam as mulheres! Se me falasses de rainhas!
21. Lembrai-vos de haver tido outras existências na Terra, antes da que acabais de deixar? - Resp. Devo ter sido sempre rainha.
22. Por que viestes tão prontamente ao nosso chamado? - Resp. Eu não quis; forçaram-me a isso». Pensas, então, que me dignaria responder? Ora bem, quem sois perto de mim?
23. Quem vos forçou a vir? - Resp. Não sei... Todavia, aqui não deve haver ninguém maior do que eu.
24. Em que lugar estais aqui? - Resp. Junto de Ermance.
25. Sob qual forma aqui estais? - Resp. Sou sempre rainha. Pensais, pois, que deixei de o ser? Sois pouco respeitosos... Sabei que se fala de outro modo às rainhas.
26. Por que não podemos vos ver? - Resp. Eu não o quero.
27. Se pudéssemos ver, ver-vos-íamos com vossas vestimentas, vossos adereços e vossas jóias? - Resp. Certamente.
28. Como ocorre que, tendo deixado tudo isso, vosso Espírito deles haja conservado a aparência, sobretudo de vossos adereços? - Resp. Não me foram tirados... Eu sou sempre tão bela quanto era». Não sei que idéia fazeis de mim! É verdade que não me haveis jamais visto.
29. Que impressão experimentais encontrando-vos em nosso meio? - Resp. Se pudesse, aqui não estaria: vós me tratais com tão pouco respeito! Não quero que me tratem por tu... Chamai-me Majestade, ou não responderei mais.
30. Vossa Majestade compreendia a língua francesa? - Resp. Por que não a compreenderia? Eu sabia tudo.
31. Vossa Majestade gostaria de nos responder em inglês? - Resp. Não... Não me deixareis, pois, tranqüila?». Quero ir-me daqui... Deixai-me... Julgais-me submissa aos vossos caprichos?... Sou rainha e não sou escrava.
32. Pedimos somente consentir em responder, ainda, a duas ou três perguntas.
Resposta de São Luís, que estava presente:
Deixai-a, a pobre enganada; tende piedade de sua cegueira. Que vos sirva de exemplo! Não sabeis o quanto sofre seu orgulho.
Nota. -
Essa entrevista oferece mais de um ensinamento. Evocando essa majestade decaída, agora no túmulo, não esperávamos respostas de uma grande profundidade, tendo em vista ogênero de educação das mulheres nesse país; mas não pensávamos encontrar, nesse Espírito, senão a filosofia, pelo menos um sentimento mais verdadeiro da realidade, e idéiasmais sadias sobre as vaidades e as grandezas deste mundo. Longe disso: nela, as idéias terrestres conservaram toda a sua força; é o orgulho que nada perdeu de suas ilusões, que luta contra a sua própria fraqueza, e que deve, com efeito, muito sofrer por sua impotência.
Na previsão de respostas de uma natureza diferente, havíamos preparado diversas perguntas que se tornaram sem objeto. Essas respostas são tão diferentes daquelas que esperávamos,assim como as pessoas presentes, que não se poderia, nelas, ver a influência de um pensamento estranho. Por outro lado, têm uma marca de personalidade tão caracterizada que acusam, claramente, a identidade do Espírito que se manifestou.
Poder-se-ia estranhar, com razão, em ver Lemaire, homem degradado e manchado por todos os crimes, manifestar, por sua linguagem de além-túmulo, sentimentos que denotam umacerta elevação e uma apreciação bastante exata da sua situação, ao passo que, na rainha de Oude, cuja categoria que ocupava deveria ter desenvolvido o senso moral, as idéias terrestres não sofreram nenhuma modificação. A causa dessa anomalia nos parece fácil de explicar. Lemaire, por degradado que era, vivia no meio de uma sociedade civilizada e esclarecida, que havia reagido sobre a sua natureza grosseira; inconscientemente, ele havia absorvido alguns raios da luz que o cercava, e essa luz deveu fazer nascer nele pensamentossufocados pela sua abjeção, mas cujos germes nele não subsistiram menos. Ocorre de modo diferente com a rainha de Oude: o meio onde viveu, os hábitos, a falta absoluta de cultura intelectual, tudo deveu contribuir para manter, com toda a sua forca, as idéias das quais estava imbuída desde a infância; nada veio modificar essa natureza primitiva, sobre a qual ospreconceitos conservaram todo o seu império.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Com Chico Xavier
Entrega a Deus os problemas que se te façam insolúveis, trabalha e caminha adiante.
Assim acharás no próprio coração a presença da paz, a irradiar-se de ti por fonte de amor e luz.
(Obra: Pronto Socorro - Chico Xavier/Emmanuel)
Assim acharás no próprio coração a presença da paz, a irradiar-se de ti por fonte de amor e luz.
(Obra: Pronto Socorro - Chico Xavier/Emmanuel)
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A fatalidade e os pressentimentos
Revista Espírita, março de 1858
INSTRUÇÕES DADAS POR SÃO LUÍS
Um dos nossos correspondentes nos escreveu o que segue:
"No mês de setembro último, uma embarcação leve, fazendo a travessia de Dunkerque à Ostende, foi surpreendida por um tempo agitado e pela noite; o barquinho soçobra, e das oito pessoas que o tripulavam, quatro perecem; as outras quatro, entre as quais me encontrava, conseguiram se manter sobre a quilha. Permanecemos toda a noite nessa horrível posição, sem outra perspectiva do que a morte, que nos parecia inevitável e da qual experimentamos todas as angústias. Ao amanhecer, tendo o vento nos levado à costa, pudemos ganhar a terra a nado.
"Por que nesse perigo, igual para todos, só quatro pessoas sucumbiram? Anotai que, por minha parte, é a sexta ou sétima vez que escapo de um perigo tão iminente, e quase nas mesmas circunstâncias. Sou verdadeiramente levado a crer que mão invisível me protege. Que fiz para isso? Não sei muito; sou sem importância e sem utilidade neste mundo, e não me gabo de valer mais do que os outros; longe disso: havia, entre as vítimas do acidente, um digno eclesiástico, modelo de virtudes evangélicas, e uma venerável irmã de São Vicente de Paulo, que iam cumprir uma santa missão de caridade cristã. A fatalidade me parece ter um grande papel no meu destino. Os Espíritos, nela não estariam para alguma coisa? Seria possível ter, por eles, uma explicação a esse respeito, perguntando-lhes, por exemplo, se são eles que provocam ou afastam os perigos que nos ameaçam?-"
Conforme o desejo de nosso correspondente, dirigimos as perguntas seguintes ao Espírito de São Luís que gosta de se comunicar conosco todas as vezes que há uma instrução útil para dar.
Resp. Quando um Espírito se encarna, escolhe uma prova; escolhendo-a se faz uma espécie de destino, que não pode mais conjurar, uma vez que a ele está submetido; falo de provas físicas. Conservando o Espírito no seu livre arbítrio, sobre o bem e o mal, é sempre o senhor para suportar ou repelir a prova; um bom Espírito, vendo-o enfraquecer, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir, sobre ele, de maneira a dominar a sua vontade. Um Espírito mau, quer dizer, inferior, mostrando-lhe, exagerando-lhe um perigo físico, pode abalá-lo e amedrontá-lo, mas, a vontade do Espírito encarnado não fica menos livre de todo entrave.
2. Quando um homem está no ponto de perecer por acidente, me parece que o livre arbítrio nisso não vale nada. Pergunto, pois, se é um mau Espírito que provoca esse acidente, que dele é, de algum modo, o agente; e, no caso em que se livra do perigo, se um bom Espírito veio em sua ajuda.
Resp. O bom Espírito ou o mau Espírito não pode senão sugerir bons ou maus pensamentos, segundo a sua natureza. O acidente está marcado no destino do homem. Quando a tua vida é posta em perigo, trata-se de uma advertência que tu mesmo a desejaste, a fim de te desviares do mal e de te tomares melhor. Quando tu escapas desse perigo, ainda sob a influência do perigo que correste, pensas mais ou menos fortemente, segundo a ação mais ou menos forte dos bons Espíritos, em te tomares melhor. O mau Espírito sobrevindo (digo mau subentendendo que o mal ainda está nele), pensas que escaparás do mesmo modo de outros perigos e deixas, de novo, tuas paixões se desencadearem.
Resp. Tu mesmo escolheste tua prova: quanto mais ela é rude, melhor tu a suportes, mais tu te elevas. Aqueles que passam sua vida em abundância e na felicidade humana, são Espíritos frouxos que permanecem estacionários. Assim, o número dos infortunados sobrepuja em muito o dos felizes desse mundo, tendo em vista que os Espíritos procuram, em maior parte, a prova que lhes será a mais frutífera. Eles vêem muito bem a futilidade de vossas grandezas e de vossas alegrias. Aliás, a vida mais feliz é sempre agitada, sempre perturbada, não seria isso senão pela ausência da dor.
Resp. Quando um homem passa sobre uma ponte que deve se romper, não é um Espírito que o conduz a passar nessa ponte, é o instinto do seu destino que para lá o leva.
Resp. As circunstâncias naturais. A matéria tem nelas suas causas de destruição. No caso do qual se trata o Espírito, tendo necessidade de recorrer a um elemento estranho à sua natureza para mover as forcas naturais, recorrerá antes à intuição espiritual. Assim tal ponte adiante se rompe, a água tendo desconjuntado as pedras que a compõe, a ferrugem tendo corroído a corrente que a suspenda, o Espírito, digo eu, ensinará antes ao homem para que passe por essa ponte do que fazer romper uma outra sob seus passos. Aliás, tendes uma prova material do que eu adianto: qualquer acidente que chegue sempre naturalmente, quer dizer, de causas que se ligam umas as outras, e se conduzem insensivelmente.
6. Tomemos um outro caso no qual a destruição da matéria não seja a causa do acidente.
Um homem mal intencionado atira sobre mim, a bala me roça, não me atinge. Um Espírito benevolente pode tê-la desviado?
Resp. Não.
7. Os Espíritos podem nos advertir diretamente de um perigo? Eis um fato que parece confirmá-lo: uma mulher saía de sua casa e seguia pelo boulevar. Uma voz íntima lhe diz:
Vai-te; retorna para tua casa. Ela hesita. A mesma voz se faz ouvir várias vezes; então, ela volta sobre seus passos; mas, reconsiderando-se, ela se diz: que vou fazer em minha casa?
Dela saí; é sem dúvida um efeito de minha imaginação. Então, ela continua o seu caminho. A alguns passos dali, uma viga que se soltou de uma casa, atinge-lhe a cabeça e a derruba inconsciente. Qual era essa voz? Não foi um pressentimento do que ia acontecer a essa mulher?
Resp. A do instinto; aliás, nenhum pressentimento tem tais caracteres: sempre são vagos.
Resp. Entendo que o Espírito, antes de se encarnar, tem conhecimento de todas as fases de sua existência; quando estas têm um caráter saliente, delas conserva uma espécie de impressão no foro íntimo, e essa impressão, despertando quando o momento se aproxima, torna-se pressentimento.
Nota. As explicações acima reportam-se à fatalidade dos acontecimentos materiais. A fatalidade moral está tratada, de modo completo, em O Livro dos Espíritos.
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