quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Gálatas 6, 7-11


7. Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá.
8. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.
9. Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos.
10. Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé.
11. Vede com que tamanho de letras vos escrevo, de próprio punho!

Considerações.
É da aplicação da justiça Divina: a colheita é inerente ao trabalho, à semeadura de cada um.
Importa não relaxar nos compromissos com o bem.
"Enquanto temos tempo" importa refletir que haverá ocasião que não se terá oportunidade de semear o bem que faculta uma boa colheita.
Se não pedimos enquanto temos voz e ciência das coisas;
Se não trabalhamos enquanto temos saudáveis os braços;
Se não nos movemos enquanto temos firmes pernas e pés;
...
Que se colherá?
Por Luiz Alves.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

AVANCEMOS


"Irmãos, quanto a mim, não julgo que haja alcançado a perfeição, mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, avanço para as que se encontram diante de mim," - Paulo, (FILIPENSES, 3:13 e 14,)


Na estrada cristã, somos defrontados sempre por grande número de irmãos que se aquietaram à sombra da improdutividade, declarandose acidentados por desastres espirituais.
É alguém que chora a perda de um parente querido, chamado à transformação do túmulo.
É o trabalhador que se viu dilacerado pela incompreensão de um amigo.
É o missionário que se imobilizou à face da calúnia.
É alguém que lastima a deserção de um consócio da boa luta.
É o operário do bem que clama indefinidamente contra a fuga da companheira que lhe não percebeu a dedicação afetiva.
É o idealista que espera uma fortuna material para dar início às realizações que lhe competem.
É o cooperador que permanece na expectativa do emprego ricamente remunerado para consagrar-se às boas obras.
É a mulher que se enrola no cipoal da queixa contra os familiares incompreensivos.
É o colaborador que se escandaliza com os defeitos do próximo, congelando as possibilidades de servir.
É alguém que deplora um erro cometido, menosprezando as bênçãos do tempo em remorso destrutivo.
O passado, porém, se guarda as virtudes da experiência, nem sempre é o melhor condutor da vida para o futuro.
É imprescindível exumar o coração de todos os envoltórios entorpecentes que, por vezes, nos amortalham a alma.
A contrição, a saudade, a esperança e o escrúpulo são sagrados, mas não devem representar impedimento ao acesso de nosso espírito à Esfera Superior.
Paulo de Tarso, que conhecera terríveis aspectos do combate humano, na intimidade do próprio coração, e que subiu às culminâncias do apostolado com o Cristo, nos oferece roteiro seguro ao aprimoramento.
"Esqueçamos todas as expressões inferiores do dia de ontem e avancemos para os dias iluminados que nos esperam" - eis a essência de seu aviso fraternal à comunidade de Filipos.
Centralizemos nossas energias em Jesus e caminhemos para diante. Ninguém progride sem renovar-se.

Emmanuel/Francisco C. Xavier. Fonte Viva, cap. 50.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

ADMINISTRAÇÃO


"Dá conta de tua administração". - Jesus. (LUCAS, 16:2).


Na essência, cada homem é servidor pelo trabalho que realiza na obra do Supremo Pai, e, simultaneamente, é administrador, porquanto cada criatura humana detém possibilidades enormes no plano em que moureja.
Mordomo do mundo não é somente aquele que encanece os cabelos, à frente dos interesses coletivos, nas empresas públicas ou particulares, combatendo intrigas mil, a fim de cumprir a missão a que se dedica.
Cada inteligência da Terra dará conta dos recursos que lhe foram confiados.
A fortuna e a autoridade não são valores únicos de que devemos dar conta hoje e amanhã o corpo é um templo sagrado.
A saúde física é um tesouro.
A oportunidade de trabalhar é uma bênção.
A possibilidade de servir é um obséquio divino.
O ensejo de aprender é uma porta libertadora.
O tempo é um patrimônio inestimável.
O lar é uma dádiva do Céu.
O amigo é um benfeitor.
A experiência benéfica é uma grande conquista.
A ocasião de viver em harmonia com o Senhor, com os semelhantes e com a Natureza é uma glória comum a todos.
A hora de ajudar os menos favorecidos de recursos ou entendimento é valiosa.
O chão para semear, a ignorância para ser instruída e a dor para ser consolada são apelos que o Céu envia sem palavras ao mundo inteiro.
Que fazes, portanto, dos talentos preciosos que repousam em teu coração, em tuas mãos e no teu caminho? Vela por tua própria tarefa no bem, diante do Eterno, porque chegará o momento em que o Poder Divino te pedirá: - "Dá conta de tua administração".



Emmanuel/Francisco C. Xavier. Fonte Viva.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

RUMO À ANGELITUDE



Nos termos da Doutrina Espírita, do demônio nasce o homem e do homem nasce o anjo.

Estamos todos no rumo da angelitude.
Nossa humanidade (nossa natureza humana) caracteriza-se pela imperfeição, pelo predomínio dos instintos, pelos resíduos da animalidade ainda atuantes em nossa constituição psicossomática.
Mas esses resíduos vão sendo eliminados na lapidação das vidas sucessivas.
E como somos conscientes do processo de lapidação a que estamos sujeitos, podemos e devemos ajudar esse processo.
Basta um olhar atento ao nosso redor para verificarmos a realidade dessa concepção.
As criaturas humanas estão dispostas numa escala progressiva que vai do bandido ao santo.
O malfeitor de hoje será o cidadão honesto do futuro.
E este, por sua vez, será o santo de amanhã, dependendo esse amanhã, em grande parte, do esforço evolutivo do interessado.
Porque o ser consciente apressa ou retarda a sua própria evolução.
O chamado para o serviço do bem é a oportunidade que Deus oferece à criatura imperfeita para acelerar a sua caminhada rumo à perfeição.
Quem não aproveita a oportunidade divina, apegando-se por comodismo ou displicência aos seus defeitos, desculpando-se com as imperfeições naturais que ainda carrega, furta-se ao cumprimento do dever espiritual.
Mas as leis da evolução não o deixarão parado por muito tempo.
Por isso ensinou Jesus: "Quem se apegar à sua vida perdê-la-á, mas quem a perder por amor a mim salvá-la-á".
O comodista será sacudido e alijado do seu comodismo, mais hoje, mais amanhã, pela vergasta da dor.
O sofrimento é tão grande na Terra porque maior é o comodismo dos homens.
A seara continua imensa e os trabalhadores ainda são tão poucos! Não somos anjos para ser perfeitos e puros, mas trazemos em nós as potencialidades da angelitude.
Se não acelerarmos a nossa lapidação pelo serviço, o lapidário oculto - e que está oculto em nós mesmos - agirá como convém para completar a sua obra.
  
(Obra: Na era do Espírito - Chico Xavier/Irmão Saulo)


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Esqueçamos, por agora, o paraíso distante para ajudar na construção do nosso próprio Céu.

Interfiramos menos na regeneração dos outros e cogitemos mais de nosso próprio reajuste, perante a Lei do Bem Eterno e, servindo incessantemente com a nossa fé à vida que nos rodeia, a vida, por sua vez, nos servirá, infatigável, convertendo a Terra em estação celestial de harmonia e luz para o acesso de nosso espírito à vida superior.

(Chico Xavier/Emmanuel)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O TOQUE DA CURA

"Mas Jesus disse: Quem me tocou ? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou ?]."  - Lucas, cap 8 - v. 45
 
Assediado pela multidão, com certeza muitos eram os que, de maneira voluntária ou involuntária, tocavam no Senhor...
Aquela pobre mulher, no entanto, lograra tocar-lhe apenas na orla da veste e ficara curada !
Qual a diferença que poderia haver entre o seu toque e o dos demais, talvez, como ela, portadoresa cura  de enfermidades no corpo ou moléstias na alma ?
Por que motivo o Senhor nem sequer atinara com as outras mãos que o incomodavam, aflitas e súplices, pousando-lhe sobre o corpo ?
O episódio, narrado por Lucas, é descrito com detalhes que não podem ser omitidos: aquele irmã, que padecia de uma hemorragia havia doze anos, "veio pos trás" de Jesus, e , mesmo assim, não passou ignorada pela sua divina percepção: "Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder".
O toque da cura é o toque da fé !
Quem se coloca em condições de receber, embora ignorado como o fenômeno se processe, ao simples ato de estender a mão naturalmente recebe.
A anônima mulher, dita hemorroísa, não havia se colocado nem mesmo dentro do campo visual do Senhor, nem por Ele fora tocada em um só fio de seus cabelos, mas, num átimo, se viu integralmente curada.
A cura para qualquer mal que nos atormenta, desde que, motivados pela fé, nos disponhamos a movimentar os próprios recursos espirituais, está dentro de nós. Por isto, a quantos proporcionava a bênção da cura, o Senhor, esquivando-se de todo mérito, repetia: "A tua fé te salvou" !
 
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

REFUGIA-TE EM PAZ


“Havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer.” -MARCOS, 6:31

O convite do Mestre, para que os discípulos procurem lugar à parte, a fim de repousarem a mente e o coração na prece, é cada vez mais oportuno.
Todas as estradas terrestres estão cheias dos que vão e vêm, atormentados pelos interesses imediatistas, sem encontrarem tempo para a recepção de alimento espiritual. Inúmeras pessoas atravessam a senda, famintas de ouro, e voltam carregadas de desilusões. Outras muitas correm às aventuras, sedentas de novidade emocional, e regressam com o tédio destruidor.
Nunca houve no mundo tantos templos de pedra, como agora, para as manifestações de religiosidade, e jamais apareceu tamanho volume de desencanto nas almas.
A legislação trabalhista vem reduzindo a atividade das mãos, como nunca; no entanto, em tempo algum surgiram preocupações tão angustiosas como na atualidade.
As máquinas da civilização moderna limitaram espantosamente o esforço humano, todavia, as aflições culminam, presentemente, em guerras de arrasamento científico.
Avançou a técnica da produção econômica em todos os setores, selecionando o algodão e o trigo por intensificar-lhes as colheitas, mas, para os olhos que contemplam a paisagem mundial, jamais se verificou entre os encarnados tamanha escassez de pão e vestuário.
Aprimoraram-se as teorias sociais de solidariedade e nunca houve tanta discórdia.
Como acontecia nos tempos da permanência de Jesus no apostolado, a maioria dos homens permanece no vaivém dos caminhos, entre a procura desorientada e o achando falso, entre a mocidade leviana e a velhice desiludida, entre a saúde menosprezada e a moléstia sem proveito, entre a encarnação perdida e a desencarnação em desespero.
Ó meu amigo, se adotaste efetivamente o aprendizado com o Divino Mestre, retira-te a um lugar à parte, e cultiva os interesses de tua alma.
É possível que não encontres o jardim exterior que facilite a meditação, nem algum pedaço de natureza física onde repouses do cansaço material, todavia, penetra o santuário, dentro de ti mesmo.
Há muitos sentimentos que te animam há séculos, imitando, em teu íntimo, o fluxo e o refluxo da multidão. Passam apressados de teu coração ao cérebro e voltam do cérebro ao coração, sempre os mesmos, incapacitados de acesso à luz espiritual. São os princípios fantasistas de paz e justiça, de amor e felicidade que o plano da carne te impôs.
Em certas circunstâncias da experiência transitória, podem ser úteis, entretanto, não vivas exclusivamente ao lado deles. Exerceriam sobre ti o cativeiro infernal.
Refugia-te no templo à parte, dentro de tua alma, porque somente aí encontrarás as verdadeiras noções da paz e da justiça, do amor e da felicidade reais, a que o Senhor te destinou.


Emmanuel/Francisco C. Xavier. Fonte Viva.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

NA CURA DA ALMA


"E é mais fácil passarem o Céu e a Terra do que cair um til sequer da lei."  - Lucas, cap. 16 - v. 17
  

É rematada loucura a tentativa de burlar a consciência, onde jaz esculpida a Lei Divina.
Tudo, certamente, está sujeito à mudança, menos a Lei de Deus que é a mesma, para todos os mundos, desde os primórdios da Criação.
Em prejuízo de outrem, jamais haverá alguém de, realmente, lograr algum benefício para si.
A equanimidade que impera no Universo é incorruptível - e cada um, segundo as suas obras, e nada mais.
O mérito é consequência do esforço e não da conquista indébita.
A Graça Divina é concessão aos justos, que sabem recebê-la com a devida humildade, e não aos que a tomariam por endosso às arbitrariedades que cometem.
A Lei a ninguém favorece para que permaneça favorecido em regime de exclusividade.
A fonte que se nega a jorrar transforma-se em poça de lama.
A semente que não se torna fruto é frustação da espécie.
Doar-se é a vocação natural de tudo quanto existe.
Servir é irresistível anseio, o qual ninguém contraria sem atirar-se à vala da depressão e da angústia.
Muita doença psiquica que obtém da ciência dos homens as mais complexas terminologias tem sua causa profunda na falta da vivência do amor aos semelhantes.
Convençamo-nos, de uma vez por todas, de que nenhum remédio cura o que é da alma, e, para saber disto, ninguém precisa ter diploma.


(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A. Baccelli/Inácio Ferreira)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

ACORDAR E ERGUER-SE



"Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te iluminará." - Paulo. (EFÉSIOS, 5:14.)

Há milhares de companheiros nossos que dormem, indefinidamente, enquanto se alonga debalde para eles o glorioso dia de experiência sobre a Terra.
Percebem vagamente a produção incessante da Natureza, mas não se recordam da obrigação de algo fazer em benefício do progresso coletivo.
Diante da árvore que se cobre de frutos ou da abelha que tece o favo de mel, não se lembram do comezinho dever de contribuir para a prosperidade comum.
De maneira geral, assemelham-se a mortos preciosamente adornados.
Chega, porém, um dia em que acordam e começam a louvar o Senhor, em êxtase admirável...
Isso, no entanto, é insuficiente.
Há muitos irmãos de olhos abertos, guardando, porém, a alma na posição horizontal da ociosidade.
É preciso que os corações despertos se ergam para a vida, se levantem para trabalhar na sementeira e na seara do bem, a fim de que o Mestre os ilumine.
Esforcemo-nos por alertar os nossos companheiros adormecidos, mas não olvidemos a necessidade de auxiliá-los no soerguimento.
É imprescindível saibamos improvisar os recursos indispensáveis em auxílio dos nossos afeiçoados ou não que precisam levantar-se para as bênçãos de Jesus.
Não basta recomendar.
Quem receita serviço e virtude ao próximo, sem antes preparar-lhe o entendimento, através do espírito de fraternidade, identifica-se com o instrutor exigente ,que reclama do aluno integral conhecimento acerca de determinado e valioso livro, sem antes ensiná-lo a ler.
Disse Paulo: - "Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te iluminará."
E nós repetiremos: - "Acordemos para a vida superior e levantemo-nos na execução das boas obras e o Senhor nos ajudará, para que possamos ajudar os outros."

Emmanuel/Francisco C. Xavier. Livro: Fonte Viva.