sexta-feira, 21 de outubro de 2011

I Corintios, 15, 29-34



 29.   De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos?
        Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?  
  

30.   E nós, por que nos expomos a perigos a toda hora?
   
31.   Cada dia, irmãos, expondo-me à morte,
        tão certo como vós sois a minha glória em Jesus Cristo nosso Senhor.
   
32.    Se foi por intenção humana que combati com as feras em Éfeso,
        que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos,
        porque amanhã morreremos. 

   
33.    Não vos deixeis enganar: Más companhias corrompem bons costumes. 
   
34.    Despertai, como convém, e não pequeis!
        Porque alguns vivem na total ignorância de Deus - para vergonha vossa o digo.

Considerações.

“Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?”
A pergunta do Apóstolo requer reflexão. Se aqueles que morrem não continuam suas existências de alguma forma, por que os invocamos, nos batizamos, nos valemos deles? De fato, a fé no homem é inata e independente de credo. Do iletrado ao sábio nas letras, todos, guardamos no íntimo uma certeza: a vida do ser vivente não pode aniquilar-se na morte. Seria demasiadamente cruel existir para nunca mais ser.

Que outro freio sustenta com razoável e necessária estabilidade o comportamento humano senão essa intuição íntima de uma vida maior e permanente? Sem ela, o comportamento humano seria comamos e bebamos porque amanhã morreremos.Acrescentamos, roubaríamos, mataríamos, não pouparíamos esforços por nos situar em condições de usufruto extremado dos prazeres da terra.

Mas não; assim não é. O número dos equilibrados pela fé íntima suplanta em muito ao dos descrentes.

Agora, atentemos: Más companhias corrompem os bons costumes” o que é visível de logo se entende; mas não se deve esquecer do “orai e vigiai” e aí lembramos que os pensamentos são percebidos e podem ser entendidos como convites a más companhias das quais muito caro há de se pagar para que se rompam os laços de uma estranha “amizade”.

Bom dia a todos!

(Por Luiz Alves Rodrigues)

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