29. De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos?
Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?
30. E nós, por que nos expomos a perigos a toda hora?
31. Cada dia, irmãos, expondo-me à morte,
tão certo como vós sois a minha glória em Jesus Cristo nosso Senhor.
32. Se foi por intenção humana que combati com as feras em Éfeso,
que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos,
porque amanhã morreremos.
33. Não vos deixeis enganar: Más companhias corrompem bons costumes.
34. Despertai, como convém, e não pequeis!
Porque alguns vivem na total ignorância de Deus - para vergonha vossa o digo.
Considerações.
“Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?”
A pergunta do Apóstolo requer reflexão. Se aqueles que morrem não continuam suas existências de alguma forma, por que os invocamos, nos batizamos, nos valemos deles? De fato, a fé no homem é inata e independente de credo. Do iletrado ao sábio nas letras, todos, guardamos no íntimo uma certeza: a vida do ser vivente não pode aniquilar-se na morte. Seria demasiadamente cruel existir para nunca mais ser.
Que outro freio sustenta com razoável e necessária estabilidade o comportamento humano senão essa intuição íntima de uma vida maior e permanente? Sem ela, o comportamento humano seria o comamos e bebamos porque amanhã morreremos.Acrescentamos, roubaríamos, mataríamos, não pouparíamos esforços por nos situar em condições de usufruto extremado dos prazeres da terra.
Mas não; assim não é. O número dos equilibrados pela fé íntima suplanta em muito ao dos descrentes.
Agora, atentemos: “Más companhias corrompem os bons costumes” o que é visível de logo se entende; mas não se deve esquecer do “orai e vigiai” e aí lembramos que os pensamentos são percebidos e podem ser entendidos como convites a más companhias das quais muito caro há de se pagar para que se rompam os laços de uma estranha “amizade”.
Bom dia a todos!
(Por Luiz Alves Rodrigues)
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