sexta-feira, 28 de outubro de 2011

I Coríntios, 15,35-58


35. Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos? E com que corpo vêm?

36. Insensato! O que semeias não recobra vida, sem antes morrer.

37. E, quando semeias, não semeias o corpo da planta que há de nascer, mas o simples grão, como, por exemplo, de trigo ou de alguma outra planta.

38. Deus, porém, lhe dá o corpo como lhe apraz, e a cada uma das sementes o corpo da planta que lhe é própria.

39. Nem todas as carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais; a das aves difere da dos peixes.

40. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres.

41. Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua e outra a claridade das estrelas; e ainda uma estrela difere da outra na claridade.

42. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível;

43. semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso;

44. semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual.

45. Como está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente (Gn 2,7); o segundo Adão é espírito vivificante.  

46. Mas não é o espiritual que vem primeiro, e sim o animal; o espiritual vem depois.

47.O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo veio do céu.

48.Qual o homem terreno, tais os homens terrenos; e qual o homem celestial, tais os homens celestiais.

49.Assim como reproduzimos em nós as feições do homem terreno, precisamos reproduzir as feições do homem celestial.

50.O que afirmo, irmãos, é que nem a carne nem o sangue podem participar do Reino de Deus; e que a corrupção não participará da incorruptibilidade.

51.Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados,

52.num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

53.É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade.

54.Quando este corpo corruptível estiver revestido da incorruptibilidade, e quando este corpo mortal estiver revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura:

55.A morte foi tragada pela vitória (Is 25,8). Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão (Os 13,14)?  56.Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.  

57.Graças, porém, sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo!

58.Por conseqüência, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor. Sabeis que o vosso trabalho no Senhor não é em vão.  


Considerações.

Considerando apenas os versículos 35 e 36, observe-se o que semeias não recobra vida, sem antes morrer” pelo que se conclui que o apóstolo faz analogia do que ocorre com certos vegetais e com a raça humana: seres semeados na terra que, ao morrerem, renascem, sendo a morte, condição necessária para o renascer.

Há-se de considerar as diversas etapas do homem sobre a terra, suas experiências diversas como um processo de gestação do ser espiritual. O crisol da dor, decepções diversas, acerbas lutas, quedas morais, o fogo do remorso, tudo a concorrer para a formação do ser – um dia – angelical.

Não é por acaso que registra os Evangelhos na passagem do “Atire a Primeira Pedra” que exatamente os mais velhos retiraram-se em primeiro lugar. O tempo realiza o trabalho na semente que há de germinar ao rebentar da cova no tempo propício.


Bom dia a todos!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

I Corintios, 15, 29-34



 29.   De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos?
        Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?  
  

30.   E nós, por que nos expomos a perigos a toda hora?
   
31.   Cada dia, irmãos, expondo-me à morte,
        tão certo como vós sois a minha glória em Jesus Cristo nosso Senhor.
   
32.    Se foi por intenção humana que combati com as feras em Éfeso,
        que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos,
        porque amanhã morreremos. 

   
33.    Não vos deixeis enganar: Más companhias corrompem bons costumes. 
   
34.    Despertai, como convém, e não pequeis!
        Porque alguns vivem na total ignorância de Deus - para vergonha vossa o digo.

Considerações.

“Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?”
A pergunta do Apóstolo requer reflexão. Se aqueles que morrem não continuam suas existências de alguma forma, por que os invocamos, nos batizamos, nos valemos deles? De fato, a fé no homem é inata e independente de credo. Do iletrado ao sábio nas letras, todos, guardamos no íntimo uma certeza: a vida do ser vivente não pode aniquilar-se na morte. Seria demasiadamente cruel existir para nunca mais ser.

Que outro freio sustenta com razoável e necessária estabilidade o comportamento humano senão essa intuição íntima de uma vida maior e permanente? Sem ela, o comportamento humano seria comamos e bebamos porque amanhã morreremos.Acrescentamos, roubaríamos, mataríamos, não pouparíamos esforços por nos situar em condições de usufruto extremado dos prazeres da terra.

Mas não; assim não é. O número dos equilibrados pela fé íntima suplanta em muito ao dos descrentes.

Agora, atentemos: Más companhias corrompem os bons costumes” o que é visível de logo se entende; mas não se deve esquecer do “orai e vigiai” e aí lembramos que os pensamentos são percebidos e podem ser entendidos como convites a más companhias das quais muito caro há de se pagar para que se rompam os laços de uma estranha “amizade”.

Bom dia a todos!

(Por Luiz Alves Rodrigues)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

MEUS FILHOS


Existem duas forças em luta na Terra, onde Jesus está construindo o Reino de Deus.
Essas forças são a do bem e a do mal que se manifestam por nossas mãos.
Temos, assim, por onde passamos no mundo, as mãos iluminadas que estendem o amor e a paz, o trabalho e a alegria...
E conhecemos as mãos espinhosas que fazem o ódio e o desespero, a preguiça e o sofrimento.
Há mãos que sustentam a lavoura e o jardim, produzindo pão e felicidade.
E vemos aquelas que se entregam à miséria e ao vício.
Mãos que honram a indústria e o progresso.
Mãos que arrancam lágrimas e multiplicam o infortúnio.
Vemos braços que acariciam... Braços de mãezinhas abençoadas, de pais amigos, de obreiros da paz e da evolução, de enfermeiras abnegadas e de crianças generosas que asseguram na Terra o Serviço da Luz.
E encontramos braços que ferem e amaldiçoam, que se entregam ao crime, que humilham os pobres e os pequeninos, que exercem a crueldade, e que violentam a Natureza, aniquilando as plantas e os animais prestimosos.
Reparamos mãos preciosas que usam a enxada e a pena, auxiliando o celeiro e a educação.
E surpreendemos mãos infelizes que roubam e matam, estendendo a perturbação e a morte.
Mãos que levantam templos e lavres, escolas e hospitais.
Mãos que destroem e dilaceram, enganam e apedrejam.
Jesus veio ao mundo para que nossas mãos aprendam a servir à Luz do Bem, edificando a nossa própria felicidade.
Com as d’Ele, curou os doentes, socorreu os fracos, amparou os tristes, limpou os leprosos, restituiu a visão aos cegos...
Levantou os paralíticos, afagou os velhos e os deserdados, e abençoou as criancinhas...
Filhos meus, não permitam que as garras da sombra lhes dominem as mãos na vida...
Sigamos pelos caminhos da Luz, procurando a intimidade com os servidores do bem!
Observem o brilhante lapidado e o diamante bruto. Ambos são filhos da terra. Um deles, porém, refulge, divino, retratando a beleza do céu, mas o outro jaz encarcerado nas trevas do cascalho contundente.
Jesus é o lapidário do céu, a quem Deus, Nosso Pai, nos confiou os corações.
Obedeçamos a Ele, nosso Divino Mestre, buscando-lhe as lições e seguindo-lhe os exemplos, e o Cristo nos farão construtores do Reino de Deus no mundo, conduzindo-nos para a Glória Celestial.
 

(Obra: Cartilha do Bem - Chico Xavier / Meimei)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O TOQUE DA CURA



"Mas Jesus disse: Quem me tocou ? Como todos negassem, Pedro [com seus companheiros] disse:
Mestre, as multidões te apertam e te oprimem [e dizes: Quem me tocou ?]."  - Lucas, cap 8 - v. 45


Assediado pela multidão, com certeza muitos eram os que, de maneira voluntária ou involuntária, tocavam no Senhor...
Aquela pobre mulher, no entanto, lograra tocar-lhe apenas na orla da veste e ficara curada !
Qual a diferença que poderia haver entre o seu toque e o dos demais, talvez, como ela, portadores da cura de enfermidades no corpo ou moléstias na alma ?
Por que motivo o Senhor nem sequer atinara com as outras mãos que o incomodavam, aflitas e súplices, pousando-lhe sobre o corpo ?
O episódio, narrado por Lucas, é descrito com detalhes que não podem ser omitidos: aquele irmã, que padecia de uma hemorragia havia doze anos, "veio pos trás" de Jesus, e , mesmo assim, não passou ignorada pela sua divina percepção: "Alguém me tocou, porque senti que de mim saiu poder".
O toque da cura é o toque da fé !
Quem se coloca em condições de receber, embora ignorado como o fenômeno se processe, ao simples ato de estender a mão naturalmente recebe.
A anônima mulher, dita hemorroísa, não havia se colocado nem mesmo dentro do campo visual do Senhor, nem por Ele fora tocada em um só fio de seus cabelos, mas, num átimo, se viu integralmente curada.
A cura para qualquer mal que nos atormenta, desde que, motivados pela fé, nos disponhamos a movimentar os próprios recursos espirituais, está dentro de nós. Por isto, a quantos proporcionava a bênção da cura, o Senhor, esquivando-se de todo mérito, repetia: "A tua fé te salvou" !
(Obra: Saúde Mental À Luz do Evangelho - Carlos A.Baccelli/Inácio Ferreira)